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sexta-feira, 12 de junho de 2026

[Crítica] Corações Jovens

 Existem filmes que tentam emocionar através de grandes reviravoltas, discursos impactantes ou tragédias pesadas. Corações Jovens segue pelo caminho oposto. O longa belga dirigido por Anthony Schatteman encontra sua força justamente na simplicidade.


A história acompanha Elias, um garoto que começa a descobrir sentimentos que nunca havia experimentado antes quando conhece Alexander. A partir daí, o filme constrói uma narrativa sobre primeiro amor, inseguranças e autodescoberta sem transformar isso em um grande drama. Tudo acontece de forma muito natural, quase como uma lembrança de adolescência que poderia pertencer a qualquer pessoa.

O que mais me chamou atenção foi a forma como o diretor confia nos seus personagens. Há muitos momentos em que o filme prefere um olhar, um silêncio ou uma expressão tímida em vez de explicar tudo ao espectador. Essa escolha dá autenticidade à história e faz com que as emoções pareçam reais. Lou Goossens e Marius De Saeger entregam atuações extremamente sinceras, sem exageros ou artificialidade.

Outro ponto forte é a atmosfera. A pequena vila onde a trama acontece transmite uma sensação de conforto, reforçada pela trilha sonora delicada de Ruben De Gheselle. É aquele tipo de filme que parece abraçar o espectador em vez de tentar chocá-lo.

Ao mesmo tempo, entendo algumas das críticas que a produção recebeu. Em determinados momentos, a história parece idealizada demais. Alguns conflitos familiares e sociais são resolvidos de maneira tão tranquila que podem soar otimistas além da conta. Dependendo da experiência de vida de cada espectador, isso pode passar uma sensação de conto de fadas.

Também não é um filme que reinventa o gênero coming-of-age. Quem já assistiu muitas histórias sobre amadurecimento e primeiro amor provavelmente reconhecerá vários elementos familiares. Além disso, o ritmo é bastante contemplativo e pode parecer lento para quem prefere narrativas mais movimentadas.
Mesmo assim, saí da sessão com uma impressão positiva. Em uma época em que tantas histórias sobre jovens LGBTQIA+ acabam focando exclusivamente na dor, no preconceito ou na tragédia, Corações Jovens escolhe falar sobre afeto, descoberta e esperança. Talvez não seja um filme revolucionário, mas é um filme necessário.

No fim das contas, Corações Jovens não tenta mudar o mundo. Ele apenas lembra que o primeiro amor, com todas as suas dúvidas e inseguranças, pode ser uma experiência bonita. E às vezes isso já é suficiente.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Mestres do Universo | He-Man


Criada como um longo comercial televisivo de 22 minutos de duração, e exibida entre 1983 à 1985, a série de animação He-Man e os Mestres do Universo desenvolvida pelo estúdio Filmation em parceria com a gigante dos brinquedos Mattel, nasceu com o simples objetivo de dar suporte narrativo, ao que viria ser, uma das franquias de brinquedos mais populares dos anos 1980.



Como uma delicada carta de amor à série e seus personagens, o projeto de Travis Knight (Kubo e as Cordas Mágicas - 2015, e Bumblebee - 2018), busca revisitar as origens de He-Man, dos Mestres do Universo e do maligno Esqueleto, levando o espectador por uma nova jornada através das terras mágicas de Eternia, rica em detalhes e repleta de fan service.


A produção de 2026, lançada em 4 de junho, dá continuidade à estratégia adotada pela Mattel em Barbie (2023): transformar suas propriedades intelectuais em narrativas mais humanas e densas, aprofundando seus personagens e fortalecendo a conexão emocional com o público.



(Foto: Sony Pictures Entertaiment/Divulgação)

O longa acompanha o jovem e atrapalhado príncipe Adam (Nicholas Galitzine), herdeiro do trono de Eternia, que, após uma invasão devastadora causada pelas hordas de demônios de Esqueleto, é enviado com urgência pela Feiticeira (Morena Baccarin), para a realidade do planeta Terra ao lado da Espada do Poder, objeto que guarda todo o poder do reino. Forçado a deixar sua vida para trás, ele se torna a última esperança de salvação para seu povo.

Quase vinte anos depois, Adam vive como um adulto deslocado e sem perspectivas, em busca do artefato mágico, perdido ainda na infância. Dividindo um apartamento em meio a cidade e agora profissional de Recursos Humanos, evitando conflitos e preferindo o diálogo (uma clara menção as lições de moral que encerravam os episódios da série original).

Seu retorno a Eternia, porém, o coloca diante da missão de recuperar seu poder e restaurar a ordem em um reino devastado pelo caos e pela destruição semeados por Esqueleto.


(Foto: Sony Pictures Entertaiment/Divulgação)


Praticamente nada do visual original dos personagens foi alterado, algo perceptível desde os primeiros minutos. Um ponto importante a se destacar, porém, é a mudança na forma como Eternia e seus habitantes são retratados.

Aqui, o diretor opta por aprofundar seus personagens, afastando-os do simples conceito de eterna guerra entre bem e mal, que caracterizava a série original, e inserindo-os em conflitos mais complexos, envolvendo temas como alcoolismo, abandono, fuga e relacionamentos abusivos. 

Longe de ser um aspecto negativo, essa abordagem acrescenta uma camada extra de profundidade e contexto à narrativa, tornando seus personagens mais humanos e suas motivações mais compreensíveis.


(Foto: Sony Pictures Entertaiment/Divulgação)


O desenvolvimento da trama é um dos pontos fortes da produção. O longa mantém um ritmo consistente e dosado, equilibrando ação, humor e drama sem se alongar além do necessário. Não há pancadarias enfadonhas, nem momentos melodramáticos em demasia quebrando a experiência.

Cada elemento introduzido pela narrativa recebe atenção adequada e encontra uma resolução satisfatória. Simples, direto e eficiente, sem espaço para pontas soltas no roteiro. 


(Foto: Luiz Rodrigues/Jam Station)


Provando mais uma vez que é muito mais do que um rostinho bonito esculpido em uma montanha de músculos, Nicholas Galitzine (Vermelho, Branco e Sangue Azul - 2019) entrega um personagem surpreendentemente rico, transitando com naturalidade entre situações contrastantes e nuances emocionais distintas. 

O resultado vai muito além da caricatura do brutamontes de tanguinha e peruca chanel que marcou o imaginário popular ao longo dos anos cantando What's Going On do 4 Non Blonds com um fundo psicodélico.  

Adam não é um personagem excessivamente sério, mas também não se transforma em uma máquina de piadas (Oi, Thor) fora de contexto apenas para arrancar risadas da plateia. O equilíbrio entre humor e drama é um dos pontos fortes da interpretação.

Jared Leto (Tron: Ares - 2025), mesmo oculto sob o pesado trabalho de CGI aplicado ao personagem durante a pós-produção, ainda encontra espaço para brilhar com um eficiente trabalho de captura de movimentos apresentado no crânio de Esqueleto, e atuação vocal, ajudando a dar personalidade ao vilão.


(Foto: Sony Pictures Entertaiment/Divulgação)


Se distanciando de tendências recentes em direção de arte e fotografia, o longa não adere a paletas desbotadas e ambientação excessivamente escura e com pouca iluminação, característica presente em muitas produções atuais. Pelo contrário, Eternia surge como um universo vibrante e repleto de detalhes, com biomas que se diferenciam a cada novo cenário, esbanjando cores e uma iluminação rica e cuidadosamente trabalhada.

A fotografia merece uma menção honrosa, sendo uma das grandes responsáveis por integrar efeitos práticos e CGI em uma fusão tão eficiente que, em diversos momentos, torna-se difícil distinguir onde termina o cenário físico e onde começa a computação gráfica.

(Foto: Sony Pictures Entertaiment/Divulgação)


Contando com nomes de peso como o compositor Daniel Pemberton (Devoradores de Estrela – 2026 e Os Caras Malvados – 2025), colaborações de Brian May, guitarrista do Queen, e uma música-tema composta e interpretada pela banda The Darkness, "Masters of the Universe", a trilha sonora traz temas nostálgicos fortemente inspirados no pop rock e no synth pop dos anos 80, inseridos de forma orgânica entre as cenas, sem parecerem forçados ou colocados ali apenas para preencher espaço.




Mestres do Universo chega aos cinemas como uma tentativa bem-sucedida de revitalizar um clássico da década de 80 de forma leve e acessível.

O longa entrega um bolo robusto: recheado de nostalgia e referências para os fãs de longa data, mas também decorado com elementos capazes de atrair um público mais jovem ou aqueles que jamais tiveram contato com a série animada ou com a linha de brinquedos da Mattel.

O resultado é uma aventura despretensiosa, brega (no bom sentido) e que ri de si mesma, funcionando tanto para quem cresceu assistindo ao cartoon, quanto para quem procura apenas um filme divertido e visualmente interessante para toda a família.



Mestres do Universo (Masters of the Universe)
04 de Junho de 2026 - 140 Minutos - Amazon MGM Studios / Sony Pictures Entertainment

País: EUA
Gênero: Espada e Feitiçaria, Ação, Fantasia
Direção: Travis Knight
Roteiro: Chris Butler, Irmãos Nee, Alex Litvak, Michael Finch
Elenco: Nicholas Galitzine, Camila Mendes, Idris Elba, Jared Leto

★★★★


terça-feira, 18 de novembro de 2025

Wicked: Parte II

Não surpreende que Wicked: Parte I tenha sido um grande sucesso mundial. O premiado cineasta Jon M. Chu já provou por diversas vezes que conhece a fórmula perfeita para traduzir toda a magia dos palcos para as grandes telas.



Junto de sua amiga de longa data e diretora de fotografia, Alice Brooks, ele trabalhou ao longo de vinte anos, em diversos projetos do gênero (Se Ela Dança, Eu Danço 2 e 3, Em um Bairro de Nova York, Jem e as Hologramas).

Agora, possui a difícil missão de entregar uma conclusão digna para uma obra que arrecadou cerca de US$ 756 milhões (R$ 4 bilhões) mundialmente e recebeu 10 indicações ao Oscar, levando duas estatuetas (Melhor Figurino - Paul Tazewell, e Melhor Design de Produção - Nathan Crowley).


(Foto: Universal Pictures/Divulgação)

Podemos definir o mote de Wicked: Parte II como “contrastes e mudanças”.
Isso fica claro ao sermos apresentados a uma Elphaba (Cynthia Erivo) mais madura, empoderada e segura de suas habilidades mágicas, porém reclusa, perseguida, demonizada, e agora conhecida pelos quatro cantos das terras de Oz como a grande Bruxa Má do Oeste.

De pronto, a trama estabelece o clima que irá manter até seus últimos minutos. 
Em contraste com a primeira parte, o filme traz um tom mais sério e soturno, cenas de maior foco em ação, planos de câmera mais dinâmicos e efeitos visuais abrangentes.

O longa mantém seu premiado design de produção, com efeitos práticos e pós edição em CGI, uma mesclagem de técnicas que funciona de forma eficiente e coesa em grande parte, mas parece, ainda, que não conversa com a fotografia apresentada, essa que por sua vez  lava suas cores e tenta apagar seu charme por meio de uma iluminação defeituosa, principalmente em cenas noturnas. 

Dessa vez Oz é apresentada de forma mais ampla ao espectador. Saindo da Universidade Shiz, fora das fronteiras da Cidade das Esmeraldas, somos levados até lugares mais interessantes do mapa. 

Além do arco-íris “vivenciamos”, finalmente, a Estrada de Tijolos Amarelos (ainda em construção), a Munchkinlândia e sua arquitetura fantasiosa revestida por arte nouveau e pitadas de steampunk; as profundas florestas de Oz, e o covil de Elphaba em um dos castelos abandonados da família Tigelaar.

Os cenários são sólidos, mas falham em raras ocasiões, já presentes anteriormente, onde extensões em chroma key eram evidentes e a falta de profundidade ficava clara em alguns ambientes.

Com maior tempo de tela, os animais marcam retorno em Wicked: Parte II, e por sua vez, a animação CGI dos personagens é um show à parte. O longa não repete erros de produções recentes, onde animais antropomórficos são retratados de forma extremamente realista, sem qualquer expressão facial ou corporal.


(Foto: Universal Pictures/Divulgação)


Jon M. Chu tenta manter a obra o mais fiel possível a já vista nos palcos da Broadway, mas fãs mais assíduos do musical percebem com rapidez algumas mudanças. 
Com o objetivo de preencher lacunas, explicar contextos, e ganhar um maior peso emocional no enredo – o que o musical acaba deixando de lado por falta de tempo, o diretor adiciona novas interludes, remaneja algumas estruturas, modifica atos inserindo novos personagens e inclui duas novas canções. 

No Place Like Home e The Girl in the Bubble, interpretadas por Cynthia Erivo e Ariana Grande, respectivamente, estão presentes para um maior apoio de desenvolvimento de personagem, as humanizando e elucidando sua evolução pessoal desde o início da história, o modo como estão lidando com as consequências de seus atos e relações conturbadas.

Elphaba e sua jornada pelo autoconhecimento, a luta contra a discriminação em Oz, e a causa dos animais silenciados. Glinda - A boa, e seu dilema de menina rica e mimada, vivendo o glamour que a bondade mascarada pode trazer, e finalmente, descobrindo que o mundo não gira em torno de seu pedestal. 

Compostas por Stephen Schwartz, premiado compositor americano de teatro, as duas canções integram perfeitamente a trilha do musical, sem muita diferenciação do material original. Embora ótimas novidades, a música interpretada por Erivo soa mais interessante em sua melodia e vocais.

Apesar do esforço do diretor em tentar encaixar situações e deixar as coisas as mais fluídas possíveis, é inegável que algumas cenas pareçam desconexas e perdidas no roteiro, alí só para contextualizar um ponto crucial na trama.

(Foto: Universal Pictures/Divulgação)

Assim como no musical, personagens secundários da primeira parte dão as caras por menos de cinco minutos, e logo após são esquecidos sem qualquer tentativa de conclusão ou destino. É o caso de Pfannee (Bowen Yang) e Shen Shen (Bronwyn James), que apenas aparecem em duas cenas.

Dorothy (Bethany Weaver), o grande mistério do elenco, surge de forma resumida –  até mais que no musical da Broadway, diria. Não que o filme tente esconder a identidade da garotinha do Kansas, a qual aparece apenas em closes estratégicos e que foquem no que interessa para a trama, como sua chegada, os sapatinhos de Nessarose (Marissa Bode), e o encontro com o Maravilhoso Mágico de Oz (Jeff Goldblum). Mas em momento algum dá abertura para um envolvimento maior.

Como mencionado por Jon M. Chu em uma entrevista a revista digital “TheWrap”, com a intenção de não interferir na imagem que o espectador tem da personagem vinda diretamente da obra original que Wicked foi derivado, e focar em Elphaba e Glinda, decidiu por omiti-la: “Ela é um peão em um jogo que não é dela”, declarou o diretor.

Glinda (Ariana Grande-Butera) recebe um aprofundamento necessário – o arco dramático da personagem está longe de ser considerado raso, mas a atuação deixa a desejar em momentos de maior tensão dramática, onde a atriz não consegue transmitir a emoção do personagem ao público e não convence.

Outros personagens como Fiyero (Jonathan Bailey) e Bok (Ethan Slater), ganham maior relevância e peso no enredo, com números musicais de maior impacto. Curiosamente não necessariamente com maior tempo de tela, mas o necessário para usufruírem de todo o aparato de efeitos especiais da pós da produção.

(Foto: Universal Pictures/Divulgação)


O longa traz o clímax da História não contada das Bruxas de Oz de forma grandiosa.
Mantém o que musical já faz de forma expandida, preenche lacunas que poderiam ser mal compreendidas, aprofunda o que já havia sido desenvolvido e melhora o que o primeiro ato já entregava.

O musical flui de forma natural. Emociona na medida (mesmo que a atuação superficial de Ariana Grande atrapalhe um pouco em cenas de maior impacto, o que é balanceado pela desenvoltura de Cynthia Erivo).

Apresenta os mesmo problemas em fotografia e montagem, tenta evoluir uma coisa aqui e ali, mas não é o suficiente. Nada que atrapalhe os olhos desavisados, mas tem algo que falta na obra, visualmente falando.

O filme funciona perfeitamente mesmo para aqueles que não conhecem nada da história. Deve agradar a fãs de Wicked, musicais no geral, e curiosos que estão experimentando o universo de Oz.

Não é perfeito, mas chega ao ponto do que se propõe. Em comparação a outros musicais, é um dos melhores traduzidos para as telonas.







Wicked: For Good

Wicked: Parte II
 (Wicked: For Good)
20 de Novembro de 2025 - 137 Minutos - Universal Pictures

País: EUA
Gênero: Fantasia/Musical
Direção: Jon M. Chu
Roteiro: Winnie Holzman, Danna Fox, Gregory Maguire

Elenco: Cynthia Erivo, Ariana Grande-Butera, Michelle Yeoh, Jeff Goldblum, Jonathan Bailey, Ethan Slater, Marissa Bode, Colman Domingo, Bowen Yang, Bronwyn James

★★★★☆


sexta-feira, 1 de novembro de 2019

[CRÍTICA] O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio


Mais um recomeço para uma antiga linha do tempo. Sem ter para onde ir após dois longas "base" e um terceiro supostamente conclusivo, fizeram um quarto explorando o antigo futuro e um quinto brincando com novas possibilidades. Todos dividiram opiniões e muitos não gostaram dos resultados (embora suas médias em sites de críticas estejam com notas... medianas). Então, com James Cameron de volta a franquia (mesmo que apenas como produtor), dessa vez pegaram os dois longas que todo mundo admira e ignoraram os demais que ele esteve fora (no quesito trama, já que elementos há de todos).

Dirigido por Tim Miller, o novo longa, que funciona novamente como um terceiro (transformando assim o terceiro original em uma linha do tempo alternativa), recicla seus originais assim como franquias como Star Wars e Jurassic World fizeram. A diferença é que aqui não funciona tão bem quanto poderia. O resultado é um filme básico de ação, bem clichê, com a repetida desculpa de "reviver" a franquia.

Diferente das continuações anteriores, esse novo longa busca uma premissa bem mais simples, sem grandes reviravoltas e afins, assim como era no começo da franquia. Dois voltam ao passado, um quer proteger e outro quer matar e há a pessoa-alvo. É um ciclo aventuresco de lutar e fugir. Contudo, algumas de suas soluções parecem tiradas do nada, vide a conclusão do clímax. Para piorar, o suposto mistério sobre a nova personagem, que perdura por um bom tempo no longa, é tão ultrapassado que não vale nada de sua extensão. Felizmente, ainda há boas cenas de ação como todos os outros filmes tiveram. Também há bons principais e o exterminador tá sinistro (novamente).

É um recomeço para uma nova geração, com direito a um empoderamento feminino mais amplo do que antes e mais diversidade ao unir nacionalidades (proposital visto a situação política atual nos EUA) [e vale citar que o filme tem uma quantidade considerável de cenas em espanhol]. E é bom reforçar que nada disso traz nada negativo para o longa, apenas positivo. Entretanto, a ideia de renovar toda a franquia vai além, afetando também sua trama, que acaba por "apagar" muito do que foi construído até mesmo nos originais em prol de novos rumos que não fiquem presos ao passado. Tanto que temos novos personagens (Dani, Grace, Rev-9) com novos destinos. Até mesmo a Skynet sofre com o peso das mudanças. O passado só não é completamente ignorado porque ainda tem Sarah Connor e T-800.

Apesar de todos os problemas, o sexto Exterminador ainda é um bom entretenimento, assim como seus anteriores. Discordo totalmente de diversas opiniões considerando esse novo melhor que eles (3, 4, 5), mas também creio não ser pior. No momento é difícil dizer com exatidão. Eu realmente tento entender tudo isso de ruim nessa agora considerada "trilogia alternativa" e não consigo, mesmo enxergando seus defeitos. Gostaria de uma continuação futura brincando com as linhas criadas na franquia, porque terão que fazer algo muito bom numa continuação pra justificar esse novo destino sombrio. Até agora tá morno.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Sobre a Legalização da Maconha



Muito anda-se falando sobre, manifestações e descuções que nao levam a lugar nenhum. Sinceramente estou cansada dessa historia para boi dormir e vou falar aqui o que eu penso sobre:
Primeiramente, eu como boa parte da população tenho alergia, no meu caso é rinite, mas conheço muita gente que tem bronquite, asma e outros problemas, que qualquer fumaça por mais “inofensiva” que seja, desde um incenso até a fumaça de um caminhão, causa muitas dificuldades respiratórias.Se você que esta lendo é fuma, ou é a favor da legalização não tem esse problema, que bom para você, mas para quem tem esse problema é uma situação muito chata!
Se quem fumasse, seja maconha ou um cigarro normal fumasse apenas para si, por mim não haveria problema algum, cada um com a sua vida, mas ninguém se isola numa bolha para fumar[até por que isso ano é muito viável] incomodando quem não fuma e principalmente quem tem esses problemas.Nesse caso acho que vale o respeito!
“Você falou do cigarro, o cigarro é muito pior que a maconha e é legalizado”Pois é... mas existem varias campanhas para diminuir ao Maximo o consumo, hoje em dia um fumando não é algo tão bem visto pela sociedade, é mais bem visto por quem quer pagar de rebelde sem causa!
Isso sem contar na PUTA BURRICE você pagar por algo que cedo ou tarde vai te causar algum dano, e muitas vezes irreversível!
“Mas se for legalizado e trafico vai diminuir”
Para mim esse é o pior de todos os argumentos!
Cigarro é legalizado e existe fumantes ainda..Alcool é legalizado e o que não falto é gente bêbada pelo simples prazer de mostrar ao mundo que bebe, antes e depois da Lei Seca, sempre teve gente que bebia e dirigia sem pensar nos riscos dessa ação, e a maconha assim como o álcool diminui os seus reflexos, imagine so o tanto de acidentes causados pelas pessoas fumarem maconha e dirigir.
Sobre o Trafico: não vai diminuir!
Por dois motivos simples meu querido Peter Pan, enquanto existir alguma coisa ilegal e que da prazer, vai ter alguém vendendo!
Segundo motivo:provavelmente a maconha ficará o mesmo preço ou até mais cara porque o governo vai cobrar imposto e o imposto no Brasil, caso você ainda não saiba, é um absurdo!
“Mas a Maconha também pode ser usada na medicina”
Se você usa esse argumento, eu tenho algumas perguntas a te fazer:Você acredite mesmo nisso??Você já ouviu falar num lugar que fica ao norte do Brasil chamada Floresta Amazonica??
nessa floresta existem(ou existiram...)ervas que acreditam que pode curar o câncer!mas ninguém olha para isso, sabe por que??
Simples, o Câncer da muito dinheiro para a industria farmacêutica!é horrível dizer isso mas é a mais pura verdade!Se o Cancer não existisse mais não teria a quimioterapia, nem tantos outros remédios fortes usados no tratamento, e isso não é so com o câncer, mas muitas doenças!
Você já parou para se perguntar como do a AIDS surgiu??e como o tratamento rende dinheiro para a industria?? Pois é meu querido...mesmo que a maconha tenha benefícios medicinais[o que sinceramente duvido] não será usado para esse fim!
Sinceramente, acho essas manifestaçoes para  a legalização da maconha sem o menos fundamento, e com um bando de jovens metidos a revolucionários mas que na verdade só querem poder se drogar em paz(como se já não existissem drogas licitas o suficiente para isso!) .