Header Ads

(Resenhas de Filme) Mad Max: Rota da Fúria: É muito KABUM! e 'sangue nos zóio'



Essa resenha foi publicada oficialmente em 24 de Maio de 2015 no site www.anime4play.com.br e                      está sendo divulgada aqui em comum acordo entre os dois sites.

Surpreendentemente, um filme com explosões do começo ao fim é capaz de dizer muito mais do que se imagina

Se São Paulo, assim como outros cantos do país, já vem enfrentando momentos de crises hídricas e quiçá sofrerá de energia no decorrer dos próximos meses, não é difícil comparar um futuro ambientado num mundo (fictício) em que selvagens disputam entre si recursos necessários à sobrevivência aonde os principais são: água e gasolina. Agora com a crise da Petrobrás e aumento cada vez maior na gasolina, creiam meus amigos: a coisa vai ficar ainda mais brava... E somente a geração que perdurar mais 40 ou 50 anos verá o resultado catastrófico de tudo isso.
Com explosões do início ao fim, Mad Max: Rota da Fúria traz poucos diálogoa, mas boa dose de reflexão
Claro que o choque de realidade no dia-a-dia não é tão rapidamente impactante quanto ao assistir Mad Max: Rota da Fúria, um reboot da aclamada série que se iniciou em 1979 pelas mãos do genial diretor e produtor australiano George Miller (Mad Max, Mad Max 2: A Caçada Continua, Mad Max 3: Além da Cúpula do Trovão), mas já dá pra se ter uma prévia do que nos aguarda no futuro.

O mais forte - diga-se de passagem, não só o que detém de contingente de força bruta, mas também de recursos naturais - reina sobre o mais fraco, domina, castiga e controla. No caso de Mad Max: Rota da Fúria, o mais forte mostra-se mais bruto do que detentor de massa encefálica - mais conhecido como cérebro mesmo! - e atende pelo nome de Immortan Joe  (Hugh Keays-Byrne - Mad Max '1979'). O vilão tem em suas mãos o controle - ou quase isso - de pessoas afundadas na miséria, na sede e na fome, e dá-lhes o que lhes é de direito gradativamente - como um punhado de água aqui e outro ali - ainda contando com o apoio de doidos influenciáveis e carecas chamados Kamikrazys e um batalhão de abobados brutamontes. Porém, nem todo ditador - opressor - tem o real apoio de todos os que recebem suas ordens e logo surge uma trama para acabar com todo o seu sistema organizado.
Outro ponto que vale ressaltar, também, é como retratam as mulheres que, assim como no passado, eram vistas apenas como objeto e usadas apenas para dar à luz a verdadeiros homens de batalha. Mas é claro que essa idealização ficou num passado distante, ou não? Isto é, o filme é retratado num futuro não muito distante.
Em meio a toda essa filosofia, barata ou não, é chocante um filme com tantos KABUNS! e RÁ-TÁ-TÁ-TÁ-TÁS! - onde essas onomatopeias são apenas parte de um eufemismo, pois apenas palavras inapropriadas para menores fariam jus ao que Mad Max: Rota da Fúria realmente é - e "FODÁSTICO" é para dizer o mínimo.
Mais brutalidade do que inteligência, Immortan Joe controla e castiga os miseráveis
Claro que em pleno ano de 2015 a receita do filme já não é mais novidade pra ninguém, basta assistirem O Livro de Eli - um mundo apocalíptico aonde apenas meia duzia lutam pelo poder, ou pela busca de conhecimento -, mas o que realmente surpreende é como um filme que só tem pancadaria e explosões o tempo todo, pode dizer tanto sobre nós?

A ação é tão frenética que há momentos em que paramos de respirar diante da tela do cinema e outros em que nos sobe uma adrenalina - o famoso "sangue nos zóio" - e temos vontade de mandar todos aqueles personagens asquerosos pelos ares, assim como Max (Tom Hardy - Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge) o faz.
Mesmo com o excesso de explosões e a falta de diálogo entre os personagens, o filme consegue passar todo o recado que precisa. É certo que há um Kamikrazy doido incentivando seus guerreiros tocando uma guitarra que chega a ser chata de tão repetitiva, e também umas falhas tecnológicas como combustão à cusparada, por exemplo, mas todo o clima tenso do filme somado ao jeitão meio 'Schwarzenegger' de Hardy cumpriram a missão e fizeram Mad Max: Rota da Fúria dar o recado que precisava ser dado. Sem contar a belíssima atuação da 'furiosíssima' Charlize Theron que, mesmo apenas com um braço e meio bateu mais do que o Belfort contra o Chris Weidman no UFC de hoje, assumindo praticamente o papel principal do filme.

Batendo mais do que muito homem, Charlize Theron rouba a cena de Mad Max: Rota da Fúria

Essa resenha foi publicada oficialmente em 24 de Maio de 2015 no site www.anime4play.com.br e está sendo divulgada aqui em comum acordo entre os dois sites.


Um comentário

Yatta disse...

gostei dessa publicação, Carracedo!

Tecnologia do Blogger.