O mistério da capa americana de Phalanx
O velhinho do banjo que virou ícone inesperado dos games: A história real por trás da capa mais estranha da era 16-bit!
Na década de 90, quando os jogos de tiro espacial disputavam espaço nas prateleiras com capas praticamente idênticas, uma imagem completamente fora do padrão chamou atenção: um simpático senhor tocando banjo.
O homem da foto se chamava Bertil Valley. Durante 25 anos, ele trabalhou como Papai Noel voluntário, além de administrar sua própria empresa de construção. Ele faleceu em 2004, mas acabou eternizado graças a uma das ideias mais bizarras – e geniais – da indústria dos videogames.
O “fator huh” que virou lenda
Por trás dessa decisão estava Keith Campbell, publicitário responsável pela conta da Kemco na época. Ele poderia ter seguido o caminho previsível: uma capa genérica de tiroteio espacial, cheia de naves, lasers e explosões.
Mas escolheu outro caminho.
A maioria dos jogos daquele período parecia igual — mesmo gênero, gráficos parecidos, identidade visual repetitiva. Nada realmente se destacava. E o próprio time de publicidade admitia: ninguém ali era jogador.
Ainda assim, Keith era conhecido por ser um “cara das ideias”. Ele sabia que o jogo em si não tinha nada extraordinário a oferecer. Então a estratégia foi apostar tudo na embalagem.
Ele chamava isso de “forte fator huh” — aquela reação imediata de estranhamento que faz alguém parar, olhar duas vezes e pensar: “O que está acontecendo aqui?”
Hoje, talvez chamássemos isso simplesmente de um momento “WTF”.
Marketing como arma secreta
A agência era responsável por desenvolver a embalagem e o material promocional de mais de 40 títulos da Kemco, que frequentemente licenciava jogos de desenvolvedoras terceirizadas no Japão.
Alguns títulos eram bons. Outros, nem tanto.
E eram justamente os mais fracos que precisavam de um empurrão visual para chamar atenção nas prateleiras. A missão era simples: fazer com que as pessoas pegassem a caixa, se interessassem pela história e levassem o jogo para casa.
A embalagem também precisava convencer os varejistas de que aquele produto venderia bem.
E vendeu — pelo menos em termos de memória cultural.
Uma capa que superou o jogo
O jogo em si pode ter sido apenas mediano. Mas a capa? Essa entrou para a história.
Décadas depois, as pessoas ainda falam sobre ela. E talvez essa seja a maior prova de que a ideia funcionou.
Bertil Valley, o senhor do banjo, pode nunca ter imaginado que seu rosto se tornaria um dos momentos mais inesperados da história dos videogames. Mas graças a uma decisão ousada de marketing, ele se tornou parte permanente da cultura gamer.
E às vezes, no mundo do entretenimento, isso é mais poderoso do que qualquer nave espacial cheia de lasers.


Post a Comment