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[RESENHA] Star Wars: Darth Vader: Lorde Negro dos Sith


Quando a Marvel anunciou novas histórias em quadrinhos de Star Wars, ignorando assim tudo o que foi lançado antes em prol da liberdade de novos rumos para a franquia, que retornava aos cinemas com O Despertar da Força (Episódio VII), esperei mais do solo de 2015 de "Star Wars: Darth Vader", passado após Uma Nova Esperança 9Episódio IV). Curiosamente, acabou sendo uma boa surpresa.

A personagem adolescente Doutora Aphra, inserida como um pupilo de Vader, meio que tirava parte daquela seriedade digna de um solo do grande vilão da franquia, além de tornar o título não tão solo assim. Mas, como disse, as coisas foram positivas e tivemos um bom título (com direito a um sensacional crossover com a HQ principal de Star Wars, rendendo o arco "A Queda de Vader"). A HQ conseguiu mostrar vários lados de Vader, desde sua figura cruel até seu lado reflexivo, rendendo momentos marcantes.

A série de 2017, também conhecida pelo subtítulo "Lorde Negro dos Sith" (tradução literal), reiniciou a história e trouxe Vader a todo ódio. Escrito por Charles Soule (Monstro do Pântano, Lanterna Verde, Thunderbolts) e desenhado por Giuseppe Camuncoli (Hellblazer, O Espetacular Homem-Aranha), a trama começa na última cena do vilão em A Vingança dos Sith (Episódio III), onde Vader se lamenta pela morte de sua amada Padmé. No decorrer da história, é possível acompanhar a ascensão do ditador, como ele conseguiu seu sabre, a caça aos jedi sobreviventes da Ordem 66, a relação conflituosa com Palpatine, indícios da Estrela da Morte, entre outras coisas.

Acompanhamos um Vader em busca de respeito e de poder, servindo a seu mestre, o imperador Palpatine, e impondo seu lugar no Império. Vale frisar que ninguém sabe ao certo quem é Darth Vader ainda. O Império não está ciente, então é comum ver soldados se indagando sobre ele, assim como líderes o confrontando. Com seu pouco temperamento e com a ajuda de seu mestre, Vader aos poucos vai conquistando seu espaço. Nesse trajeto, ele toma uma atitude agressiva e ameaçadora, por vezes mortal, a todos que entram em seu caminho. Ora, ele é um vilão e comanda uma ditadura.

A HQ traz algumas revelações e mudanças em relação ao universo antigo de Star Wars, visto a desconsideração dos derivados após os novos filmes. Não sei bem o que pensar, mas são coisas que fazem sentido. Oba, polêmicas. Detalhes aqui e ali que causam um impacto, arrisco a dizer, semelhante ao visto em Os Últimos Jedi (Episódio VIII), só que dessa vez no período clássico da franquia. Sem querer dar detalhes maiores para os que se aventurarem no título, mexem desde questões relacionadas aos sabres até ao próprio Anakin.

Com 25 edições (mais um anual, assim como seu antecessor), o título é dividido em cinco arcos: O Escolhido, A Luz Agonizante, A Regra dos Cinco, Mares Ardentes e Fortaleza Vader (traduções literais). O resultado é uma ótima saga que mostra um capítulo pouco explorado na franquia. Tudo o que eu gostaria de ver no cinema e que não fizeram. Esse e outros títulos aleatórios do Vader, assim como algumas HQs mais antigas, só demonstram o potencial existente entre o período entre A Vingança dos Sith e Uma Nova Esperança (ora, o filme Rogue One se passa entre). Provas não faltam de que Vader renderia facilmente uma nova trilogia no cinema.

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