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domingo, 29 de maio de 2022

Gato Coió: segunda edição de gibi de tirinhas está disponível na Amazon


A segunda edição do gibi Gato Coió - Guerra se Viu foi disponibilizada de forma inédita na loja virtual Amazon, com cópia digital podendo ser adquirida em todo o mundo, e leitura via aplicativo Kindle (compatível com diversos dispositivos).

A publicação passou por um trabalho de revisão e redesenho, atualizando o material para o momento atual, e inclusão de outros conteúdos. A capa, por exemplo, ganhou efeitos de profundidade, cores mais vibrantes, novas legendas e otimização do espaço, sem perder o conceito original.   

Acesse a página para compra de Gato Coió #2: Guerra Se Viu na Amazon


O gibi Gato Coió #2 foi lançado no ano de 2016, durante o evento Amazônia Comicon em Belém (PA), com grande repercussão e aceitação positiva do público. 

Com 16 páginas, ele é a primeira publicação que conta com uma aventura completa do Gato Coió, além de apresentar ao público as personagens Lalá e as Sirigatas, que disputam a atenção do protagonista namorador que na verdade é um apaixonado sincero por videogames.

A turma de personagens foi criada em 1997 por Gisele Henriques, desde então sendo publicada em diversos formatos, como fanzines, coletâneas de quadrinhos, pequenos jornais, até chegar na web, onde passou por alguns sites e aplicativos de leitura de quadrinhos.  


Fonte: Press release 

domingo, 22 de setembro de 2019

[RESENHA] O Doutrinador (HQ) - Matando políticos corruptos



Enrolei muito para conferir as HQs de O Doutrinador, de Luciano Cunha. Foi só após ver o filme que decidi finalmente comprar e só agora li. Ao ler, pensei: "Não deveria ter demorado tanto". É uma trama que roda o Brasil, com um homem que busca vingança com as próprias mãos. É o "Justiceiro brasileiro". E a única coisa em comum entre a HQ e sua adaptação é o fato do Doutrinador sair matando políticos corruptos, porque de resto é tudo diferente.

Acompanhamos um misterioso mascarado viajando o Brasil matando políticos. Com o tempo sua identidade é revelada e também mandam alguém atrás dele. E... É só isso mesmo. Uma narrativa simples, objetiva e funcional. Não há aprofundamentos. É um material bruto, um conteúdo condensado. Explicável, visto a dificuldade de se lançar um quadrinho no Brasil, então faz sentido uma HQ de poucas edições, mas o potencial era (ainda é) muito maior.

O peso da trama vem da clara mensagem de protesto contra o governo, visível a todo momento (sério), com direito até a algumas frases de impacto. Os protestos dos "20 centavos" permeiam a base das revoltas do povo contra os políticos. Isso justifica o personagem e suas motivações. Nisso há também algumas poucas críticas além da política, como a música brasileira atual. Tais momentos soam desconexos da história ao todo, entretanto.

Talvez eu seja o chato falando, visto que não consigo aproveitar tramas políticas ao máximo no estado atual em que vivemos, mas, pela trama não se aprofundar em seus personagens, senti que a narrativa se torna mais do mesmo em alguns momentos, ocupando espaço do que poderia render mais conteúdo. O Doutrinador cumpre justamente seu objetivo e isso é ótimo, mas do ponto de vista narrativo soa raso (o que não significa que seja ruim, pelo contrário, a trama é muito boa).

Embora o Doutrinador defenda o povo, não dá para negar as inspirações políticas nos quadrinhos, inclusive quando comparados os visuais dos tais com a vida real. Mesmo levando em conta a época em que foi escrito, nessa briga política que vivemos onde "temos" que escolher lados (rs), o Doutrinador é considerado "de direita". Tanto faz.

A HQ ainda conta com Dark Web, uma boa (e necessária) continuação com um desenvolvimento melhor por ter uma trama mais "fechada". Tem também uns contos avulsos de poucas páginas, mas são opcionais. E agora soube que já estão fazendo uma nova HQ com o Doutrinador, Fake News, então resta esperar. Espero ver muitas novas histórias futuramente e, quem sabe, crossovers com outros personagens do Universo Guará. E ainda tem a série de TV.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

[RESENHA] Star Wars: Darth Vader: Lorde Negro dos Sith


Quando a Marvel anunciou novas histórias em quadrinhos de Star Wars, ignorando assim tudo o que foi lançado antes em prol da liberdade de novos rumos para a franquia, que retornava aos cinemas com O Despertar da Força (Episódio VII), esperei mais do solo de 2015 de "Star Wars: Darth Vader", passado após Uma Nova Esperança 9Episódio IV). Curiosamente, acabou sendo uma boa surpresa.

A personagem adolescente Doutora Aphra, inserida como um pupilo de Vader, meio que tirava parte daquela seriedade digna de um solo do grande vilão da franquia, além de tornar o título não tão solo assim. Mas, como disse, as coisas foram positivas e tivemos um bom título (com direito a um sensacional crossover com a HQ principal de Star Wars, rendendo o arco "A Queda de Vader"). A HQ conseguiu mostrar vários lados de Vader, desde sua figura cruel até seu lado reflexivo, rendendo momentos marcantes.

A série de 2017, também conhecida pelo subtítulo "Lorde Negro dos Sith" (tradução literal), reiniciou a história e trouxe Vader a todo ódio. Escrito por Charles Soule (Monstro do Pântano, Lanterna Verde, Thunderbolts) e desenhado por Giuseppe Camuncoli (Hellblazer, O Espetacular Homem-Aranha), a trama começa na última cena do vilão em A Vingança dos Sith (Episódio III), onde Vader se lamenta pela morte de sua amada Padmé. No decorrer da história, é possível acompanhar a ascensão do ditador, como ele conseguiu seu sabre, a caça aos jedi sobreviventes da Ordem 66, a relação conflituosa com Palpatine, indícios da Estrela da Morte, entre outras coisas.

Acompanhamos um Vader em busca de respeito e de poder, servindo a seu mestre, o imperador Palpatine, e impondo seu lugar no Império. Vale frisar que ninguém sabe ao certo quem é Darth Vader ainda. O Império não está ciente, então é comum ver soldados se indagando sobre ele, assim como líderes o confrontando. Com seu pouco temperamento e com a ajuda de seu mestre, Vader aos poucos vai conquistando seu espaço. Nesse trajeto, ele toma uma atitude agressiva e ameaçadora, por vezes mortal, a todos que entram em seu caminho. Ora, ele é um vilão e comanda uma ditadura.

A HQ traz algumas revelações e mudanças em relação ao universo antigo de Star Wars, visto a desconsideração dos derivados após os novos filmes. Não sei bem o que pensar, mas são coisas que fazem sentido. Oba, polêmicas. Detalhes aqui e ali que causam um impacto, arrisco a dizer, semelhante ao visto em Os Últimos Jedi (Episódio VIII), só que dessa vez no período clássico da franquia. Sem querer dar detalhes maiores para os que se aventurarem no título, mexem desde questões relacionadas aos sabres até ao próprio Anakin.

Com 25 edições (mais um anual, assim como seu antecessor), o título é dividido em cinco arcos: O Escolhido, A Luz Agonizante, A Regra dos Cinco, Mares Ardentes e Fortaleza Vader (traduções literais). O resultado é uma ótima saga que mostra um capítulo pouco explorado na franquia. Tudo o que eu gostaria de ver no cinema e que não fizeram. Esse e outros títulos aleatórios do Vader, assim como algumas HQs mais antigas, só demonstram o potencial existente entre o período entre A Vingança dos Sith e Uma Nova Esperança (ora, o filme Rogue One se passa entre). Provas não faltam de que Vader renderia facilmente uma nova trilogia no cinema.

domingo, 23 de dezembro de 2018

[RESENHA] Roly Poly - A História de Phanta - HQ brasileira une de Akira a k-pop


Roly Poly - A História de Phanta, estreia do quadrinista brasileiro Daniel Semanas. A versão brasileira foi publicada pela Editora Mino, enquanto a versão em inglês foi pela Fantagraphics Book.

Repleto do mais belo e impactante visual com uma pegada neon oitentista futurista, a HQ apresenta a história de Phanta, como o subtítulo deixa bem explícito. Ela é uma garota que vive na pacata cidade de Gyeongju, Coreia do Sul. Querendo popularidade nas redes sociais, ela embarca numa viagem psicodélica para provar algo a si mesma, além de vencer seus "rivais" e se tornar uma integrante de um grupo de k-pop.

Uma trama de sonhos adolescentes sob o olhar de uma possível adolescente sonhadora. Mas não pense que tudo é tratado com desdém. Seu contexto está inserido num segmento contínuo de poucos diálogos e muito visual. A HQ é uma experiência visual. Dos traços às referências, tudo, e repito: absolutamente tudo, chama a atenção.


Inspirações

Como citado em entrevistas, Daniel Semanas diz que a ideia surgiu por volta de 2014 após ele ver a nova leva (na época) de clipes de k-pop (pop coreano). Pensando numa história dentro desse universo, mas não necessariamente sobre o gênero musical, nasceu Roly Poly.

Semanas também diz que a inspiração não veio apenas do k-pop (como referenciei no começo da análise). Filmes, quadrinhos, moda, fotografia, imagens do Pinterest e do Tumblr, tudo foi inspiração para os elementos visuais da HQ. Aliás, como ele mesmo afirma, a HQ foi visualizada como um artbook (livro de arte), priorizando a parte gráfica quase como se ela fosse a protagonista.

Sua principal inspiração acima do k-pop foi Akira. A famosa pegada punk futurista da adaptação do mangá de Katsuhiro Otomo inspira até hoje diversos artistas, e Semanas foi um deles. Quando li, não pude deixar de não lembrar de Akira. Poderia ser coincidência, mas foi proposital. Já a parte pop e gamer da HQ foi inspirada nos quadrinhos (e possivelmente no filme também) de Scott Pilgrim, de Bryan Lee O'Malley.

Vindo do ramo de animação, Semanas pretende expandir a história de Phanta e adaptá-la para uma animação ou um live-action. O projeto inclusive já foi apresentado com o teaser de venda da HQ, que anima parte da história:


O que resta agora é aguardar que Roly Poly faça sucesso e que adaptem a obra. No primeiro momento que bati o olho na HQ, e como o teaser deixa bem nítido, uma adaptação animada de uma história em quadrinhos visual tem potencial de sobra.

Curiosidades e comparações

Uma curiosidade é que Roly Poly é nome de um clipe do girlgroup de k-pop T-ara. A canção foi lançada em 2012:


Confira os elementos de Akira e perceba as semelhanças com o visual da HQ:

segunda-feira, 28 de maio de 2018

[RESENHA] Fragmentos do Horror (Junji Ito) - Coletânea do mestre japonês do horror nos quadrinhos


Fragmentos do Horror é a primeira HQ da DarkSide Graphic Novel, trazendo uma coletânea de obras de Junji Ito, famoso no Japão e ao redor do mundo por seus mangás de terror. O mangaká já publicou séries como Uzumaki e Gyo, ambos perturbadores e já adaptados para o cinema e TV, assim como diversas de suas obras. Se próprio Guillermo del Toro o considera indiscutivelmente o mestre do horror no Japão, quem somos nós para discordar?

Escrevi essa resenha originalmente para um outro site ano passado, porém acabou se perdendo e decidi atualizar e trazer aqui para vocês. Não podia deixar isso sumir assim. Mas, antes de adentrar em Fragmentos, gostaria de falar sobre os citados Uzumaki e Gyo para entenderem o nível de Junji Ito.

Uzumaki chegou a sair no Brasil com o subtítulo A Espiral do Horror. Inspirado por Lovecraft e por representações de espirais na mídia (que?), a traumatizante história conta sobre uma maldição de espirais numa cidade fictícia. Para pessoas sensíveis, há imagens que podem perturbar. A cena da lacraia subindo a cama e entrando no ouvido da pessoa me traumatiza até hoje. Já Gyo, levado para um lado mais bizarro, se é que podemos considerar isso, apresenta uma espécie de apocalipse marítimo, com peixes e outras criaturas do mar, com pernas de metal e afins, invadindo o Japão e matando todos em seus caminhos. Um nojento gore com peixes, com direito a cada cena que é melhor não detalhar aqui.

Voltemos a Fragmentos do Horror, o foco dessa resenha.

"Você poderia por favor me dissecar?"

Lançado originalmente em 2014, Junji Ito diz em seu posfácio que esta é sua primeira coletânea depois de oito anos. Ele também diz que o primeiro conto chegou a ser reprovado. Mesmo refazendo, não obteve satisfação. Porém, aos poucos, através de outros contos, seu ritmo foi voltando. Apesar da dúvida, o público aprovou o resultado. A obra inclusive chegou a inspirar pessoas. Positivamente falando, claro (haha).

Ao todo, são nove histórias ao longo de mais de 200 páginas. É possível perceber a reutilização de alguns personagens ao longo das tramas, o que torna curioso uma possível ligação entre alguns deles (ou algo como universos paralelos). Para não estragar as surpresas, não detalharei no decorrer dessa resenha quais são os personagens de cada conto.

Futon é o conto mais simples e curto da coletânea, mas dá indícios do que está por vir. A história se passa dentro de uma casa, com um casal. O homem vive escondido em seu cobertor alegando ver monstros ao seu redor. A mulher não vê, até que um dia tudo muda. Não é um grande curta, soando mais algo para impactar.

Monstro de Madeira traz sensualidade em meio a um fetiche bizarro. Uma garota e seu pai moram numa casa considerada histórica pelo governo. Um dia eles recebem a visita de uma mulher que diz estar cursando arquitetura. Ela acha a construção muito... sexy. Aos poucos a mulher vai se envolvendo cada vez mais na vida dos dois. Essa é uma daquelas histórias bizarras (e qual não é?) onde o plot twist não explicado existe para fazer sentido dentro desse universo.

Tomio / Gola Rulê Vermelha já tinha lido antes pela internet. É tanto quanto perturbador (novamente, e qual não é?) e um dos melhores da coletânea. Um homem tem sua cabeça cortada por uma bruxa e precisa segurá-la para não cair. Ele recorre a sua esposa, que ele traiu com a bruxa, mas a princípio ela não acredita. Se imagine na situação do cara, onde ele não pode tropeçar, escorregar nem limpar o suor ou se coçar, tudo porque sua cabeça está solta do corpo. E se isso já não bastasse, as coisas pioram depois.

Suave Adeus tem uma premissa curiosa, tornando-o outro dos melhores da coletânea. Uma mulher se casa com um homem de uma família tradicional e vai morar na casa deles. Lá ela começa a ver fantasmas. Mas para tudo há uma explicação... Esse é um conto que prende a atenção ao trazer uma história mais dramática e familiar. Ambos são muito ligados aos seus familiares, e a existência dos "fantasmas" causam impacto direto na trama. Mais do que o esperado, por sinal. Prepare o lenço.

Dissecação-chan é bizarro (ah, vá!). Tipo, bizarro mesmo. Antes falei da mulher com fetiche em casa, agora falo da mulher com fetiche em ser dissecada. Ela mesmo se manda para um necrotério de um hospital para ser aberta. Como se não pudesse ficar mais sinistro, fica. O infeliz que a encontra já conhece ela desde anos atrás e ela começa a persegui-lo. A história se passa ao longo dos anos, com ida e volta para mostrar alguns acontecimentos. E é só isso mesmo: A mulher insistindo pro cara abrir seu corpo. Doentio.

Pássaro Negro parece uma lenda urbana se tornando realidade. Um homem vai fazer trilha e sofre um acidente. Um mês depois ele é encontrado com vida por um morador local. Ao ser questionado como ele sobreviveu todo esse tempo, ele revela a existência de uma criatura macabra, uma mulher-ave que o alimentava forçadamente. Só que mesmo depois do resgate, ela vem visitá-lo... O conto explora a formação da amizade entre os dois personagens e as consequências de um na vida do outro. Assim como alguns dos contos anteriores, há plot twist que deixa tudo mais sombrio do que já é.

Magami Nanakuse remete a uma pergunta que muitos se indagam: Onde os artistas tiram suas inspirações? Sem querer revelar a trama, imagine um Louca Obsessão, do Stephen King, só que com papéis invertidos. Uma fã fanática de uma escritora de livros quer conhecer a pessoa por trás das histórias. Ela manda uma carta e é convidada para visitá-la. Porém, o que era para ser algo agradável, se torna um pesadelo quando a escritora começa a zombar e humilhar sua fã. Um dos melhores contos da coletânea, abordando de forma assustadora a relação fã-artista numa situação que ninguém gostaria de viver.

A Mulher que Sussura aparenta ser um conto simples, porém eficaz e curioso, mas no fundo aborda de forma figurativa o debate sobre quem somos nós e se nós somos nós mesmos. Um pai está desesperado pois sua filha é indecisa e não consegue fazer nada, tendo ataques graves. Depois de vários tentarem ajudá-la e falharem, uma mulher decide aceitar o emprego. Sussurrando no ouvido da garota, ela começa a "controlá-la". Ou seria o contrário? Através da visão do pai, acompanhamos as consequências que sua filha causa na vida da mulher.

Em geral, a coletânea de Junji Ito satisfaz, sendo mais um acerto do mangaká. É perceptível uma variável na qualidade dos contos, mas não influencia na qualidade como um todo. Ao fim, as histórias se tornam macabras, doentias e fantásticas, desde a mais simples até a mais complexa. Para os fãs do gênero, uma leitura obrigatória. Espero que a DarkSide traga outras obras do autor. Queria muito um volume único de Uzumaki pela editora, mas quem lançará será a editora Devir, previsto ainda para 2018.


segunda-feira, 30 de abril de 2018

Vingadores: Guerra Infinita - Principais diferenças entre a hq e o filme


Foram 10 anos de filmes que resultaram em Guerra Infinita. E a Marvel soube muito bem se utilizar disso. Algo grandioso surgiu, marcando o começo do fim de toda uma geração.

Infelizmente, dentre os fã-clubes mais insuportáveis da internet, temos os leitores de quadrinhos. Talvez não sejam tão chatos quanto otakus, kpoppers, rockeiros, fãs de séries modinha, etc, mas ainda estão dentre os principais. Só são constantemente esquecidos.

Agora imagine 19 filmes que pegam apenas a base das hqs e criam novas histórias, que distorcem seus arcos e criam algo novo, inédito, diferente. Por um pequeno lado temos ódio gratuito e ataques. Por outro grande lado, sucessos de bilheterias e boas recepções de crítica e público. Pois bem.

Com a chegada de Guerra Infinita não foi diferente. Pensando nisso, trago até vocês algumas das principais diferenças entre a hq e o filme, mostrando o motivo de não ser possível compará-los de tão diferente que são.

Uma observação: Apesar do título Guerra Infinita, o filme não se baseia na hq de mesmo nome, mas sim em outras. Tirando os elementos de hqs aleatórias usadas para os arcos originais dos personagens, a trama principal de Thanos é baseada nas hqs Em Busca do Poder e Desafio Infinito.

Outra observação: CONTÉM SPOILERS DO FILME E DA HQ!

- Na hq, os Vingadores já tinham enfrentado o Thanos antes dele conseguir a Manopla, inclusive matando-o no confronto anterior com o uso do Cubo. No filme é o primeiro encontro e ele já tem a Manopla. O Cubo é destruído no começo do filme.

- Na hq, a Morte ressuscita Thanos e em troca o manda eliminar metade do universo. No filme não existe a Morte e Thanos segue ideais mais lógicos, onde ele mesmo entende que precisa destruir metade de tudo pra que as fontes de energia não se esgotem e as pessoas possam viver melhor.

- Na hq, Thanos vai pessoalmente atrás das joias do infinito, que estão todas no espaço. No filme ele manda capangas atrás das joias e tem joias na Terra também.

- Na hq, toda a batalha ocorre no espaço, mais especificamente num templo aberto que Thanos construiu para a Morte. No filme tem vários cenários de batalha e nenhum é no espaço aberto nem em templo.

- Na hq, há a participação das entidades cósmicas (Galactus, Eternidade, Vigia, etc). No filme, com exceção do Vigia, nunca foram citadas as existências dos demais.

- Na hq há a participação de diversos personagens que não estão no filme. No filme há a participação de diversos personagens que não estão na hq.

- Na hq, Nebulosa e Warlock possuem papéis importantes na trama, sendo Nebulosa responsável por roubar a Manopla de Thanos e Warlock responsável por encerrar a guerra. No filme Warlock sequer aparece e o papel da Nebulosa é tão reduzido que ela não chega nem a participar da grande batalha.

E isso que são apenas algumas das diferenças. Evitei passagens ainda em aberto como a questão das mortes e do fim de Thanos por ainda ter mais um filme pela frente. No fim, o importante é aproveitar o filme e se divertir, assim como aproveitar a hq e se divertir também. Vamos, vocês conseguem. Obviamente há coisas que mudam nas hqs que deixam os fãs tristes, mas não é motivo para causar escândalo. O saldo da Marvel no fim, independente das críticas ao seu teor humorístico que o público tanto ama, é positivo.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Jun Sugiyama e Alexandre Carvalho se unem para trazer a HQ Romaria

Jun Sugiyama está, ao lado de Alexandre Carvalho, produzindo uma nova história em quadrinhos que une a fantasia de clássicos japoneses como Zelda e Nausicaa, com uma aventura acontecendo no sertão brasileiro: Romaria.




O projeto está em etapa de financiamento pelo Catarse (catarse.me/romaria) e está previsto para ser lançado no FIQ, no final de maio. Abaixo está a sinopse de Romaria:


Durante a maior seca que o sertão já viveu, pessoas abandonaram suas vilas em busca de água. Rios que traziam vida para a população agora não passam de marcas na terra, cicatrizes de um mundo passado. E é nesse mundo que vive Délia, uma garota inspirada por contos heroicos que deixa sua casa para trazer a água de volta para sua casa.


Romaria mostra a jornada de Délia por um sertão fantasioso, habitado por pessoas e criaturas moldadas pela seca e sede. Inspirada em The Legend of Zelda, Nausicaa do Vale do Vento e Grande Sertão: Veredas, a história mistura a fantasia clássica com elementos presentes na realidade brasileira.


A HQ é produzida pela dupla Jun Sugiyama (roteiro) e Alexandre Carvalho (arte). Jun já participou de coletâneas como O Despertar de Cthulhu, Space Opera e escreve a série JaPow pela Editora Draco. Alexandre participou das coletâneas independentes Basídio e Gibi Quântico.

guest author area 51  Yatta
Ator, diretor, dublador, músico, jornalista, colecionador viciado em filmes e games, sonha em ter seus filmes passando em cinemas e no Netflix e atualmente está lutando para conseguir uma chance na Praça É Nossa. Twitter / Facebook

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

eBay apresenta história em quadrinhos rara em edição limitada



Nessa semana o eBay está disponibilizando uma quantidade limitada de cópias do Marvel Legacy # 1 - um quadrinho Hulk - com uma versão de capa exclusiva. Somente 12.000 cópias desta edição especial serão vendidas. Uma venda semelhante do eBay no início deste ano do Homem Aranha se esgotou em 26 horas. A capa do Hulk provavelmente será uma venda tão rápida quanto.

Sobre o quadrinho:

• O centro da capa é uma imagem clássica do cientista Bruce Banner se transformando no Incrível Hulk.

• Nesta capa estão todos os personagens icônicos que desempenharam papéis importantes no legado de Hulk, contribuindo para sua história nos anos 60, 70, 80, até hoje – como a Mulher-Hulk, Namor, O Surfista Prateado e Doutor Estranho.

• Os detalhes da história continuam sendo um mistério, mas o editor-chefe da Marvel, Axel Alonso, insinuou o que está por vir: "Digamos que, se estivéssemos pensando em ter Bruce Banner, o Incrível Hulk, retornar em algum momento no futuro próximo, Marvel Legacy # 1 seria o lugar perfeito para fornecer pistas onde isso aconteceria".

• O quadrinho de edição limitada - com apenas 12.000 cópias, pode ser encontrado aqui: http://www.ebay.com/itm/362114449724

• O design da capa variante foi criado em colaboração entre Marvel, eBay e a My Comic Shop. Um funcionário da My Comic Shop veio com o conceito da capa e enviou ideias e um esboço para o eBay e a Marvel. A equipe editorial da Marvel adorou a ideia e avançou com ela em colaboração com o eBay. A obra da capa final foi ilustrada pelo renomado artista de quadrinhos Michael McKone.

Sobre a série Legacy:

Começa no início da raça humana e termina com a oração de uma criança. No meio, impérios caem, mistérios ganham força, segredos são revelados, missões são realizadas e lendas são forjadas. Todos os elementos que levam ao retorno dramático que os leitores esperam e um que vem sendo temido também. Jason Aaron (Mighty Thor) e Esad Ribic (Guerra Secreta) inauguram um novo amanhecer, um cujos raios tocarão todos os cantos do universo Marvel nos dias futuros.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

5 quadrinhos para aperfeiçoar o seu inglês

Especiais de HQ`s e eventos como a Comic Con reacendem a discussão da importância dos gibis no aprendizado

Grandes franquias como Marvel e DC atingem vários públicos, além dos conhecidos geek’s. Por trás das produções cinematográficas bilionárias que atraem este grupo estão os famosos quadrinhos. Esses desenhos que encantam várias idades podem ser grandes aliados para aprender e aperfeiçoar um novo idioma.
Os tipos de quadrinhos variam de acordo com o país: no Japão são conhecidos como mangá; Estados Unidos e Canadá têm os famosos comics, que incluem os super-heróis, e os Comic Strips, que são as tiras dos grandes jornais de circulação. Há ainda os franco-belgas comumente chamados de Banda Desenhada como os reconhecidos Asterix e Tintin.
Independente do tipo da história atualidade ou ficção, em todos os casos é possível aprender algo novo. A “Comic Con Experience” é um evento que só cresce e mostra como a cultura geek está fortalecida. Analisando essa geração, a especialista em educação de idiomas, a CEO da rede Minds, Leiza Oliveira, lista cinco quadrinhos que podem ajudar jovens e adultos a melhorar o inglês. Confira:

1. The dark Knight Returns (A volta do cavaleiro das trevas)
O Batman de Frank Miller é um clássico e pode ajudar muitos estudantes a melhorarem o seu inglês, principalmente porque Miller opta por inserir bastante conteúdo em suas páginas (conforme a imagem abaixo). Os quadrinistas tendem a montar páginas com até nove quadros de conteúdo, no entanto o autor coloca 16 por página. Além disso, ambientaliza o Batman na guerra fria, período em que fez a primeira série do Cavaleiro das Trevas. O jovem aprende sobre essa fase da história em inglês. A segunda série só foi lançada em 2001/2002, já a terceira começou em novembro do ano passado nos EUA. O Cavaleiro das Trevas completou 30 anos em março deste ano.
Exiba imagens para confirmar leitura
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2. A saga do Monstro do Pântano (EUA - 1985 - #35 a 42)
Com o roteiro de Alan Moore e arte de Bissete, Veitch e Woch, o leitor se depara com uma obra completa que contempla temas em que a sociedade está inserida em cenários “familiares” atualmente, como, por exemplo, poluição nuclear, racismo e injustiças sociais. Além de discutir o fator espiritual e a incerteza do futuro. O interessante do gibi é a linguagem que apesar de tratar de assuntos intrincados consegue ter um ritmo leve e captar a atenção do leitor. Isso facilita o aprendizado do inglês.

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3. Os 300 de Esparta (300, EUA, 1998)
300 é uma Graphic Novel que facilita o aprendizado do inglês porque conta com uma beleza gráfica única sinérgica a diálogos bem construídos. Apesar de não ser fiel a história, há várias menções da desavença entre Atenas e Esparta, além de retratar a Batalha de Termópilas. Frank Miller também assina essa clássica trama.
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4.Guerra Civil (#1 a 7 - 2006/2007)
A grande saga da primeira década dos anos 2000, Mark Millar trata com maestria a rixa entre o Capitão América, que defende a liberdade, e o Homem de Ferro que usa de vários meios para ganhar essa batalha e concorda com a intervenção estatal. Vários temas são debatidos na saga principalmente no que tange a questão ética e o papel dos super-heróis na sociedade. Steve McNiven passa nas imagens as emoções dos personagens de forma impactante. Destaque para a visão que podemos ter ao ler toda a saga, se aprofundar no universo Marvel, e concomitantemente melhorar o inglês com os diálogos bem arquitetados construídos por Millar.

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5. HQ Mouse Guard (No Brasil:Pequenos Guardiões)
David Petersen chamou a atenção dos EUA em 2006 com Mouse Guard. O HQ chegou ao Brasil em 2008. São 6 edições e o público é o infanto-juvenil. Pode ser muito bom para os jovens que estão no nível intermediário de inglês. Além de ampliar os vocábulos dos estudantes, o HQ mostra ratinhos que tentam “sair da sua civilização”. Todavia, só o fazem escoltados. Trata de temas como medo, noção de coletivo e traz o leitor para “dentro” da narrativa.


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Sobre a Minds IdiomasCom 10 anos de existência o segredo da rede de idiomas Minds é a tecnologia. Com 70 escolas em todo país, a Minds foi à primeira rede a implantar o ensino do inglês em tablets mantendo os livros físicos. Com especialistas em captação de conteúdo, a CEO Leiza Oliveira, tem a consciência que a forma de aprendizado de cada criança e adulto é individual. Personalização e inovação são as palavras que movem franqueados e alunos da rede. O tempo de duração do curso da Minds é de 18 meses.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Image Comics chega ao Social Comics com promoção no Dia do Orgulho Nerd

Parceria com a editora Novo Século traz primeira obra da Image à plataforma digital.
  


O Dia do Orgulho Nerd é celebrado todo dia 25 de maio pela comunidade nerd e geek ao redor do mundo e o SocialComics, maior plataforma de streaming de quadrinhos da América Latina, não podia ficar de fora das comemorações!

Eles prepararam duas grandes novidades: uma HQ há muito tempo aguardada pelos fãs e uma promoção imperdível para todos poderem desfrutar com praticidade de um catálogo de mais de três mil quadrinhos.

Para começar, a grande estreia de The Wicked + The Divine. A série passa a ficar disponível aos leitores em formato digital por meio de uma parceria com a editora Novo Século, que trouxe a obra – lançada originalmente nos Estados Unidos pela Image Comics – para o Brasil, com seu selo editorial Geektopia.

Este é o primeiro título da Image a fazer parte do acervo do Social Comics.

The Wicked + The Divine conta com roteiros de Kieron Gillen e arte de Jamie McKelvie. Deuses caminham entre nós, e se assemelham a ícones pop do nosso tempo!

A cada 90 anos, aproximadamente, 12 deuses reencarnam no corpo de jovens adultos. Eles são carismáticos, perspicazes e atraem grandes multidões. São capazes de levar qualquer um ao êxtase. Há rumores de que podem realizar milagres. Eles salvam vidas, seja metafórica ou concretamente. Eles são amados. Eles são odiados. Eles são incríveis. E, em menos de dois anos, estarão mortos. Isso já aconteceu uma vez. E vai acontecer de novo...

O sucesso do título é inegável, tendo sido o vencedor do British Comic Awards 2014 como “Melhor História em Quadrinhos”, além das indicações ao Eisner Awards 2015 (considerado o Oscar dos quadrinhos) nas categorias “Melhor Série Inédita”, “Melhor Artista” e “Melhor Colorista”.

Promoção Orgulho Nerd

Se uma novidade já é algo bom, imagine duas! Até o próximo dia 31 de maio de 2017, será possível assinar o Social Comics e ter acesso a todo o catálogo durante três meses por apenas R$ 9,90, ganhando assim um desconto de mais de 80%.

Para isso, basta usar o código promocional ORGULHONERD ao realizar o cadastro.
Assim, já será possível ler The Wicked + The Divine e milhares de outros quadrinhos de grandes editoras nacionais e internacionais, disponíveis a qualquer hora e em qualquer lugar por meio de computadores, tablets e smartphones.

SERVIÇO:
Geektopia no Social Comics: https://www.socialcomics.com.br/geektopia
Preview The Wicked + The Divine:
 
https://we.tl/9WuYoQ1r5l (até 31/05/2017)
The Wicked + The Divine: 
https://www.socialcomics.com.br/the-wicked-the-divine/


Sobre o Social Comics:
O Social Comics (
www.socialcomics.com.br) é uma plataforma de streaming de quadrinhos com um conceito similar à Netflix, que por um valor mensal de R$ 19,90 disponibiliza mais de 2.500 histórias em quadrinhos no formato digital. A empresa nasceu em 2015 com obras antigas e inéditas de autores independentes. Conta com exemplares das maiores editoras do gênero do país, como a Devir, a JBC, a Mythos, a Nemo, a Alto Astral, a Editora Abril, a Mino, a Pixel Media e a Mauricio de Sousa de Produções, além da Dark Horse Comics e da Valiant Entertainment, duas das principais editoras dos Estados Unidos. Em novembro de 2015, o Social Comics recebeu um investimento de R$ 2 milhões do Grupo Omelete, que planeja a internacionalização da plataforma para a América Latina e para os Estados Unidos.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Segunda edição do Gato Coió no Social Comics mistura inspiração nos games e no filme Guerra Civil da Marvel


Foi lançada durante o Amazônia Comicon 2016, em Belém - PA a edição número 2 do gibi Gato Coió, em formato eletrônico, disponível para visualização na plataforma de streaming de quadrinhos Social Comics (aos assinantes da plataforma, para ler o gibi, basta clicar no link). A nova edição possui 16 páginas e 30 tiras, e difere da anterior por um formato mais ágil. 


Na nova revista, há apresentações dos personagens antecedendo as tiras, para maior entendimento do público que está entrando em contato com o universo do Gato através da plataforma. A saga “Guerra Se Viu”, é a atração principal, onde Coió e sua namorada Lalá ao trocar uma ida ao cinema por uma longa disputa no videogame, iniciam uma briga digna dos heróis Marvel. Outros personagens da série fazem rápidas aparições. Além da saga que ilustra a capa, também são apresentados mais detalhes do “núcleo humano da tira”: Gisele (a dona do Coió) e Mark (novo personagem), ganharam duas páginas na edição.


O lançamento do novo gibi eletrônico coincidiu com o filme da Marvel por uma questão mercadológica, porém não possui nenhum tipo de spoiler que pudesse comprometer o interesse do público ansioso pela aventura cinematográfica: “não optei por uma sátira, porque seria algo óbvio demais, decidi fazer uma trama mais leve, dentro da realidade dos personagens e até de alguns fãs”, ressalta a autora Gisele Henriques. “Afinal quem nunca teve uma briguinha sequer com a paquera por causa de ciúme”? completa a autora, deixando um pequeno spoiler sobre as tiras. A publicação no Social Comics possibilita uma distribuição abrangente entre seu público alvo: o aplicativo de leitura de quadrinhos digitais via streaming está disponível para Web, iOS e Android, com títulos atualizados semanalmente, tanto de grandes editoras quanto de artistas independentes. Para o acesso, é preciso fazer uma assinatura por R$ 19,90/mês.


A edição foi apresentada em versão impressa durante o segundo Amazônia Comicon, evento de quadrinhos realizado durante os dias 30 de abril a 1 de maio, no Instituto Catarina Labouré, em Belém - PA. Com mesas e exposições dos trabalhos de autores paraenses, Gato Coió ganhou uma mesa temática, com quatro bonecos de felinos da série de aproximadamente 50 cm de altura, prints das capas e páginas das duas edições dos gibis eletrônicos, além da venda de antigas coletâneas com participação do personagem. Com boa receptividade do público, o evento contou com a presença de João Paulo Sette, responsável pela plataforma Social Comics, e artistas do quadrinho nacional e local, como Klebs Junior (Pátria Armada), Joe Bennett, Jack Jadson e Peter Vale (Marvel e DC). O evento é realizado pelo Grupo de Quadrinhistas Ponto de Fuga, organização que atua a 25 anos, tendo a frente o quadrinista Luiz Claudio Martins Negrão.
via Press Release

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Análise Batman: O Cavaleiro das Trevas


Oi cambada, sou o Dan, depois de tanto tempo volto para escrever sobre os longas de animação da DC: Batman o Cavaleiro das Trevas Parte 1 e Parte 2.
Ganhei o DVD do primeiro filme e logo depois comprei o segundo, depois que assisti fiquei tão impressionado que achei que mereceria uma análise.
Essas animações foram produzidas em 2012 inspiradas nas páginas de HQ escritas por Frank Milller e publicado em 1986, a história se passa em um futuro alternativo do universo DC, não é considerado definitivo, mas alguns elementos foram incluídos em outras publicações da DC.

Tentarei não me empolgar e não escrever spoilers para quem ainda não assistiu, bem vamos começar a falar da historia. O primeiro filme começa em um futuro onde Bruce Wayne tiozão de cabelinhos brancos e aposentado da vida de Batman, enquanto Gotham passa por um período de violência incontrolável, agora a cidade não é mais atormentada por Duas Caras, Coringa, Pinguin e outros vilões conhecidos, mas sim por uma gangue infernal de "cyberpunks" sádicos conhecidos como "Mutantes". As autoridades não dão conta de tanta barbárie e o titio Bruce ainda atormentado pela morte do segundo Robin acaba dando uma de Romário e voltar da aposentadoria para marcar seu "milésimo gol".




E o que acontece quando o Batman ressurge assim do nada depois de tantos anos? Os mais velhos que viveram os tempos de ouro do homem morcego mostram respeito e ficam felizes com seu retorno, enquanto alguns dos mais novos não compreendem e ficam grilados com a sua forma de agir. Batman passa por cima da policia de Gotham resolvendo as coisas na porrada, botando ordem e isso gera uma enorme polemica e passa-se a debater na mídia se as atitudes do Batman são ou não válidas. Aí surge aqueles que se espelham no herói e passam a não abaixar mais a cabeça pros marginais e fazer a justiça por conta própria e aqueles que acham que o Batman é doente psicótico que está desrespeitando totalmente os direitos humanos, que justiça com as próprias mãos é inadmissível, que a justiça é função do estado, das autoridades que devem respeitar as leis e sem o uso de violência e toda essa frescura hipócrita.

A trama vai se desenvolvendo, alguns personagens conhecidos dão as caras, enquanto a cobra fuma em Gotham o debate continua, população com opiniões divididas, debates calorosos nos telejornais e as coisas ficam ainda mais séria no segundo filme com a aparição de Coringa e com o Batman tornando-se "inimigo" público e fugitivo da justiça. Para piorar a situação o presidente dos EUA não esta feliz com o que o Batman anda aprontando, passando por cima das autoridades e fazendo o estado passar vergonha com sua incompetência, então para resolver o problema ele manda o seu cãozinho: O Superman.
A maioria dos heróis do universo DC estavam aposentados, mas Superman se tornou de vez o cãozinho encoleirado da Casa Branca, lutando pelos interesses patéticos e egocêntricos dos yankes, inclusive lutou contra os soviéticos em uma ilha da América latina.




Agora chega de spoilers, tentei ser o mais vago possível. Pra mim esse filme meio que resumiu o ano 2014, que foi marcado pela intensificação da "guerrinha" entre o pessoal com discursinhos de "direita" e os "esquerdistas", toda discussão sobre direitos humanos, justiceiros, bandido acorrentado etc. Só pra deixar claro meu posicionamento nesse assunto: Eu não me identifico com NENHUM dos lados, os bandidos pobres são sim frutos do nosso sistema podre e injusto, mas nem por isso vou ficar com conversinha hipócrita de direitos humanos, sou totalmente a favor da justiça com as próprias mãos, mas a brutalidade tem de valer para os bandidos burgueses do colarinho branco que fazem o que bem entendem e dificilmente sofrem as consequências. 

Também passagem dos filme lembram bastante o que ocorreu entre EUA e Russia em relação à Criméia, por essa e por outras considerei o filme até profético de certa forma, assim como Akira.

Eu recomendo, uma animação que nos faz parar pra pensar, um enredo bem construído, passando por momentos de anarquia total, na minha opinião é sem dúvida infinitamente superior em todos os sentidos do que qualquer um desses filminhos badalados de heróis que lançam nos cinemas, que na maioria das vezes nem sequer são feitas para os verdadeiros fãs dos heróis das HQ's e sim para atrair o público fútil.

Até a próxima, quando resolver falar sobre algum outro filme, alguma review no Assoprando o Cartucho ou quando quiser botar a cobra pra fumar e esculachar alguma coisa qualquer. FUI

 






segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

As (simples mas legais) Aventuras do Superman

(publicado originalmente em Reg Thorpe - Fornit Some Fornus)


Já faz mais de quatro anos que deixei de acompanhar quadrinhos de heróis. Exceto por uma ou outra edição especial, as revistas de linha perderam completamente a graça. O problema é que o Universo DC se tornou uma coisa tão grande que as coisas passaram dos limites. Explico: quando comecei a me interessar por HQ's de heróis, em meados dos anos noventa, as histórias "individuais" eram mais simples. Superman protegia Metrópolis, Batman combatia os criminosos de Gotham, etc, etc, etc. Somente nos crossovers que envolviam vários heróis ou histórias com a Liga da Justiça é que as histórias iam para um lado mais da ficção científica e/ou viagens no tempo e espaço.
Contudo, nos últimos anos, mesmo esses microuniversos dentro do Universo DC ficaram grandiosos demais. No final da horrível saga Mundos em Guerra, por exemplo, o Superman viajou até o fim do Universo. Se tornou poderoso demais. Isso fora as novas e terríveis histórias envolvendo universos paralelos e "multiversos" que levaram toda a cronologia DC de volta à bagunça que era antes de Crise Nas Infinitas Terras.
Entretanto, há alguns dias "esbarrei" com essa edição, As Aventuras do Superman, publicada pela Abril. Como é baseada no desenho da TV, as histórias mostradas ali são completamente descompromissadas com a cronologia original do Universo DC, o que possibilita a criação de histórias mais simples. O que quero dizer é que, diferente das histórias publicadas nas revistas de linha, que obrigam o leitor a comprar dezenas de títulos por mês se não quiser perder nada, esse tipo de publicação serve também para leitores ocasionais, como o que eu me tornei.
E não se enganem achando que, por ser baseado no desenho da TV, as histórias publicadas em As Aventuras do Superman - no primeiro número, pelo menos - sejam infantis. De fato elas são, como eu disse antes, mais simples e mais leves, o que as torna facilmente assimiláveis.
Na primeira edição foram publicadas cinco histórias, todas escritas pelo renomado roteirista Mark Millar.
Em (Quase) Os Melhores do Mundo, Superman vai a Gotham e se une a Batgirl para resolver o caso do sequestro do playboy milionário Bruce Wayne pelo criminoso Chapeleiro Louco. Na história O Homem do Amanhã... Ontem, o duende da quinta dimensão Sr. Mxyzptlk (inimigo clássico do Superman) viaja até o passado do herói para tentar alterar o presente. A rivalidade entre Superman e Lex Luthor é mostrada em Quanto ódio pode um homem carregar?, história que tem um epílogo interessante, que se passa na infância do arquiinimigo do Homem de Aço. Jimmy Olsen Versus Darkseid parece uma história típica dos anos sessenta e A Noiva de Bizarro traz referências ao clássico A Noiva de Frankenstein, além da aparição de um personagem que andava meio sumido: Lobo.

Resumindo tudo, As Novas Aventuras do Superman é uma boa pedida para quem quer ler alguma coisa do gênero sem ter a obrigação de mergulhar de cabeça no universo dos super-heróis.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Reformulação do Palhaço

(publicado originalmente em Reg Thorpe - Fornit Some Fornus)


Uma das coisas mais irritantes no universo dos quadrinhos de heróis americanos, sobretudo da DC Comics, é a mania extremamente frequente nos últimos anos de  reformular a origem dos personagens sempre que lhes dá na telha. Obviamente, esse tipo de coisa é feita devido ao fato de que esses mesmos  personagens são mais produtos do que qualquer outra coisa. Algumas origens, como por exemplo as de Batman por Frank Miller e a do Superman por John Byrne, ambas nos anos oitenta, são atemporais e quase perfeitas.
Uma das maiores HQ's de todos os tempos, A Piada Mortal, escrita pelo britânico Alan Moore, é considerada por muitos como a história definitiva envolvendo o "relacionamento" entre o Cavaleiro das Trevas e o Príncipe Palhaço do Crime. Revela, entre outras coisas, uma possível origem para o vilão.
Posteriormente, a DC admitiu ter se arrependido de ter revelado a origem do Coringa. Realmente, eu concordo que um dos charmes do arquirrival do Batman é justamente esse: ninguém sabe de onde veio, o que o motivou a ser o que é, a fazer o que faz. Mesmo assim, a abordagem de Moore sobre o início da história do vilão é extremamente interessante e traz uma profundidade incrível. Além do mais, chega a ser irônico pensarmos, ao terminar de ler a obra, que Batman e Coringa são, digamos, duas faces de uma mesma moeda. Tanto o herói quanto o vilão têm tragédias pessoais que os motivam a ser o que são. A diferença é que um deles resolveu se vestir de Morcego e bater em bandidos e o outro resolveu... bom, ser mau. Bastante mau.
O que eu quis dizer com meu texto "enrolativo" acima é que uma reformulação na origem do Coringa era totalmente desnecessária. Tanto que, ao ler a história Amantes e Loucos, publicada em Batman Anual #3 (Panini, abril de 2011), a impressão que se tem é que foi idealizada apenas para seguir a maré comercial após o sucesso do vilão no filme Batman - O Cavaleiro das Trevas. Entretanto, a HQ foi publicada no ano anterior à estréia do filme, então...
Entenda bem, não estou dizendo que a reformulação da origem do Coringa seja ruim. Como uma história isolada, até que funciona bem. O texto do roteirista Michael Green é muito bom, mas acho as motivações de seu Coringa vazias demais. Seu Batman também parece ser mais humano, com mais vulnerabilidades. Abaixo, veja as cinco primeiras páginas da revista, disponibilizadas no site da Panini:







A arte é de Denys Cowan e John Floyd. Nesse quesito também prefiro o desenho de Brian Bolland em A Piada Mortal, mas nesse caso é apenas preferência de estilo mesmo. Prefiro desenhos mais realistas e menos estilizados.
Um aspecto interessante visto nas páginas acima é o uso de um veículo bastante similar ao Thumbler, o batmóvel dos dois últimos filmes do Batman. Já mostra a influência que Batman Begins (2005) teve nos quadrinhos do herói.
Mas vamos à história...
Amantes e Loucos nos remete aos primeiros dias de Batman como vigilante em Gotham City. Assim como as páginas acima podem atestar, os criminosos de Gotham estão mais cautelosos e as ruas estão mais seguras. Batman está confiante e agora quer capturar os verdadeiros chefões da máfia de Gotham. Os traficantes de drogas parecem ser suas próximas vítimas.
Nesse período, uma figura misteriosa chamada apenas de Jack (em português, teria um significado como "Fulano", por exemplo), um verdadeiro "artista" no que diz respeito a burlar sistemas de segurança, vem fazendo estrago nas noites da cidade. Mesmo assim, o tal sujeito parece sofrer de depressão profunda por achar que a sua existência não tem o menor sentido. Para tentar remediar isso, passa a cometer crimes sem motivação, matar sem nenhuma razão aparente. Sem saber, passa a angustiar também o Cavaleiro das Trevas, que não consegue identificar o criminoso justamente por não haver um motivo aparente em suas ações. Batman, por sua vez, passa a desenvolver um relacionamento amoroso em sua vida como Bruce Wayne, principalmente para tentar encontrar uma área de escape de suas tensões (aí está aquela vulnerabilidade de que falei).
Em mais um assalto bem sucedido, Jack parece finalmente se render à depressão. Enquanto seus comparsas fogem, ele entrega sua arma a um dos guardas rendidos e pede que ele o mate. Entretanto, nesse momento Batman aparece em outra sala e esmurra vários bandidos. Ao observar a cena, Jack fica "encantado" com a seriedade bizarra de um homem que se fantasia para assustar bandidos. "Ele parece ridículo", diz a si mesmo. Jack encontra uma razão para fazer o seu trabalho.
É exatamente nesse ponto que a história de Green se separa drasticamente da de Moore. O Coringa de A Piada Mortal começa como um comediante fracassado que mora com a esposa grávida em um bairro pobre de Gotham. Totalmente desesperado, aceita servir de guia a dois ladrões para que assaltem sua ex-empresa. Contudo, um dia antes do assalto, sua mulher morre em um acidente doméstico. Mesmo assim, os ladrões o obrigam a continuar o serviço.
Entretanto, o roubo é mal-sucedido. Há troca de tiros entre os bandidos e a polícia e ambos acabam mortos. Na fuga, Joe (como é chamado o personagem) se vê frente a frente com o Batman. Desesperado, se atira em um tanque repleto de produtos químicos e desaparece nas tubulações.
Na nova origem, Jack fica obcecado pelo Batman e passa a deixar recados para o herói nas cenas de crime. O que se segue é um tanto previsível. Em uma festa beneficente, Batmangangue do bandido, mas não antes que sua namorada seja esfaqueada por Jack. Na fuga, Batman escolhe socorrer a garota, mas antes que Jack saia, atira um batarangue e corta as duas faces de Jack, formando uma espécie de sorriso no rosto do vilão.
Enquanto o Joe de A Piada Mortal enlouquece definitivamente ao sair dos canos de esgoto da fábrica de baralhos e ver seu novo rosto refletido na água, o Jack de Amantes e Loucos ainda não se rendeu de vez ao ter suas faces mutiladas. Em um ato de vingança indigno de um verdadeiro herói (sobretudo da DC), Batman "contrata" um perigoso traficante de drogas da cidade e lhe dá o paradeiro de Jack, com o intuito de que este traficante se livre de um rival. Contudo, ao invés de fazer logo o serviço, o tal traficante comete o pecado do orgulho e resolve dar uma lição em Jack antes de matá-lo. Erro grave e, mesmo depois de levar uma surra que lhe arrebenta o rosto, Jack consegue escapar e derrota os traficantes. Mesmo caído, Maletesta tenta acertar um tiro em Jack, mas apenas resvala no pescoço do bandido. No momento em que Batman chega ao local para tentar corrigir seu erro, o lugar onde Jack está é inundado por toneladas de produtos químicos.
Ironicamente, é quando está submerso que a loucura de Jack finalmente vem à tona. Inicialmente, decide morrer ali.

"Ah, isto não pode me fazer bem. Pelo menos a água está quente. Mas arde um pouco. (ai, ai)
Bom... acho que vai acabar logo. Mas é gostoso. Calmo. Que nem o fundo da piscina. Costumava prender a respiração assim por mais de três minutos.
Tique taque. Fiz um bom trabalho com aqueles caras lá em cima. Aquilo foi legal. A loira do bar tinha razão. Eu tenho um dom. Que pena. Mais um minuto e todos vamos dançar. Finalmente.
Por outro lado... Até resisti bastante, né? Não dá pra negar que havia um instinto vital... alguma teimosia bruta da alma. Depois de todo aquele papo sobre morrer... eu resisti. E quando aquela bala estava vindo... me abaixei.
Me pegou desprevenido e tudo o mais. Eu merecia. Finalmente estava chegando... e me abaixei.
Acho que... acho que devia tentar. Seria uma baita pena nunca mais vê-lo. Ele podia ter me salvado. Podíamos ter rido. Ora, quem diria? Teria sido tão mais fácil se isso não tivesse acabado de acontecer.
É a vida. Quatro minutos agora. Não sobrou nada nos meus pulmões além de sangue e produtos químicos. Não sei quanto mais consigo.
(oops, assim não dá)
Não. Isso não pode me fazer bem mesmo. Depois daquilo tudo, morrer envenenado. EU. Meio engraçado, na verdade. VENENO.
Deve ser... deve ser algum tipo de piada.
A lua? Nunca percebi antes. O rosto na lua... meio que parece um coelhinho. UM COELHINHO. HAH.
TEM UM COELHINHO NA LUA!
Isso é loucura."
Não é preciso dizer que quem saiu do outro lado não era mais o sujeito conhecido como Jack. Era... outra coisa.
A partir daí, não há muita coisa a ser contada. Mesmo assim, há dois momentos dignos de uma história com o Coringa. Um deles envolve uma garotinha em um circo e o outro mostra algumas pessoas penduradas por cordas.

Como eu disse anteriormente, como uma história isolada, Amantes e Loucos funciona muito bem. Mas repito também que uma reformulação na origem do Coringa era totalmente desnecessária. Talvez uma nova história abordando outro ponto de vista de A Piada Mortal fosse bem-vinda, desde que escrita com inteligência e profundidade.
Bem, se achar melhor, leia a história e tire suas próprias conclusões. A graça de tudo está exatamente nisso...