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domingo, 22 de setembro de 2019

[RESENHA] O Doutrinador (HQ) - Matando políticos corruptos



Enrolei muito para conferir as HQs de O Doutrinador, de Luciano Cunha. Foi só após ver o filme que decidi finalmente comprar e só agora li. Ao ler, pensei: "Não deveria ter demorado tanto". É uma trama que roda o Brasil, com um homem que busca vingança com as próprias mãos. É o "Justiceiro brasileiro". E a única coisa em comum entre a HQ e sua adaptação é o fato do Doutrinador sair matando políticos corruptos, porque de resto é tudo diferente.

Acompanhamos um misterioso mascarado viajando o Brasil matando políticos. Com o tempo sua identidade é revelada e também mandam alguém atrás dele. E... É só isso mesmo. Uma narrativa simples, objetiva e funcional. Não há aprofundamentos. É um material bruto, um conteúdo condensado. Explicável, visto a dificuldade de se lançar um quadrinho no Brasil, então faz sentido uma HQ de poucas edições, mas o potencial era (ainda é) muito maior.

O peso da trama vem da clara mensagem de protesto contra o governo, visível a todo momento (sério), com direito até a algumas frases de impacto. Os protestos dos "20 centavos" permeiam a base das revoltas do povo contra os políticos. Isso justifica o personagem e suas motivações. Nisso há também algumas poucas críticas além da política, como a música brasileira atual. Tais momentos soam desconexos da história ao todo, entretanto.

Talvez eu seja o chato falando, visto que não consigo aproveitar tramas políticas ao máximo no estado atual em que vivemos, mas, pela trama não se aprofundar em seus personagens, senti que a narrativa se torna mais do mesmo em alguns momentos, ocupando espaço do que poderia render mais conteúdo. O Doutrinador cumpre justamente seu objetivo e isso é ótimo, mas do ponto de vista narrativo soa raso (o que não significa que seja ruim, pelo contrário, a trama é muito boa).

Embora o Doutrinador defenda o povo, não dá para negar as inspirações políticas nos quadrinhos, inclusive quando comparados os visuais dos tais com a vida real. Mesmo levando em conta a época em que foi escrito, nessa briga política que vivemos onde "temos" que escolher lados (rs), o Doutrinador é considerado "de direita". Tanto faz.

A HQ ainda conta com Dark Web, uma boa (e necessária) continuação com um desenvolvimento melhor por ter uma trama mais "fechada". Tem também uns contos avulsos de poucas páginas, mas são opcionais. E agora soube que já estão fazendo uma nova HQ com o Doutrinador, Fake News, então resta esperar. Espero ver muitas novas histórias futuramente e, quem sabe, crossovers com outros personagens do Universo Guará. E ainda tem a série de TV.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

[RESENHA] Star Wars: Darth Vader: Lorde Negro dos Sith


Quando a Marvel anunciou novas histórias em quadrinhos de Star Wars, ignorando assim tudo o que foi lançado antes em prol da liberdade de novos rumos para a franquia, que retornava aos cinemas com O Despertar da Força (Episódio VII), esperei mais do solo de 2015 de "Star Wars: Darth Vader", passado após Uma Nova Esperança 9Episódio IV). Curiosamente, acabou sendo uma boa surpresa.

A personagem adolescente Doutora Aphra, inserida como um pupilo de Vader, meio que tirava parte daquela seriedade digna de um solo do grande vilão da franquia, além de tornar o título não tão solo assim. Mas, como disse, as coisas foram positivas e tivemos um bom título (com direito a um sensacional crossover com a HQ principal de Star Wars, rendendo o arco "A Queda de Vader"). A HQ conseguiu mostrar vários lados de Vader, desde sua figura cruel até seu lado reflexivo, rendendo momentos marcantes.

A série de 2017, também conhecida pelo subtítulo "Lorde Negro dos Sith" (tradução literal), reiniciou a história e trouxe Vader a todo ódio. Escrito por Charles Soule (Monstro do Pântano, Lanterna Verde, Thunderbolts) e desenhado por Giuseppe Camuncoli (Hellblazer, O Espetacular Homem-Aranha), a trama começa na última cena do vilão em A Vingança dos Sith (Episódio III), onde Vader se lamenta pela morte de sua amada Padmé. No decorrer da história, é possível acompanhar a ascensão do ditador, como ele conseguiu seu sabre, a caça aos jedi sobreviventes da Ordem 66, a relação conflituosa com Palpatine, indícios da Estrela da Morte, entre outras coisas.

Acompanhamos um Vader em busca de respeito e de poder, servindo a seu mestre, o imperador Palpatine, e impondo seu lugar no Império. Vale frisar que ninguém sabe ao certo quem é Darth Vader ainda. O Império não está ciente, então é comum ver soldados se indagando sobre ele, assim como líderes o confrontando. Com seu pouco temperamento e com a ajuda de seu mestre, Vader aos poucos vai conquistando seu espaço. Nesse trajeto, ele toma uma atitude agressiva e ameaçadora, por vezes mortal, a todos que entram em seu caminho. Ora, ele é um vilão e comanda uma ditadura.

A HQ traz algumas revelações e mudanças em relação ao universo antigo de Star Wars, visto a desconsideração dos derivados após os novos filmes. Não sei bem o que pensar, mas são coisas que fazem sentido. Oba, polêmicas. Detalhes aqui e ali que causam um impacto, arrisco a dizer, semelhante ao visto em Os Últimos Jedi (Episódio VIII), só que dessa vez no período clássico da franquia. Sem querer dar detalhes maiores para os que se aventurarem no título, mexem desde questões relacionadas aos sabres até ao próprio Anakin.

Com 25 edições (mais um anual, assim como seu antecessor), o título é dividido em cinco arcos: O Escolhido, A Luz Agonizante, A Regra dos Cinco, Mares Ardentes e Fortaleza Vader (traduções literais). O resultado é uma ótima saga que mostra um capítulo pouco explorado na franquia. Tudo o que eu gostaria de ver no cinema e que não fizeram. Esse e outros títulos aleatórios do Vader, assim como algumas HQs mais antigas, só demonstram o potencial existente entre o período entre A Vingança dos Sith e Uma Nova Esperança (ora, o filme Rogue One se passa entre). Provas não faltam de que Vader renderia facilmente uma nova trilogia no cinema.

domingo, 23 de dezembro de 2018

[RESENHA] Roly Poly - A História de Phanta - HQ brasileira une de Akira a k-pop


Roly Poly - A História de Phanta, estreia do quadrinista brasileiro Daniel Semanas. A versão brasileira foi publicada pela Editora Mino, enquanto a versão em inglês foi pela Fantagraphics Book.

Repleto do mais belo e impactante visual com uma pegada neon oitentista futurista, a HQ apresenta a história de Phanta, como o subtítulo deixa bem explícito. Ela é uma garota que vive na pacata cidade de Gyeongju, Coreia do Sul. Querendo popularidade nas redes sociais, ela embarca numa viagem psicodélica para provar algo a si mesma, além de vencer seus "rivais" e se tornar uma integrante de um grupo de k-pop.

Uma trama de sonhos adolescentes sob o olhar de uma possível adolescente sonhadora. Mas não pense que tudo é tratado com desdém. Seu contexto está inserido num segmento contínuo de poucos diálogos e muito visual. A HQ é uma experiência visual. Dos traços às referências, tudo, e repito: absolutamente tudo, chama a atenção.


Inspirações

Como citado em entrevistas, Daniel Semanas diz que a ideia surgiu por volta de 2014 após ele ver a nova leva (na época) de clipes de k-pop (pop coreano). Pensando numa história dentro desse universo, mas não necessariamente sobre o gênero musical, nasceu Roly Poly.

Semanas também diz que a inspiração não veio apenas do k-pop (como referenciei no começo da análise). Filmes, quadrinhos, moda, fotografia, imagens do Pinterest e do Tumblr, tudo foi inspiração para os elementos visuais da HQ. Aliás, como ele mesmo afirma, a HQ foi visualizada como um artbook (livro de arte), priorizando a parte gráfica quase como se ela fosse a protagonista.

Sua principal inspiração acima do k-pop foi Akira. A famosa pegada punk futurista da adaptação do mangá de Katsuhiro Otomo inspira até hoje diversos artistas, e Semanas foi um deles. Quando li, não pude deixar de não lembrar de Akira. Poderia ser coincidência, mas foi proposital. Já a parte pop e gamer da HQ foi inspirada nos quadrinhos (e possivelmente no filme também) de Scott Pilgrim, de Bryan Lee O'Malley.

Vindo do ramo de animação, Semanas pretende expandir a história de Phanta e adaptá-la para uma animação ou um live-action. O projeto inclusive já foi apresentado com o teaser de venda da HQ, que anima parte da história:


O que resta agora é aguardar que Roly Poly faça sucesso e que adaptem a obra. No primeiro momento que bati o olho na HQ, e como o teaser deixa bem nítido, uma adaptação animada de uma história em quadrinhos visual tem potencial de sobra.

Curiosidades e comparações

Uma curiosidade é que Roly Poly é nome de um clipe do girlgroup de k-pop T-ara. A canção foi lançada em 2012:


Confira os elementos de Akira e perceba as semelhanças com o visual da HQ:

[CRÍTICA] O Doutrinador - anti-herói brasileiro nos cinemas


A história de O Doutrinador chega nas telonas num período conturbado da política brasileira. Enquanto na vida real o povo cada vez mais se revolta contra seus políticos, no cinema alguém planeja um ato de vingança contra cada um dos corruptos que estão no poder.

Fruto dos quadrinhos de Luciano Cunha, pode-se considerar O Doutrinador como a primeira grande obra brasileira de super-herói baseado numa HQ. É uma história de vingança e justiça. Em partes, não dá para não assemelhar ao Justiceiro, da Marvel.

A trama acompanha Miguel (Kiko Pissolato), um agente federal da Divisão Armada Especial (DAE). Após perder sua filha na fila do hospital, vítima de uma bala perdida em plena Copa do Mundo, ele se revolta contra os políticos no poder. Durante uma confusão num protesto contra um dos políticos, ele veste uma máscara de gás e parte para o ataque. Inicia ali os indícios do que viria a ser conhecido como O Doutrinador.

A direção de Gustavo Bonafé é pura adrenalina. Na falta de comparação, os momentos de ação são uns dos melhores do cinema brasileiro atual. Cenas com muita violência carregadas por um sentimento de vingança. O que se vê na tela é a voz radical do povo. É o que muitos pensam em fazer, mas não fazem. Longe de mim querer incentivar tais atos, afinal, violência gera violência.

O roteirista principal do longa é Gabriel Wainer. Luciano também ajudou na preparação, assim como outros. Em relação ao roteiro, o filme segue uma proposta bem simples e para por aí. Sem escolher lados políticos, o que é ótimo, somos apresentados a uma história de vingança. É isso. O que se segue são cenas frenéticas em prol de um entretenimento que não está preocupado em apenas fazer refletir, mas também saciar uma vontade social ou pelo menos visual. E realiza muito bem a proposta.

Ao longo do filme, outros personagens vão aparecendo, como Nina (Tainá Medina), uma hacker que trabalha numa loja de quadrinhos e se vê envolvida na história após ser capturada e interrogada por Miguel enquanto ele exerce seu papel de policial. Juntos, eles passam a planejar ataques contra o núcleo de políticos corruptos do qual o Doutrinador quer eliminar.

Sem deixar a desejar para Hollywood, O Doutrinador é o filme que o cinema brasileiro estava precisando. Revolucionário no gênero dentro do nosso contexto. O filme já conta com uma série de TV confirmada para 2019, além de servir como uma introdução para o futuro Universo Guará, o nosso universo compartilhado de super-heróis. Igual a Marvel e a DC andam fazendo. Ao fim, só o que resta é esperar para que dê tudo certo e que desenvolvam todo esse potencial.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Lançamento de Socorro! Polícia! pela Editora Draco

Após Cangaço Overdrive, é a vez de um quadrinho jornalístico sobre os dois lados da moeda em relação à Polícia Militar brasileira!


Com muitas entrevistas e extensa pesquisa, HQ faz um diagnóstico assustador sobre o que os polícias e a população sofrem com a corporação.

“Socorro! Polícia!” é uma história em quadrinhos de não ficção escrita e desenhada pelos jornalistas Amanda Ribeiro (Folha de S.Paulo) e Luiz Fernando Menezes (Aos Fatos), que fizeram uma reportagem sobre os problemas da polícia militar. Essa é a segunda HQ de jornalismo em quadrinhos da Editora Draco, que já publicou Cortabundas - O Maníaco do José Walter, de Talles Rodrigues.

Durante um ano, os autores entrevistaram dezenas de policiais militares e especialistas em segurança pública, leram livros e artigos sobre o assunto e exploraram pesquisas e bancos de dados sobre a instituição. Seu objetivo era compreender o quão problemática é a situação e que não existem soluções rápidas para este problema.

Por isso, o livro de jornalismo em quadrinhos aborda os diversos pontos de vista sobre o assunto, questionando uma série de pontos: o papel da mídia, a discussão sobre desmilitarização, o conceito de justiça, a taxa de desemprego, os problemas na educação e outros fatores que interferem na segurança pública brasileira.

O livro é um dos lançamentos da Editora Draco (Estande 4) no Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte (FIQ), que acontece de 30 de maio a 3 de junho.

Socorro! Polícia! tem 152 páginas em preto e branco, formato 17 x 24 cm, capa cartonada e preço de capa de R$ 39,90. Esse quadrinho pode ser adquirido nas melhores livrarias, lojas especializadas ou diretamente no site da Editora Draco (http://www.editoradraco.com)

HIPÉRBOLE #3 NO CATARSE

Luan Zuchi é quadrinista independente desde 2014. Atualmente está produzindo seu 11º quadrinho independente, HIPÉRBOLE #3, que está em campanha no Catarse.

Essa será a terceira edição da série de tiras cômicas em que o autor se auto satiriza exagerando as desventuras cotidianas e suas reflexões sobre os mais variados assuntos.
Além da 3ª edição, estão entre as recompensas do projeto as edições anteriores da série, de modo que tanto os leitores antigo quanto os recém chegados possam ter a trilogia completa.
Como aperitivo, você pode ler a edição número 1 digitalmente aqui:  http://www.kongcomics.com/p/blog-page.html
Cada edição possui 28 tirinhas e tem formato 20cm x 9cm, capa colorida e miolo em tons de cinza.
Acesse a página do projeto para saber mais e conferir todas as recompensas disponíveis: https://www.catarse.me/hiperbole33
Contatos e redes sociais do autor:

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Terror e Suspense em quadrinhos aguardam o seu apoio!

Quem acompanha aqui na Jam Station, já sabe que ajudamos a divulgar bons artistas de várias áreas, principalmente de quadrinhos e cinema independente, e desta vez, temos aqui algo que pode dar  um ânimo a mais pros fãs de terror e suspense do Brasil!



O projeto é de um grupo de artistas e escritores de quadrinhos que está lançando um novo projeto, chamado UNAY.

Trata-se de uma coletânea de histórias de terror e suspense roteirizadas por Carlos Felipe Figueiras e ilustradas pelos talentosos Daniel Araújo, João Miranda, Erik Judson e Diana Doria.

Do mesmo autor de A Carta, publicada pela Editora Devaneio.

Eles estão em campanha no Catarse (https://www.catarse.me/unay_1438) e o projeto é bem promissor, mas, como todo projeto de financiamento coletivo, ele só será concluído com o seu apoio, e nós somos a favor de quadrinhos nacionais de terror que contenham roteiro e arte que valham a pena ir adiante.

Vamos explicar melhor: Unay é uma coletânea de HQs de terror e suspense que está sendo produzida por meio da plataforma Catarse. São quatro histórias assustadoras: porém, algo em comum as une através dos tempos e em diferentes regiões do Brasil. Desde o século 16 com a chegada de um grupo de incas até um futuro próximo no Rio de Janeiro, passando por Minas Gerais no século 18 e São Paulo nos anos 80. Em cada uma, o horror se manifesta de forma distinta, como algo misterioso, grotesco, psicológico ou fatalístico. Os traços dos desenhistas caem como luva no enredo de cada HQ da coletânea representando bem a ambientação e o clima de cada história.

Aqui, alguns esboços das páginas que nos aguardam nesta coletânea:


Para conhecer melhor os trabalhos individuais de cada um dos envolvidos, acesse:
Carlos Felipe Figueira: www.carlosfelipe.net
Daniel Araújo: www.danielaraujo.net
João Miranda: www.facebook.com/joaomirandailustrador/
Erik Judson: www.facebook.com/Erik-Judson-Art-492386620829163/
Crow Kid: www.instagram.com/crowkidart/

Para quem não conhece o funcionamento do crowdfunding (financiamento coletivo), geralmente há os "perks", ou "recompensas", dependendo dos valores doados. Vai desde receber posteres, chaveiros, etc, até mesmo livro autografado, dentre outros tipos de recompensas.

No final das contas, você ajuda os artistas a concluírem o projeto,e  ainda ganham presentes que somente os que ajudaram na campanha receberão, e mais ninguém! Um prato cheio para colecionadores (como eu, por exemplo).

A publicação, em sua versão básica, terá 52 páginas. Porém, batendo algumas metas, é possível aumentar e melhorar mais ainda o conteúdo final!

Abaixo, um "spoiler" das metas:

Meta 01 – Formato básico. HQ UNAY com 52 páginas capa colorida em couché fosco 170g e miolo preto e branco em offset 90g.

Meta 02 - Mais 8 páginas de conteúdo! HQ UNAY com 60 páginas capa colorida em couché fosco 170g e miolo preto e branco em offset 90g. Um espaço a mais para mostrar incluirmos os processos de criação de cada uma das HQs da coletânea.

Meta 03 - Miolo em couché brilho! HQ UNAY com 60 páginas capa colorida em couché fosco 170g e miolo preto e branco em couché brilho 115g.

Meta 04 - Capa dura com verniz localizado! HQ UNAY com 60 páginas capa colorida em couché fosco 300g com verniz UV local e miolo preto e branco em couché brilho 115g. Agora sim a edição encorpada de luxo da revista para assombrar sua mesinha de centro.

Logo, tem muito mais detalhes sobre o projeto esperando por vocês no link https://www.catarse.me/unay_1438 !

Faça parte desta história você também, dê uma ajuda, tenha este item maravilhoso na sua estante e leia quantas vezes quiser!

sexta-feira, 20 de abril de 2018

O dia em que eu comecei a ler The Walking Dead - Diferenças entre a série e a hq

Esse é um texto confuso que eu escrevia enquanto estava com sono e não conseguia dormir porque não conseguia parar de pensar nos quadrinhos de TWD, mas imagine que tinha um zumbi vindo na minha direção e eu precisava publicar de algum modo. Bom proveito.


Estava eu cansado da enrolação que a série andava fazendo e decidi parar de assistir. Isso ano passado. Não definitivamente, apenas dar um tempo e pensar se voltaria ou não. Tinha prioridades. Esse ano, então, decidi começar a ler a história em quadrinhos. Deveria ter feito isso muito antes.

Iniciado em 2003 por Robert Kirkman, a hq conta mensalmente com um capítulo. A série veio apenas em 2010. Para os leigos, essa não é uma matéria recomendada, mas basicamente conta a história de sobreviventes em meio ao apocalipse zumbi, com o xerife Rick como protagonista.

O legal de The Walking Dead é que começamos acompanhando a história pelo grupo do Rick e, aos poucos, mais personagens vão aparecendo e trazendo mais pontos de vistas diferentes, mas sempre focado naquela região. Depois que Jesus entra na história e muda tudo ao revelar a existência de comunidades, a trama demonstra que ainda tem muito o que explorar. Durante todo esse trajeto, vemos Rick e seu grupo tentando sobreviver aos mortos e aos vivos, se acostumando a matar, ficando loucos, se indagando sobre a vida, questionando o motivo de tudo aquilo, tentando recomeçar, procurando manter a sanidade, buscando reerguer uma sociedade, etc. Cada arco é algo único e especial. Acompanhamos uma verdadeira evolução.

Entretanto, toda a forma como tudo isso é contado influencia no resultado.

Quando comecei a acompanhar a série, ainda estava no começo. Era incrível. Entre altos e baixos, eu assistia tudo quase sem piscar. Infelizmente não demorou para que a qualidade caísse. Por mais que os ótimos episódios continuassem sensacionais, por mais que os personagens fossem envolventes demais e por mais que o clima de The Walking Drama (rs) fosse realmente bom, alguns episódios eram o filler do filler, pura enrolação de chatice. Se tornou um padrão metade das temporadas serem dispensáveis (sem exagero).

Lendo a hq, logo de cara já fui percebendo diversas diferenças. A base é a mesma, mas de resto muita coisa muda. Decidi separar em tópicos:

- Ritmo: Na hq, a história possui um ritmo ágil e sentimos que a trama se passa num curto período de tempo, inclusive com os personagens lembrando disso. Na série nem tanto. É como se passassem anos (só impressão mesmo).

- Personagens: A hq possui mais personagens que a série e trabalha com mais pontos de vista. A série, por sua vez, possui alguns personagens originais, exclui outros e até muda o destino dos existentes. Alguns mortos na série estão vivos na hq e vice-versa. Mas não para por aí. A personalidade deles também são diferentes. De todos são em parte, mas de alguns são completamente, como do Dale, que não é nada bonzinho igual na série, e da Carol, que na hq é uma depressiva.

- Conteúdo do diálogo: Na hq, os personagens conversam sobre diversos assuntos, como um cotidiano normal mesmo. Há lamentações direto, mas não só. Na série, isso parece abafado, lamentações ocorrem a todo momento e parece não haver nada além para se comentar. O arco da prisão é um ótimo exemplo como diversos assuntos vão se intercalando na hq.

- Conteúdo do cotidiano: Mesmo caso acima. Na hq, diversas coisas acontecem. Na série, tudo se resume a ir no mato caçar, procurar comida e remédio e matar zumbi. Nada mais. O arco da prisão continua como um ótimo exemplo para ser analisado. O local na hq é imenso e possui várias áreas. Numa delas os personagens chegam a jogar basquete.

- Ousadia: Na hq, os personagens são mais humanos, enquanto na série todo mundo parece mais bonzinho, até mesmo os vilões. A hq também não tem medo de impactar, como as mortes no fim do arco da prisão que a série mudou completamente e também a primeira aparição do Governador, que na hq já chega cortando a mão do Rick e na série sequer ocorre. Se é pra causar, tem que causar.

A série possui seus méritos. Há situações originais e algumas ideias modificadas que são até melhores que na hq, mas é minoria. Se for contar em termos gerais, a hq ganha bem fácil da série em qualidade.

Eu realmente gosto do clima da série, mas não deveriam enrolar tanto. Com tanto potencial que a hq cria, chega a ser lamentável como desperdiçam isso. Que a série melhore e que Kirkman continue por muito tempo a trazer novas histórias desse universo na hq. Se depender dele, vai continuar até 2030 ou depois. Ainda estamos na metade do caminho...

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Exposição Quadrinhos, no MIS, tem data marcada


Na data em que é comemorado o Dia do Quadrinho Nacional, 30 de janeiro, o MIS – instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo – divulga as primeiras imagens da megaexposição Quadrinhos e o período em que ficará em cartazA mostra inédita, que tem curadoria de Ivan Freitas da Costa, acontece entre os dias 13 de novembro de 2018 e 24 de fevereiro de 2019.

Quadrinhos apresenta uma ampla retrospectiva da 9ª arte contada através de revistas, artes originais e itens raros dos diversos gêneros das HQs  super-heróis, infantis, terror, aventura, romance, mangá, faroeste e muitos outros – em ambientes temáticos e imersivos que ocupam todas as áreas do Museu, apresentando também a influência das HQs na cultura pop e em outras mídias como cinema, rádio e TV. A exposição também conta com uma extensa programação paralela com diversas atividades para adultos e crianças, incluindo curso, oficina, cinema e bate-papo com artistas.

Ivan Freitas da Costa é sócio-fundador da CCXP – Comic Con Experience (maior comic con do mundo) e da Chiaroscuro Studios, agência que representa mais de 50 quadrinistas que atuam no Brasil e no exterior. Ivan também é ganhador de três Troféus HQMIX de Melhor Exposição.


serviço
QUADRINHOS
Data 
13 de novembro de 2018 a 24 de fevereiro de 2019
Horário
 terças a sábados, das 10h às 21h; domingos e feriados, das 10h às 20h
Local Espaço Redondo, Espaço Expositivo 1º andar, Espaço Expositivo 2º andar e Foyer do Auditório LABMIS
Museu da Imagem e do Som – MISAvenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo | (11) 2117 4777 | www.mis-sp.org.br
Estacionamento conveniado: R$ 18
Acesso e elevador para cadeirantes. Ar condicionado.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

eBay apresenta história em quadrinhos rara em edição limitada



Nessa semana o eBay está disponibilizando uma quantidade limitada de cópias do Marvel Legacy # 1 - um quadrinho Hulk - com uma versão de capa exclusiva. Somente 12.000 cópias desta edição especial serão vendidas. Uma venda semelhante do eBay no início deste ano do Homem Aranha se esgotou em 26 horas. A capa do Hulk provavelmente será uma venda tão rápida quanto.

Sobre o quadrinho:

• O centro da capa é uma imagem clássica do cientista Bruce Banner se transformando no Incrível Hulk.

• Nesta capa estão todos os personagens icônicos que desempenharam papéis importantes no legado de Hulk, contribuindo para sua história nos anos 60, 70, 80, até hoje – como a Mulher-Hulk, Namor, O Surfista Prateado e Doutor Estranho.

• Os detalhes da história continuam sendo um mistério, mas o editor-chefe da Marvel, Axel Alonso, insinuou o que está por vir: "Digamos que, se estivéssemos pensando em ter Bruce Banner, o Incrível Hulk, retornar em algum momento no futuro próximo, Marvel Legacy # 1 seria o lugar perfeito para fornecer pistas onde isso aconteceria".

• O quadrinho de edição limitada - com apenas 12.000 cópias, pode ser encontrado aqui: http://www.ebay.com/itm/362114449724

• O design da capa variante foi criado em colaboração entre Marvel, eBay e a My Comic Shop. Um funcionário da My Comic Shop veio com o conceito da capa e enviou ideias e um esboço para o eBay e a Marvel. A equipe editorial da Marvel adorou a ideia e avançou com ela em colaboração com o eBay. A obra da capa final foi ilustrada pelo renomado artista de quadrinhos Michael McKone.

Sobre a série Legacy:

Começa no início da raça humana e termina com a oração de uma criança. No meio, impérios caem, mistérios ganham força, segredos são revelados, missões são realizadas e lendas são forjadas. Todos os elementos que levam ao retorno dramático que os leitores esperam e um que vem sendo temido também. Jason Aaron (Mighty Thor) e Esad Ribic (Guerra Secreta) inauguram um novo amanhecer, um cujos raios tocarão todos os cantos do universo Marvel nos dias futuros.

domingo, 20 de agosto de 2017

Defensores na Netflix: uma roleta russa do barulho!

Não é de hoje que temos grupos se reunindo de heróis em cinema e TV, MAS, Defensores, com apenas 8 episódios, trouxe um frenesi muito grande, e finalmente foi lançado, com muitas cenas que tiram o fôlego.


Tivemos Demolidor com duas temporadas frenéticas, Jessica Jones com seu jeito embriagado de ver a vida, Luke Cage com seu estilão do Harlem de agir, e Punho de Ferro (que a série teve ritmo rápido demais pro que o personagem precisava mostrar, e ainda assim, o público, que sequer conhecia a existência do personagem, reclamaram que o ritmo da série era lento demais), pra completar o time, para, aí então, vir a série dos quatro reunidos: Defensores!

Originalmente, os Defensores originais seriam o Doutor Estranho, Hulk, Namor e Surfista Prateado (este último, com so direitos na FOX, portanto, dificilmente seria negociado para cinema ou TV pela própria Marvel). Como não houve o time original no universo cinematográfico da Marvel, pela Netflix, o time inicial foi criado por remanescentes de uma das formações mais próximas dos dias atuais, então, não pense no universo dos quadrinhos ao ver a série, caso você conheça já a turma e suas histórias. Basicamente, os Defensores vieram, originalmente, para lutar contra aqueles que os Vingadores não conseguiram vencer. Seria algo mais místico. Como aqui, de místico, só temos parte do passado do Punho de Ferro, podemos dizer que é mais da "turma da porrada" (o HULK ainda combina).

Pros desavisados: admito que gostei tanto das 4 séries solo, quanto da série dos Defensores. Povo virou "crítico profissional" sem muito conhecimento, e a maioria só segue a lógica de "Tal site/blog disse, nós acreditamos" e muitos criticam sem sequer ter assistido ou visto qualquer cena.


Cada uma das séries, individualmente, foram ótimas, só tendo um ou outro deslize, como o iPod de bateria eterna do Danny Rand, e coisas do tipo. Nada muito grave pro que as histórias prometiam. o Punho de Ferro foi lento pro povo que queria um Demolidor de roupa amarela. O Punho de Ferro, originalmente, precisava ser MAIS LENTO AINDA no ritmo da série, foi extremamente rápido, pro que o personagem precisava ter vivido, em ritmo e em história.

Povo fica de mimimi, e daqui a pouco as séries são todas canceladas e povo vai reclamar que era pra continuarem. Cada personagem tem seu ritmo, então, não era pra todos terem o frenesi ininterrupto do Demolidor, por exemplo. Algumas histórias precisam de mais drama, outras de mais comédia, outras de velocidade e ação, outras de mais momentos parados. Se for pra ser tudo igual, melhor nem ter mesmo, e povo ficar 'órfão" de boas séries.

Assistam sem expectativas, apenas preparados para comer um lanche e prestar atenção na história em si, e DEPOIS, se for o caso, pensem. Série é ENTRETENIMENTO.

Aliás, provavelmente ninguém sacou que os membros originais dos Defensores sequer tiveram participação na série, né? Cadê o Doutor Estranho, o Hulk, o Namor, ou mesmo o Surfista Prateado (que tá na FOX com o Quarteto Fantástico os direitos de uso do personagem, logo, por isso sequer pode ser mencionado).


De toda forma, todas as séries estão ÓTIMAS, e Defensores conseguiu mesclar os estilos dos quatro personagens em uma série de 8 capítulos, que termina com gostinho de "quero mais". Ah, já aviso que, no último capítulo, lágrimas vão rolar até do mais macho espectador, e tem um "teaser pós-créditos" bem interessante.

Para não haver spoilers (já que o povo acha que até falar o título de um filme é spoiler, hoje em dia, pra essa gente chata de galochas), indico a seguinte ordem: assistir Demolidor, seguido de Jessica Jones, depois Luke Cage, ver Punho de Ferro, e aí então, pegar um dia inteiro pra maratonar Defensores (com um bom lanche à disposição). A série tem 8 capítulos de 45 minutos cada, então, separe uma 8 horas (já contando tempo de ir ao banheiro e de pegar mais comida/bebida).

Assim como visto nas quatro séries anteriores, temos aqui como vilão o Tentáculo (a organização criminosa milenar, que tanto manda e desmanda em tudo quanto é canto pelo mundo). Temos algumas cenas escuras que podem atrapalhar um pouco a visão de quem usa óculos, mas, isso é mais no primeiro episódio. A direção está muito boa, e o roteiro ficou bem intenso. Temos alguns momentos de alívio cômico inesperados que garantem que você esteja tenso e do anda dê um riso rápido momentâneo (o que ajuda a fazer respirar). A harmonia e ritmo da série são ditados mais a partir do segundo episódio, logo, se achar o primeiro muito fragmentado e "parado", NÃO DESISTA POR AÍ.


Há referências bem interessantes à alguns momentos chave das séries anteriores e até mesmo à certas coisas dos quadrinhos, então,se  você gosta de reparar detalhes, preste atenção em todos os momentos.

Admito que ainda torço firmemente para que o pessoal da Marvel/Disney pensem bem, e consigam fazer crossover, mesmo que sejam rápidos de personagens dos filmes nas séries, e personagens das séries nos filmes, para que os fãs possam desfrutar, mesmo que rapidamente, deste prazer.

Garanto que, quem tiver tempo de ver Defensores, vai acabar entendendo melhor algumas coisas que ficaram sem explicação nas quatro séries anteriores, mesmo que pouca coisa, e vai estar preparado para os próximos capítulos da novela "Fãs de Quadrinhos, de cinema e de conspiração versus galera Mimizenta".

E Agora, é hora da porradaria!

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Beltranos e Beltranas está buscando financiamento no Catarse

Fulanos, Ciclanos e Beltranos, a trilogia, está se fechando neste novo volume da série de tirinhas intensas.


Imagine só, 50 tirinhas de humor desenhadas por 50 artistas diferentes, em um só lugar! O artista Pedro Hutsch Balboni reuniu tantos artistas,e  não foi à toa: está eternizando em 3 livros uma coletânea de suas melhores tirinhas com joaninhas, redesenhadas e reimaginadas por outros artistas.

Como já é de praxe em um crowdfunding (utilizado o Catarse, neste caso), há "recompensas" para quem apoiar financeiramente, e vale cada centavo, diga-se de passagem!

Abaixo, algo que foi prometido, além das recompensas, inclusive:

Se a gente conseguir:
- 50 apoios no primeiro dia:
 os 50 primeiros apoiadores ganham um exemplar do livro "Conto Brasileiro" 
- 150 apoios no primeiro mês (até 31/07): Livro em Dobro! (um Beltranos e Beltranas extra para cada apoiador)
- R$10.000 (o dobro da meta): todos apoiadores ganham um Vale Tangram, a ser retirado presencialmente comigo em eventos 
*tudo isso é válido apenas quem apoiar com pelo menos a recompensa mínima (R$20)


E aí, o que achou?

Explicando melhor como funciona, em resumo, os gastos que serão feitos: 13% da arrecadação vai para o site Catarse (que tem toda uma equipe pra operar o sistema de recebimento e tem de pagar tanto seus funcionários, programadores, etc, quanto a taxa de transferência monetária para o autor) e o resto vai tudo para impressão dos livros (material, entrega, artistas, etc). Resumidamente, é isso! Neste caso, o próprio Pedro já está arcando com os gastos de entrega e dos artistas convidados, o dinheiro vai todo para a impressão dos livros (isso já mostra que é um cara legal e de bom caráter! APÓIE)


Nenhuma falcatrua de governo ou margem de erro, é arte a preço justo pra todo mundo, com recompensas (e quem não gosta de brindes e presentes, não é mesmo?).

Apóiem os artistas, famosos ou não, que vocês gostam, para vê-los crescer e produzir mais e mais. Apóie esta idéia!


Abaixo, como ele diz no Catarse sobre o projeto:

Chegou a hora de fechar a coleção "Fulanos, Ciclanos, Beltranos"!

Em cada um dos livros, eu convido 50 artistas para cada um deles redesenhar uma tirinha minha. 

Nas minhas tiras, mantenho sempre a mesma abordagem visual, uma produção quase Fordista onde o que importa é o texto. É a lógica da repetição.

Nesta coleção, a brincadeira é exatamente a oposta: a variação - a lógica do orgânico, ao invés da máquina. A cada tira, tudo muda. Menos meu texto, e as joaninhas, que dão unidade pra obra. O preço de capa do livro será de R$20, aqui você consegue ele com recompensas e preços especiais. 

São 56 páginas coloridas em papel couchê, formato 21 x 14 cm, laminação fosca, um chuchuzinho. Você pode ler minhas tiras no site se quiser conhecer: joaosejoanas.com

Então, recomendo que conheçam o projeto, e apoiem enquanto é tempo, pois vale muito a pena!

quarta-feira, 7 de junho de 2017

5 quadrinhos para aperfeiçoar o seu inglês

Especiais de HQ`s e eventos como a Comic Con reacendem a discussão da importância dos gibis no aprendizado

Grandes franquias como Marvel e DC atingem vários públicos, além dos conhecidos geek’s. Por trás das produções cinematográficas bilionárias que atraem este grupo estão os famosos quadrinhos. Esses desenhos que encantam várias idades podem ser grandes aliados para aprender e aperfeiçoar um novo idioma.
Os tipos de quadrinhos variam de acordo com o país: no Japão são conhecidos como mangá; Estados Unidos e Canadá têm os famosos comics, que incluem os super-heróis, e os Comic Strips, que são as tiras dos grandes jornais de circulação. Há ainda os franco-belgas comumente chamados de Banda Desenhada como os reconhecidos Asterix e Tintin.
Independente do tipo da história atualidade ou ficção, em todos os casos é possível aprender algo novo. A “Comic Con Experience” é um evento que só cresce e mostra como a cultura geek está fortalecida. Analisando essa geração, a especialista em educação de idiomas, a CEO da rede Minds, Leiza Oliveira, lista cinco quadrinhos que podem ajudar jovens e adultos a melhorar o inglês. Confira:

1. The dark Knight Returns (A volta do cavaleiro das trevas)
O Batman de Frank Miller é um clássico e pode ajudar muitos estudantes a melhorarem o seu inglês, principalmente porque Miller opta por inserir bastante conteúdo em suas páginas (conforme a imagem abaixo). Os quadrinistas tendem a montar páginas com até nove quadros de conteúdo, no entanto o autor coloca 16 por página. Além disso, ambientaliza o Batman na guerra fria, período em que fez a primeira série do Cavaleiro das Trevas. O jovem aprende sobre essa fase da história em inglês. A segunda série só foi lançada em 2001/2002, já a terceira começou em novembro do ano passado nos EUA. O Cavaleiro das Trevas completou 30 anos em março deste ano.
Exiba imagens para confirmar leitura
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2. A saga do Monstro do Pântano (EUA - 1985 - #35 a 42)
Com o roteiro de Alan Moore e arte de Bissete, Veitch e Woch, o leitor se depara com uma obra completa que contempla temas em que a sociedade está inserida em cenários “familiares” atualmente, como, por exemplo, poluição nuclear, racismo e injustiças sociais. Além de discutir o fator espiritual e a incerteza do futuro. O interessante do gibi é a linguagem que apesar de tratar de assuntos intrincados consegue ter um ritmo leve e captar a atenção do leitor. Isso facilita o aprendizado do inglês.

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3. Os 300 de Esparta (300, EUA, 1998)
300 é uma Graphic Novel que facilita o aprendizado do inglês porque conta com uma beleza gráfica única sinérgica a diálogos bem construídos. Apesar de não ser fiel a história, há várias menções da desavença entre Atenas e Esparta, além de retratar a Batalha de Termópilas. Frank Miller também assina essa clássica trama.
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4.Guerra Civil (#1 a 7 - 2006/2007)
A grande saga da primeira década dos anos 2000, Mark Millar trata com maestria a rixa entre o Capitão América, que defende a liberdade, e o Homem de Ferro que usa de vários meios para ganhar essa batalha e concorda com a intervenção estatal. Vários temas são debatidos na saga principalmente no que tange a questão ética e o papel dos super-heróis na sociedade. Steve McNiven passa nas imagens as emoções dos personagens de forma impactante. Destaque para a visão que podemos ter ao ler toda a saga, se aprofundar no universo Marvel, e concomitantemente melhorar o inglês com os diálogos bem arquitetados construídos por Millar.

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5. HQ Mouse Guard (No Brasil:Pequenos Guardiões)
David Petersen chamou a atenção dos EUA em 2006 com Mouse Guard. O HQ chegou ao Brasil em 2008. São 6 edições e o público é o infanto-juvenil. Pode ser muito bom para os jovens que estão no nível intermediário de inglês. Além de ampliar os vocábulos dos estudantes, o HQ mostra ratinhos que tentam “sair da sua civilização”. Todavia, só o fazem escoltados. Trata de temas como medo, noção de coletivo e traz o leitor para “dentro” da narrativa.


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Sobre a Minds IdiomasCom 10 anos de existência o segredo da rede de idiomas Minds é a tecnologia. Com 70 escolas em todo país, a Minds foi à primeira rede a implantar o ensino do inglês em tablets mantendo os livros físicos. Com especialistas em captação de conteúdo, a CEO Leiza Oliveira, tem a consciência que a forma de aprendizado de cada criança e adulto é individual. Personalização e inovação são as palavras que movem franqueados e alunos da rede. O tempo de duração do curso da Minds é de 18 meses.

sábado, 1 de abril de 2017

Editora Draco lança a coletânea Space Opera em Quadrinhos



O universo é explorado em aventuras visuais criadas por talentosos quadrinistas


Após o sucesso literário da série Space Opera, a Editora Draco desbravou o espaço até encontrar os quadrinistas mais destemidos de toda a galáxia. Após sua missão, eles retornaram ao planeta Terra com oito HQs com raças alienígenas, intrigas políticas, naves, blasters e muita ação! Foi assim que nasceu o projeto Space Opera em Quadrinhos!


O editor Raphael Fernandes foi responsável por recrutar os roteiristas Jun Sugiyama, Tiago P. Zanetic, Larissa Palmieri, Luís Carlos Sousa, Rafael Levi, Alessio Esteves, Fernando Barone e Angelo Dias. A equipe também conta com os desenhistas Kazuo Miyahara, Eder Santos, Rocher Knight, Braziliano, MJ Macedo, Carlos Sekko, Giovanni Pedroni e Ioannis Fiore, que também fez a capa. Juntos, eles formam um time de estrelas!


A obra vai agradar em cheio aos fãs de Star Wars, Battlestar Galactica, Star Trek, Mass Effect, Dreadstar e Spaceballs, mas sem deixar de apresentar uma identidade própria e original em cada história. Os estilos dos roteiros e das artes vão do mangá ao humor, passando por tramas densas e viagens psicodélicas.


Esse é um dos lançamentos da Editora Draco para o CCXP Tour: Recife, que contará com a presença de Raphael Fernandes, na mesa F04.

Space Opera em Quadrinhos tem 160 páginas em preto e branco, formato 17 x 24 cm, capa cartonada, papel pólen e a versão impressa custa R$ 39,90. Disponível nas melhores livrarias e lojas especializadas.

Em breve, estarei trazendo uma resenha mais detalhada sobre o material, desde as histórias originais, até a versão lançada em quadrinhos, então, fiquem ligados!

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Análise Batman: O Cavaleiro das Trevas


Oi cambada, sou o Dan, depois de tanto tempo volto para escrever sobre os longas de animação da DC: Batman o Cavaleiro das Trevas Parte 1 e Parte 2.
Ganhei o DVD do primeiro filme e logo depois comprei o segundo, depois que assisti fiquei tão impressionado que achei que mereceria uma análise.
Essas animações foram produzidas em 2012 inspiradas nas páginas de HQ escritas por Frank Milller e publicado em 1986, a história se passa em um futuro alternativo do universo DC, não é considerado definitivo, mas alguns elementos foram incluídos em outras publicações da DC.

Tentarei não me empolgar e não escrever spoilers para quem ainda não assistiu, bem vamos começar a falar da historia. O primeiro filme começa em um futuro onde Bruce Wayne tiozão de cabelinhos brancos e aposentado da vida de Batman, enquanto Gotham passa por um período de violência incontrolável, agora a cidade não é mais atormentada por Duas Caras, Coringa, Pinguin e outros vilões conhecidos, mas sim por uma gangue infernal de "cyberpunks" sádicos conhecidos como "Mutantes". As autoridades não dão conta de tanta barbárie e o titio Bruce ainda atormentado pela morte do segundo Robin acaba dando uma de Romário e voltar da aposentadoria para marcar seu "milésimo gol".




E o que acontece quando o Batman ressurge assim do nada depois de tantos anos? Os mais velhos que viveram os tempos de ouro do homem morcego mostram respeito e ficam felizes com seu retorno, enquanto alguns dos mais novos não compreendem e ficam grilados com a sua forma de agir. Batman passa por cima da policia de Gotham resolvendo as coisas na porrada, botando ordem e isso gera uma enorme polemica e passa-se a debater na mídia se as atitudes do Batman são ou não válidas. Aí surge aqueles que se espelham no herói e passam a não abaixar mais a cabeça pros marginais e fazer a justiça por conta própria e aqueles que acham que o Batman é doente psicótico que está desrespeitando totalmente os direitos humanos, que justiça com as próprias mãos é inadmissível, que a justiça é função do estado, das autoridades que devem respeitar as leis e sem o uso de violência e toda essa frescura hipócrita.

A trama vai se desenvolvendo, alguns personagens conhecidos dão as caras, enquanto a cobra fuma em Gotham o debate continua, população com opiniões divididas, debates calorosos nos telejornais e as coisas ficam ainda mais séria no segundo filme com a aparição de Coringa e com o Batman tornando-se "inimigo" público e fugitivo da justiça. Para piorar a situação o presidente dos EUA não esta feliz com o que o Batman anda aprontando, passando por cima das autoridades e fazendo o estado passar vergonha com sua incompetência, então para resolver o problema ele manda o seu cãozinho: O Superman.
A maioria dos heróis do universo DC estavam aposentados, mas Superman se tornou de vez o cãozinho encoleirado da Casa Branca, lutando pelos interesses patéticos e egocêntricos dos yankes, inclusive lutou contra os soviéticos em uma ilha da América latina.




Agora chega de spoilers, tentei ser o mais vago possível. Pra mim esse filme meio que resumiu o ano 2014, que foi marcado pela intensificação da "guerrinha" entre o pessoal com discursinhos de "direita" e os "esquerdistas", toda discussão sobre direitos humanos, justiceiros, bandido acorrentado etc. Só pra deixar claro meu posicionamento nesse assunto: Eu não me identifico com NENHUM dos lados, os bandidos pobres são sim frutos do nosso sistema podre e injusto, mas nem por isso vou ficar com conversinha hipócrita de direitos humanos, sou totalmente a favor da justiça com as próprias mãos, mas a brutalidade tem de valer para os bandidos burgueses do colarinho branco que fazem o que bem entendem e dificilmente sofrem as consequências. 

Também passagem dos filme lembram bastante o que ocorreu entre EUA e Russia em relação à Criméia, por essa e por outras considerei o filme até profético de certa forma, assim como Akira.

Eu recomendo, uma animação que nos faz parar pra pensar, um enredo bem construído, passando por momentos de anarquia total, na minha opinião é sem dúvida infinitamente superior em todos os sentidos do que qualquer um desses filminhos badalados de heróis que lançam nos cinemas, que na maioria das vezes nem sequer são feitas para os verdadeiros fãs dos heróis das HQ's e sim para atrair o público fútil.

Até a próxima, quando resolver falar sobre algum outro filme, alguma review no Assoprando o Cartucho ou quando quiser botar a cobra pra fumar e esculachar alguma coisa qualquer. FUI