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terça-feira, 21 de julho de 2026

[Crítica] Águas Mortais

Com direção de Renny Harlin (“Duro de Matar 2”, “Os Estranhos”), o filme acompanha o desespero que toma conta da tripulação e dos passageiros de um voo que parte de Los Angeles com destino a Xangai. Quando um incidente ocorre no compartimento de carga, a aeronave vira palco de uma luta pela sobrevivência quando cai no meio do oceano. 


Os sobreviventes, que já precisam lidar com as consequências do acidente e as perdas irremediáveis, descobrem um novo pesadelo: as águas onde caíram são habitadas por tubarões famintos por sangue que não vão poupar ninguém. Agora, a única saída para o grupo é superar suas diferenças e se unir em busca de escapar vivo da situação. 

No elenco, estão incluídos nomes como Ben Kingsley (“A Lista de Schindler”), Aaron Eckhart (“Batman: O Cavaleiro das Trevas”), Molly Belle Wright (“Mistletoe Ranch”), Elijah Tamati (“Holy Days”), Wenhan Li (“Quase Amor”), Simei Zhao (“Behind the Scenes”) e Angus Sampson (“O Poder e a Lei”). 

Entregando Mais Que o Prometido

O filme tem uma boa vantagem, ao escolher Aaron Eckhart e Ben Kingsley para contracenarem como piloto e co-piloto, com boa profundidade mostrada em breves e sutis momentos desde o início. Mesmo com um título genérico e um tema que se tornou clichê nos anos 90 e 2000 (acidentes de avião e sobrevivência), o roteiro e a escolha de elenco transformam este em um ótimo filme, que prende atenção do início ao fim.

Até mesmo os atores mirins que fazem os meio irmãos Finn e Cora traem bastante intensidade em vários momentos, com emoções bem executadas. A trilha sonora , que em alguns momentos conta até com Ben Kinsgley cantando Frank Sinatra em um karaokê ou accapela, por exemplo, consegue ser um elemento leve e conciso.


O perigo sempre á espreita

Como era de se esperar, o filme usa a fórmula clássica de dois tipos distintos de filme, sendo um o "Disaster Movie" (acidente de avião) e o perigo dos tubarões (que foi bem forte a partir de JAWS, de Steven Spielberg, e se repetiu exaustivamente por algumas décadas), mas feito com sabedoria e maestria, dando um belo toque de suspense.

Alguns personagens mereciam um tempinho a mais de tela, mas ainda assim, tudo que foi entregue nas cenas, foi suficiente para dar angústia, torcida por alguns, comemoração em outros. O filme lida bastante com as idéias de culpa e arrependimento, na maioria das experiências pessoais, podendo dar muito mais contexto do que diálogos enormes.

 Veredito Final

Muito suspense, tubarões e motores pegando fogo, este filme tem um bom ritmo e é ótimo ver na telona do cinema, além de te fazer pensar muitas vezes antes de pegar um avião, e principalmente lhe traz uma mensagem importantíssima: JAMAIS leve power bank na sua mala!

Com distribuição Diamond Films, a maior distribuidora independente da América Latina, o aflitivo ÁGUAS MORTAIS estreia nacionalmente em 23 de julho. 

Nota: 8