Com humor satírico, visual Y2K e mecânicas Roguelike e Deck Builder, game indie transforma a rotina de escritório em uma disputa pela sobrevivência profissional.
Imagem: Peculiar Path/Divulgação
O fim dos anos 90 chegou, e você é um jovem adulto tentando sobreviver a essa nova fase brutal da vida (e provavelmente ao bug do milênio).
Conseguiu seu primeiro emprego formal e, em uma segunda-feira qualquer, chega ao escritório, que mais parece um labirinto de cadeiras; senta à mesa, liga seu super ultra moderno computador com processador Pentium e monitor de plasma e dá de cara com 50 e-mails pendentes da semana anterior, demandas urgentíssimas daquele colega braço curto que não podem ser adiadas de forma alguma, e convites para reuniões presenciais importantíssimas com seu supervisor.
É o momento de colocar em prática sua bagagem de resiliência nível 99 e habilidades de sarcasmo para contornar e escapar das armadilhas do ambiente empresarial.
Essa é a premissa de Reply All, jogo independente desenvolvido pela Peculiar Path.
Ambientado em um escritório, o título transforma a comunicação corporativa em um sistema de combate por turnos, no qual e-mails e respostas passivo-agressivas são suas principais armas.
Entre referências aos anos 90 e 2000, segredos empresariais e atividades de integração promovidas pelo RH, o objetivo é descobrir o que realmente acontece nos bastidores da Weevil, uma corporação aparentemente disposta a tudo. Salvar o mundo pode ser uma possibilidade, mas não ser demitido já é uma grande vitória.
Um visual longe do convencional
Sob a direção de arte do ilustrador e desenvolvedor Denny Borges, o jogo aposta em ilustrações de traços livres e expressivos, preenchidas por uma paleta de cores pastel pouco convencional. Os elementos visuais recebem animações sutis e pequenas interações, criando uma apresentação que remete às ilustrações editoriais de revistas adolescentes de meados dos anos 2000.
Aliás, a estética Y2K também ocupa um lugar importante no visual do game. Para quem cresceu utilizando computadores da época, as grandes molduras azuladas e janelas em tons de marrom-claro podem despertar uma boa dose de memória afetiva ajudando a estabelecer a personalidade do game e reforçar sua ambientação.
Imagem: Peculiar Path/Divulgação
O resultado é um visual que foge do convencional dos jogos de cartas e estratégia. Em vez de apostar em cenários grandiosos ou efeitos exuberantes, Reply All encontra seu charme na simplicidade da interface e na personalidade de suas ilustrações.
Responder a todos nunca foi tão perigoso
No quesito gameplay, o jogo se apresenta de forma bem acessível. Na demonstração disponibilizada durante a Brasil Game Show 2026, a Peculiar Path não fez rodeios: colocou o jogador diretamente em contato com o gameplay core.
A interface simula uma janela de e-mail, apresentando o remetente (ou inimigo da batalha, como preferir), o título da mensagem, os indicadores de status, como pontos de vida, ação, e os espaços destinados à elaboração da resposta (tabuleiro).
O jogador precisa preencher diferentes blocos da mensagem, como a saudação, o corpo do e-mail e a assinatura ou despedida, utilizando as cartas disponíveis em sua mão.
Cada carta contribui para a construção da mensagem, permitindo combinar diferentes elementos e produzir respostas capazes de contornar os problemas apresentados pelos colegas de trabalho.
Imagem: Peculiar Path/Divulgação
Para quem já está familiarizado com jogos no estilo, a curva de aprendizado não deve representar um grande obstáculo. A estrutura é intuitiva, e a própria interface ajuda a compreender a lógica das ações. O desafio está em administrar as cartas disponíveis e encontrar combinações adequadas para cada situação.
A proposta também incorpora elementos Roguelite, incentivando a construção e o aprimoramento do baralho ao longo da progressão. Por trás das trocas de e-mails, há ainda a possibilidade de descobrir segredos da Weevil e conhecer melhor os colegas por meio das atividades de integração do RH; afinal, toda empresa tem seus mistérios.
Uma experiência curiosa, mas sem grandes pretensões
Reply All encontra seu principal diferencial na combinação entre humor corporativo, construção de baralho e uma identidade visual fortemente associada aos anos 2000.
É uma proposta inusitada, que transforma situações reconhecíveis do cotidiano profissional em confrontos estratégicos e encontra na sátira boa parte de sua personalidade.
Por outro lado, sua apresentação acessível e a estrutura relativamente simples não necessariamente fazem dele um título capaz de sustentar o interesse por muito tempo.
Ainda assim, o gametem um espaço próprio entre os jogos indie que apostam em conceitos exóticos. Pode não ser o título que fará alguém tentar “platinar” ou explorar todas as possibilidades, mas oferece uma experiência descontraída para quem procura algo diferente.
Reply All chega a PC (via Steam e Epic Games) no 1º trimestre de 2027 com suporte a Português Brasileiro na interface e textos.
A nova adaptação para as telonas de Resident Evil chegou e não parece o que se esperava!
O novo Resident Evil finalmente entendeu os jogos?
Eu fui assistir ao novo Resident Evil em uma cabine de imprensa e confesso: saí da sessão bem mais surpreso do que esperava. E não é porque o filme tenta simplesmente reproduzir algum dos jogos. Na verdade, acontece justamente o contrário.
Dessa vez, não temos Jill, Chris, Leon, Claire ou qualquer outro dos protagonistas conhecidos. A história acompanha um personagem novo, vivendo uma situação paralela dentro do universo de Resident Evil. E foi justamente essa escolha que me chamou atenção. Manteve a atmosfera dos dos primeiros jogos e de Outbreak com uma pessoa comum em meio ao caos, sem precisar dos personagens dos jogos, mas ocorrendo em paralelo, drante os acontecimentos dos jogos.
Depois dos filmes estrelados pela Alice, que eram divertidos, mas cada vez mais voltados para a ação, da série da Netflix problemática e daquela tentativa de juntar elementos dos primeiros jogos em uma história completamente reorganizada (mas que foi mal organizada, diga-se de passagem), finalmente temos um filme que me passou uma sensação que eu não tinha tido nas adaptações anteriores:
“Isso parece Resident Evil.”
E não é apenas por causa dos "zumbis" e monstros infectados.
A atmosfera lembra bastante os primeiros jogos. Existe aquela sensação de entrar em um lugar que você não conhece, explorar, descobrir o que aconteceu, encontrar uma ameaça e nunca saber muito bem o que está esperando na próxima área.
Até algumas escolhas de câmera me fizeram lembrar de diferentes fases da franquia, incluindo Resident Evil Outbreak e Resident Evil Village.
E o filme também entende uma característica muito particular de Resident Evil: o horror pode ser realmente tenso e, ao mesmo tempo, existir um certo humor absurdo no meio daquele caos.
A comédia funciona justamente porque não transforma tudo em paródia. O protagonista reage às situações de uma maneira bastante humana, e isso cria momentos engraçados sem destruir completamente a tensão.
Também gostei muito da maneira como as referências aos jogos aparecem.
Não parece que alguém parou a história para dizer “OLHA A REFERÊNCIA!”.
Elas simplesmente estão ali.
Um exemplo que achei particularmente legal é a presença da máquina de escrever em uma sala de save. Para quem conhece os jogos, aquilo tem um significado imediato. Para quem não conhece, continua sendo simplesmente um elemento daquele ambiente.
É assim que eu gosto de fan service.
O filme não precisa copiar a história de Resident Evil 1, 2 ou 3 para lembrar os jogos. Ele parece muito mais interessado em reproduzir a sensação de estar jogando um deles.
E talvez essa seja justamente a maior surpresa dessa nova adaptação.
Não sei se todo fã vai concordar comigo (e certamente existem escolhas aqui que vão dividir opiniões), mas, pessoalmente, saí da sessão pensando que finalmente alguém encontrou uma maneira interessante de levar Resident Evil para o cinema sem simplesmente tentar transformar um jogo em filme (o que deu muito errado nas vezes anteriores, com vários jogos).
O mercado brasileiro de quadrinhos ainda tem muitos artistas que produzem, publicam e vendem seus próprios trabalhos sem necessariamente conseguir chegar às grandes editoras ou estabelecer contato com empresas do setor. É justamente nesse espaço que o Comic Market Brasil pretende atuar.
Em sua segunda edição, o evento amplia a estrutura e a programação e recebe o mangaká japonês Hideki Tsuji, conhecido por Souten no Ken REGENESIS, para um encontro que pretende aproximar ainda mais os mercados de quadrinhos do Brasil e do Japão.
Durante uma coletiva de imprensa realizada antes do evento, os organizadores apresentaram as novidades da edição de 2026 e Tsuji falou sobre sua carreira, suas referências, inteligência artificial, tokusatsu, diferenças entre os mercados brasileiro e japonês e até sobre a possibilidade de trabalhar futuramente com artistas do Brasil.
De encontro de fãs a espaço para negócios
Segundo Thiago Spyked, diretor e sócio do Comic Market Brasil, a ideia nasceu de uma dificuldade que ele próprio observou durante sua trajetória profissional.
O Brasil possui uma produção grande de quadrinhos independentes, mas muitos desses trabalhos permanecem restritos a círculos pequenos. Faltaria, na visão dos organizadores, uma ponte entre os criadores e o restante da cadeia profissional.
Por isso, o Comic Market Brasil foi estruturado em três frentes: educação, negócios e produção artística.
O Comic Learning oferece aulas e masterclasses. O Comic Business coloca artistas em contato com empresas de áreas como impressão, animação, 3D, aplicativos e registro de marcas. Já a área de artistas funciona como espaço para autores e editoras apresentarem suas obras.
A intenção é simples, mas ambiciosa: fazer com que um artista não precise apenas criar uma boa história, mas também encontre caminhos para transformá-la em carreira.
Primeira edição deixou uma comunidade
A experiência de 2025 parece ter dado força ao projeto.
Os organizadores relataram que o Instagram do evento chegou a cerca de 1 milhão de visualizações e posteriormente ultrapassou 1,2 milhão. O perfil também cresceu de aproximadamente 7 mil seguidores para quase 12 mil.
Mas, para Thiago e Henrique, o dado mais significativo foi outro.
Durante semanas depois da primeira edição, o público continuou falando espontaneamente sobre o Comic Market Brasil. Vídeos, fotos e outros conteúdos foram publicados por criadores sem que houvesse uma solicitação da organização.
A percepção dos responsáveis pelo evento foi de que havia surgido algo mais difícil de medir: uma comunidade.
Mais espaço, mais artistas e novas experiências
A edição de 2026 será maior.
A FAPCOM, na Vila Mariana, receberá quatro andares do evento, contra três utilizados no ano anterior. A área de artistas terá 70 mesas, número que, segundo a organização, já representa o limite de espaço disponível.
Entre as novas atividades está a Arena Portfólio Review, que permitirá aos participantes apresentar seus trabalhos a profissionais e receber avaliações.
Outra novidade é o Comic Pit. A dinâmica coloca autores diante de empresários para apresentar projetos autorais de quadrinhos em uma rodada de negócios inspirada no formato de Shark Tank.
A proposta é particularmente interessante para quem pretende transformar uma história independente em propriedade intelectual e precisa aprender a apresentar o projeto de maneira profissional.
Também fazem parte da programação a Quest do CMB, que transforma o evento em uma espécie de gincana; uma loja com produtos exclusivos; podcast ao vivo; espaço para jogos de mesa; apresentações de projetos de animação; degustação de café; desafios de patrocinadores e sorteios.
O resgate da memória dos quadrinhos brasileiros
A organização também quer olhar para o passado.
Em 2026, o artista homenageado será Eli Barbosa. Henrique, um dos responsáveis pelo evento, explicou que existe uma preocupação em recuperar a memória de profissionais brasileiros que tiveram importância para a indústria e que acabaram ficando esquecidos pelo grande público.
Barbosa teve uma carreira importante nas décadas de 1970, 1980 e 1990, com atuação em animação, personagens, licenciamento e merchandising.
O evento terá uma exposição dedicada ao artista e também realizará a oitava edição do Prêmio Eli Barbosa, voltado a profissionais que trabalharam com quadrinhos durante as décadas de 1970 e 1980.
É uma maneira de lembrar que a história dos quadrinhos brasileiros não começou com a geração atual — e que muitos dos profissionais que ajudaram a construir esse mercado não tiveram sequer seus nomes publicados nos trabalhos em que participaram.
Hideki Tsuji encontra o público brasileiro
A presença internacional mais aguardada desta edição é Hideki Tsuji.
O artista japonês participou da coletiva e mostrou bastante interesse em conhecer a produção nacional. Antes do evento, ele visitou a loja de Thiago e teve contato com diferentes trabalhos brasileiros.
Foi uma experiência nova para Tsuji, que admitiu não conhecer profundamente a produção de mangá brasileira antes da viagem.
A primeira impressão, entretanto, foi positiva.
O que mais chamou sua atenção foi a liberdade encontrada nos trabalhos nacionais.
“Vocês escrevem o que querem”
Ao comparar os dois mercados, Tsuji percebeu uma diferença que pode parecer pequena, mas que diz muito sobre os dois sistemas de produção.
Na visão dele, muitos artistas brasileiros possuem liberdade para escrever e desenhar exatamente aquilo que desejam. A possibilidade de produzir uma obra, colocá-la à venda e apresentá-la diretamente ao público também chamou sua atenção.
No Japão, explicou Tsuji, o caminho tradicional pode passar por diferentes etapas editoriais. A participação de editores e outras pessoas no processo pode fazer com que a versão final não seja exatamente aquela imaginada originalmente pelo autor.
Para o artista japonês, a liberdade criativa que encontrou no Brasil é um dos pontos fortes da produção nacional.
É uma observação interessante justamente por vir de alguém que trabalha dentro de uma das maiores indústrias de mangá do mundo.
“Não desistam”
Tsuji também deixou uma mensagem simples para quem está começando.
Quando perguntado sobre o que aconselharia aos artistas brasileiros que sonham em viver de mangá, sua resposta foi continuar sonhando, não desistir e continuar desenhando.
Para um evento que tenta justamente aproximar novos autores do mercado, a frase acabou funcionando quase como um resumo de sua proposta.
IA pode ajudar, mas não cria tudo sozinha
Como não poderia deixar de acontecer em uma conversa sobre produção artística atualmente, a inteligência artificial também entrou na pauta.
Tsuji vê a IA como uma ferramenta que pode ajudar o artista.
Ele não acredita, porém, que a tecnologia possa substituir completamente a criatividade humana. Para ele, uma inteligência artificial pode fazer parte do processo, mas não deveria ser responsável sozinha pela criação de uma obra.
A criatividade continua sendo, em sua opinião, o diferencial do autor.
De Akira ao tokusatsu
As referências de Tsuji também revelam bastante sobre sua formação.
O artista citou Akira e Dōmu, de Katsuhiro Otomo, como influências importantes. Ele destacou detalhes de cenários, texturas, iluminação, sujeira das ruas, reflexos nos olhos dos personagens e cenas de ação.
A influência de Akira não aparece, portanto, apenas na temática. Está também na forma de construir visualmente uma cena.
O tokusatsu é outra presença importante.
Tsuji contou que acompanha o gênero desde a infância e continua assistindo atualmente. Entre os títulos mencionados durante a coletiva estão Jiraiya, Dynaman e Bicrossers.
Ele também reconheceu que o gênero influenciou alguns personagens de sua produção, além de citar Tiger Mask entre suas referências.
Modernizar sem perder a identidade
Ao falar sobre Souten no Ken REGENESIS, Tsuji explicou uma das dificuldades de trabalhar com personagens e conceitos que já possuem uma história anterior.
É necessário preservar a base conhecida pelo público, mas também modernizar determinados elementos.
A maneira de falar dos personagens e alguns aspectos de sua caracterização foram atualizados para aproximá-los de uma audiência contemporânea.
Essa mesma preocupação aparece quando o assunto é o público.
A leitura digital mudou bastante o mercado, mas Tsuji acredita que o papel ainda tem espaço. Leitores mais jovens podem estar mais acostumados ao smartphone, enquanto fãs de gerações anteriores continuam preferindo livros e revistas físicas.
Uma parceria Brasil-Japão não está descartada
Se depender de Tsuji, a conversa entre os dois mercados não precisa terminar quando o evento acabar.
Perguntado sobre a possibilidade de desenvolver um novo mangá ao lado de um artista brasileiro, ele demonstrou interesse.
Para o autor, seria uma experiência nova e também uma oportunidade de conquistar leitores que ainda não conhece.
Naturalmente, uma colaboração dependeria de propostas e projetos concretos, mas a ideia foi recebida de maneira bastante positiva.
Ele também demonstrou interesse em incentivar outros artistas japoneses a conhecer o Brasil caso perceba que eles tenham vontade de participar de uma experiência semelhante.
O Comic Market como ponte
A presença de Tsuji acaba dando um significado maior à segunda edição do Comic Market Brasil.
O evento foi criado para aproximar artistas de empresas e profissionais, mas a participação de um mangaká japonês abre uma possibilidade adicional: conectar dois mercados que possuem características bastante diferentes.
Tsuji espera conversar com artistas brasileiros, conhecer suas histórias e entender de onde vêm suas ideias. A organização, por sua vez, espera que esse contato possa gerar novas relações entre autores, editoras e empresas dos dois países.
E talvez esse seja o aspecto mais interessante do evento.
O Comic Market Brasil não está tentando apenas importar uma referência japonesa para o público brasileiro. A proposta é permitir que os dois lados se encontrem — e que o Japão também descubra uma produção brasileira que, nas palavras do próprio Tsuji, surpreendeu justamente por sua liberdade.
Para quem acompanha quadrinhos, mangá e cultura pop, a segunda edição do evento representa uma oportunidade de conhecer artistas, descobrir novos projetos e, principalmente, observar de perto como uma cena independente brasileira tenta encontrar seu espaço profissional.
Com Hideki Tsuji no meio dessa conversa, o encontro ganha ainda uma dimensão internacional: talvez o maior resultado do Comic Market Brasil 2026 não seja apenas apresentar um artista japonês ao público brasileiro, mas começar a fazer com que artistas dos dois países descubram uns aos outros.
Para ver a coletiva de imprensa na íntegra, assista o vídeo abaixo:
O evento Kenko Festival, edição de 2026, ocorreu neste final de semana na Faculdade São Judas, em São Paulo, no bairro da Mooca.
O público pôde conferir Artists Alley, estandes de vendas, shows de bandas, concurso Cosplay, dubladores ao vivo, e salas temáticas, relembrando um pouco os eventos do início dos anos 2000.
Este ano, o álbum de figurinhas trazia uma caçada ao tesouro com pacotes de figurinhas sortidas, e os primeiros 10 a completar o álbum, ganharam revistas autografadas por Adriel, o Jaspion brasileiro do Circo Show do Jaspion nos anos 80/90.
Se apresentaram bandas como Raijin, AniPower e Sons Of Sogeking. Já no outro palco, rolou karaokê o dia inteiro.
Houveram palestras e bate papo com os dubladores das três versões do Homem Aranha, além de algumas ações diferenciadas.
Você foi ao evento? Diz aí nos comentários o que você achou da edição deste ano.
Misturando exploração em mundo semi aberto, combates em tempo real e um sistema de evolução bastante personalizável, Second Stone: The Legend of the Hidden World surge como uma das promessas para os fãs de RPGs de ação. Ainda em desenvolvimento, o título já demonstra ambição ao combinar elementos que lembram clássicos modernos como The Legend of Zelda: Breath of the Wild e a franquia Final Fantasy, sem deixar de buscar sua própria identidade.
Logo nos primeiros minutos, o jogo me impressionou pela direção de arte. Os cenários são amplos e convidam o jogador à exploração, enquanto o design dos personagens e a trilha sonora ajudam a criar uma atmosfera de fantasia que prende a atenção desde a introdução. Embora a versão atual ainda apresente problemas de otimização (especialmente em computadores mais modestos), o potencial visual do projeto já fica evidente.
A narrativa também chama a atenção. O universo de Second Stone gira em torno de um antigo mito envolvendo duas pedras lendárias ligadas ao amanhecer e ao anoitecer, artefatos que desapareceram há séculos. O protagonista inicia sua jornada em busca de seu espírito guardião, embarcando em uma aventura cercada por mistérios, criaturas mágicas e segredos espalhados pelo mundo (e a animação feita para explicar essa história está incrível).
Um dos maiores destaques está no sistema de progressão. Ao longo da exploração, o jogador encontra as chamadas Mana Stones, que são gemas elementais que podem ser encaixadas em armas, armaduras e equipamentos especiais. Cada pedra oferece atributos diferentes e desbloqueia novas habilidades mágicas, permitindo criar combinações bem variadas e adaptar o personagem ao estilo de jogo de cada pessoa. Além disso, é possível fundir pedras para fortalecê-las, ampliando ainda mais as possibilidades de personalização.
A exploração recompensa constantemente a curiosidade. Barris, caixas e cristais escondem moedas, itens, relíquias e materiais de melhoria, enquanto o mapa reserva áreas secretas, pontos de viagem rápida e diversos inimigos, o que torna o jogo um prato cheio pra quem gosta de vasculhar cada centímetro dos mapas dos jogos. O jogo ainda inclui um sistema de cartas chamado Mana Clash, oferecendo uma atividade paralela para quem gosta de estratégia e colecionáveis (assim como eu).
O combate acontece em tempo real, utilizando ataques físicos, esquivas, bloqueios e magias elementais. Conforme novos equipamentos são obtidos, o personagem ganha acesso a diferentes combinações de atributos, incentivando o jogador a experimentar algumas builds variadas. O primeiro chefe encontrado já demonstra que o desafio será significativo, exigindo domínio das mecânicas e preparação adequada antes da batalha.
Mesmo em seu estágio atual de desenvolvimento, Second Stone: The Legend of the Hidden World demonstra possuir uma base bastante sólida. A mistura entre exploração, progressão profunda, combate dinâmico e uma ambientação envolvente faz do projeto uma opção promissora para quem procura um RPG de fantasia inspirado em grandes clássicos do gênero, mas com espaço para construir sua própria identidade.
Se os desenvolvedores conseguirem refinar a otimização e manter a qualidade apresentada nesta versão, Second Stone tem potencial para se tornar uma excelente surpresa entre os RPGs independentes dos próximos anos, e se tornar um dos favoritos dos jogadores.
E você, pretende dar uma chance ao jogo, quando for lançado oficialmente?
Abaixo, a primeira live que fiz mostrando a primeira build do jogo:
A edição de 2026 da RetroCon foi bem intensa e, em alguns momentos, inusitada. Os atores originais dos primeiros jogos de Mortal Kombat vieram, assim como o criador dos designs de Diddy Kong e Battletoads, da mesma forma que André Santi, Daniel Pinheiro e Rik Editor retornaram para apresentar gincanas divertidas nos palcos.
Á primeira vista, a Retrocon tem o formato clássico de eventos de colecionismo de jogos antigos, parecido com os que ocorrem nos Estados Unidos e Japão, e tem boa variedade de estandes de vendas e exposições. Lá dentro do Expo Transamerica, os pavilhões estiveram lotados de produtos variados, sejam vintage ou modernos, além de espaços para meet&greet com os artistas internacionais, e também filas para autógrafos e fotos com streamers.
Os visitantes chegavam no evento e recebiam ao entrar, após pegar o crachá de visitante, um suco da marca Tial (patrocinadora do evento, e que está com embalagens em aprceria com Minecraft). No pavilhão de entrada, já podiam ser encontrados estandes de jogos indies (lançamentos) em mídia física (Metal Canary e Infinitevania), e também cardgames (Odisséia, jogo feito por desenvolvedores da baixada santista).
Ainda no mesmo pavilhão, havia o estande de sacolas surpresa da Piticas, um palco de palestrantes, a praça de alimentação, e algumas lojinhas de produtos retrô (a presença ilustre de Busa Filmes, Bazani Store e da locadora do Charada, com filmes em VHS, DVD e Bluray sendo a alegria dos cinéfilos).
Já no segundo pavilhão, haviam áreas de gameplay gratuito à vontade, com máquinas de fliperama, videogames antigos ligados á televisões de tubo, enormes estandes das lojas de games (Mr Games, Pereira Games, Bumber 1, dentre outras), área de Meet&Greet, a loja da Nerd Ao Cubo com promoções imperdíveis (e alguns itens raros a preços muito baixos), e até mesmo um estande especial do ator, dublador e desenhista KevBayliss, que fez o redesign de Donkey Kong, Diddy Kong, além de criar designs clássicos de Battletoads, e vários jogos da Rare nos temposd áureos de parceria com a Nintendo.
Vale lembrar que haviam também lançamentos, como o novo livro do nosso querido Velberan, e a demo exclusiva do jogo em desenvolvimento do Capitão Ninja, do Marcelo Cassaro (Holy Avenger, O Pequeno Ninja, Kim e Hakai, dentre outros). A Wizard Idiomas também marcou presença pelo evento.
Havia também a presença da ONG AbleGamers Brazil, que faz doação de controles especiais para pessoas com deficiência física, e que fazem um ótimo trabalho de inclusão há quase uma década no Brasil.
A Warpzone, A Casa do Videogame e a Mr Games, novamente unidas para organizar um belíssimo encontro de retrogamers, em um ambiente agradável e divertido. E que venham mais edições do evento nos próximos anos!
Com direção de Renny Harlin (“Duro de Matar 2”, “Os Estranhos”), o filme acompanha o desespero que toma conta da tripulação e dos passageiros de um voo que parte de Los Angeles com destino a Xangai. Quando um incidente ocorre no compartimento de carga, a aeronave vira palco de uma luta pela sobrevivência quando cai no meio do oceano.
Os sobreviventes, que já precisam lidar com as consequências do acidente e as perdas irremediáveis, descobrem um novo pesadelo: as águas onde caíram são habitadas por tubarões famintos por sangue que não vão poupar ninguém. Agora, a única saída para o grupo é superar suas diferenças e se unir em busca de escapar vivo da situação.
No elenco, estão incluídos nomes como Ben Kingsley (“A Lista de Schindler”), Aaron Eckhart (“Batman: O Cavaleiro das Trevas”), Molly Belle Wright (“Mistletoe Ranch”), Elijah Tamati (“Holy Days”), Wenhan Li (“Quase Amor”), Simei Zhao (“Behind the Scenes”) e Angus Sampson (“O Poder e a Lei”).
Entregando Mais Que o Prometido
O filme tem uma boa vantagem, ao escolher Aaron Eckhart e Ben Kingsley para contracenarem como piloto e co-piloto, com boa profundidade mostrada em breves e sutis momentos desde o início. Mesmo com um título genérico e um tema que se tornou clichê nos anos 90 e 2000 (acidentes de avião e sobrevivência), o roteiro e a escolha de elenco transformam este em um ótimo filme, que prende atenção do início ao fim.
Até mesmo os atores mirins que fazem os meio irmãos Finn e Cora traem bastante intensidade em vários momentos, com emoções bem executadas. A trilha sonora , que em alguns momentos conta até com Ben Kinsgley cantando Frank Sinatra em um karaokê ou accapela, por exemplo, consegue ser um elemento leve e conciso.
O perigo sempre á espreita
Como era de se esperar, o filme usa a fórmula clássica de dois tipos distintos de filme, sendo um o "Disaster Movie" (acidente de avião) e o perigo dos tubarões (que foi bem forte a partir de JAWS, de Steven Spielberg, e se repetiu exaustivamente por algumas décadas), mas feito com sabedoria e maestria, dando um belo toque de suspense.
Alguns personagens mereciam um tempinho a mais de tela, mas ainda assim, tudo que foi entregue nas cenas, foi suficiente para dar angústia, torcida por alguns, comemoração em outros. O filme lida bastante com as idéias de culpa e arrependimento, na maioria das experiências pessoais, podendo dar muito mais contexto do que diálogos enormes.
Veredito Final
Muito suspense, tubarões e motores pegando fogo, este filme tem um bom ritmo e é ótimo ver na telona do cinema, além de te fazer pensar muitas vezes antes de pegar um avião, e principalmente lhe traz uma mensagem importantíssima: JAMAIS leve power bank na sua mala!
Com distribuição Diamond Films, a maior distribuidora independente da América Latina, o aflitivo ÁGUAS MORTAIS estreia nacionalmente em 23 de julho.
Mesmo nos diass atuais, muita gente ainda acredita que tokusatsus são programas infantis.
Hoje, trago algo que quebra um pouco aquela imagem de que "tokusatsu é só para crianças". Nas décadas de 70, 80 e 90, principalmente, roteiristas como Shozo Uehara, Hirohisa Soda e Toshiki Inoue tratavam assuntos surpreendentemente pesados.
1. Jetman (1991): o Super Sentai que parecia uma novela para adultos
Muitos fãs consideram Jetman o Super Sentai mais sombrio já produzido, e não é para menos.
Ele abordava: triângulo amoroso; ciúme; alcoolismo; desejo de vingança; morte permanente de personagens; relacionamento tóxico.
O caso mais famoso acontece no final: Depois de salvar o planeta, Gai Yuki (Black Condor) é esfaqueado por um assaltante comum. Não é um monstro, nem é o vilão. É simplesmente um criminoso qualquer.
Ele morre silenciosamente sentado em um banco de praça enquanto observa o casamento dos amigos.
Para um programa infantil de domingo de manhã, foi um final completamente inesperado.
2. Ultraseven teve episódios censurados
Existe um episódio real que foi retirado de circulação: O episódio 12, conhecido como "From Another Planet with Love", apresentava alienígenas afetados por radiação, com cicatrizes semelhantes às provocadas pelas bombas atômicas.
Após críticas por lembrar vítimas de Hiroshima e Nagasaki, o episódio foi removido das reprises e permaneceu décadas sem ser exibido oficialmente.
É um dos casos mais famosos de censura da história do tokusatsu.
3. Kamen Rider Black começa com um experimento humano
Muita gente esquece porque assistiu quando criança, mas a premissa de Black é extremamente pesada.
Kotaro Minami (Issamu MInami, no Brasil) é sequestrado; operado contra sua vontade; transformado em um ciborgue; destinado a virar o líder da organização Gorgom.
Ou seja, o herói inteiro nasce de uma experiência de mutilação humana!!!
Essa origem vem diretamente do Kamen Rider original de 1971, que tinha uma pegada muito inspirada em filmes de horror e ficção científica da época.
4. Metalder fala sobre a Segunda Guerra Mundial
Pouca gente percebe isso, pra ser bem sincero. Metalder foi criado durante a Segunda Guerra Mundial, pois seu criador queria construir um "soldado perfeito". Depois da guerra ele fica adormecido por décadas e desperta em um mundo completamente diferente.
É praticamente uma reflexão sobre militarização, consequências da guerra e até "humanidade versus máquinas".
5. Jaspion tem episódios mais tristes do que muita gente lembra
Jaspion costuma ser lembrado pelo humor, mas alguns episódios são surpreendentemente pesados.
Por exemplo: crianças órfãs; pessoas sacrificando a própria vida para salvar outras; monstros que na verdade são vítimas; Edin morrendo diante do próprio filho adotivo; o planeta inteiro quase sendo transformado em um mundo dominado pelos monstros.
O clima dos episódios finais muda bastante em relação ao início da série.
6. Changeman fala sobre genocídio
O Império Gozma não quer apenas conquistar planetas, ele extermina civilizações inteiras. Logo no começo da série, é dito que centenas de planetas já foram destruídos pelo império.
Para uma produção infantil, isso estabelece uma escala de ameaça enorme!
7. Flashman tem um dos finais mais cruéis dos Sentais
Os cinco heróis finalmente encontram a Terra (seu planeta de origem), depois de terem sido sequestrado quando bebês, e sido treinados por seus sequestadores (agora "pais adotivos") em um sitema solar distante. Mas descobrem que seus corpos não conseguem permanecer no planeta por causa da chamada "reação anti-Flash". Com isso, eles são obrigados a abandonar seus familiares logo depois de reencontrá-los.
Não existe solução milagrosa, eles simplesmente vão embora, para não pederem a vida. Até hoje é considerado um dos finais mais melancólicos da franquia.
8. Liveman começa com uma traição
O primeiro episódio já mostra algo raro.
Dois colegas de faculdade dos protagonistas: assassinam amigos; traem toda a equipe; unem-se ao vilão em troca de conhecimento científico.
Não é "lavagem cerebral", eles escolhem fazer isso!
Essa ambiguidade moral era incomum para programas infantis.
9. Ultraman frequentemente trata monstros como vítimas
Um tema recorrente da franquia Ultra é mostrar que nem todo kaiju é mau.
Muitos perderam seu habitat; sofreram experiências humanas; foram contaminados; apenas estavam tentando sobreviver.
Em vários episódios, a vitória do herói é apresentada como uma tragédia, e não como um triunfo. Isso levou a série a discutir temas como destruição ambiental, avanço tecnológico e responsabilidade humana muito antes de esses assuntos se tornarem comuns na TV infantil.
10. Existia uma regra: nem todo final precisava ser feliz
Hoje é comum que séries infantis encerrem cada episódio com uma lição positiva, ao estilo que He-Man fazia nos finais de episódios nos anos 80. Só que nos tokusatsus dos anos 70 e 80 era diferente.
Era relativamente comum terminar um episódio com: alguém morrendo; uma família destruída; um personagem não conseguindo realizar seu sonho; um monstro sendo morto apesar de ser inocente; um herói incapaz de salvar todos.
Essa abordagem refletia uma influência maior da ficção científica e do drama japoneses da época, em vez de seguir a estrutura mais otimista de muitos programas infantis ocidentais.
Uma curiosidade pouco conhecida sobre Jaspion
Existe uma história verdadeira (bem diferente da lenda do "episódio proibido"). Um roteiro para um episódio de Jaspion chegou a ser desenvolvido por Shigemitsu Taguchi, roteirista ligado à franquia Ultraman, mas acabou não sendo produzido. Segundo relatos de bastidores, a proposta teria uma atmosfera mais próxima das séries Ultra, com um tom mais contemplativo e dramático. Isso alimentou por anos especulações entre fãs sobre "o episódio perdido", embora esse episódio nunca tenha sido filmado.
Ao contrário do que muitos pensam, "Your Love" não é baseada em uma história real. A personagem "Josie" foi totalmente inventada pelo guitarrista John Spinks, que compôs a música junto com o vocalista Tony Lewis em apenas 20 minutos na varanda de um apartamento
A Origem e o Processo Criativo
A letra foi escrita de forma despretensiosa por John Spinks, que apenas queria capturar a intensidade e a urgência de um relacionamento fugaz. A famosa personagem "Josie" não existiu na vida real.
Originalmente, a música foi pensada com um arranjo mais leve e suave. No entanto, durante a produção do álbum de estreia da banda, o produtor William Wittman encorajou o trio a adotar uma pegada mais voltada para o hard rock, o que resultou na sonoridade enérgica que se tornou a marca registrada da canção.
O Significado da Letra
Embora tenha um ritmo contagiante, a letra de Your Love carrega um conflito moral. O protagonista da história aborda o interesse por outra mulher enquanto sua parceira (Josie) está de férias ou distante.
A música expõe insegurança, carência e uma certa dose de traição ou desejo enganoso, ilustrada no famoso refrão:
- "I just wanna use your love tonight, I don't wanna lose your love tonight" (Só quero usar o seu amor esta noite, não quero perder o seu amor esta noite).
Isso demonstra um conflito interno do protagonista, que busca um conforto imediato e físico com outra pessoa, mas teme perder o vínculo emocional principal que possui.
Mas há uma teoria de que Josie seria a irmã mais nova do vocalista, e ele está afim da amiga menor de idade, enquanto ele é maior, mas, é apenas loucura da internet.
Essa teoria perturbadora é um mito da internet que surgiu da má interpretação (e de uma "tradução mental" equivocada) de uma única linha da música, combinada com piadas da cultura pop.
As principais razões que alimentaram esse boato na internet incluem:
1. O verso "You know I like my girls a little bit older"
O maior culpado pela confusão é o verso: "You know I like my girls a little bit older" (Você sabe que eu prefiro garotas um pouco mais velhas).
O erro de interpretação: Algumas pessoas associaram essa frase ao fato de que, se o cantor gosta de garotas "mais velhas", a garota com quem ele está conversando seria muito jovem (uma menor de idade) e ele estaria tentando se justificar.
O significado real: Na verdade, o eu-lírico (o personagem da música) é quem é um jovem rapaz. Ao dizer que gosta de mulheres "um pouco mais velhas", ele está elogiando a maturidade da amiga de Josie, tentando seduzi-la ao sugerir que ela é madura e atraente o suficiente para ele.
2. A paródia do Saturday Night Live (SNL)
O boato de que Josie seria a irmã mais nova ganhou muita força nos Estados Unidos após uma famosa esquete cômica do programa Saturday Night Live em 2013.
Na paródia, o ator Josh Hutcherson interpreta o irmão mais novo de Josie. Ele usa as falas exatas da música para tentar seduzir uma amiga de sua irmã mais velha que foi visitá-lo.
Como a esquete viralizou, muitas pessoas que não conheciam o contexto original da composição passaram a acreditar que a dinâmica de "irmão mais novo/amiga da irmã" era a história oficial por trás da letra.
3. O "telefone sem fio" das redes sociais
Em plataformas como o TikTok e fóruns do Reddit, vídeos de curiosidades musicais frequentemente distorcem os fatos para gerar cliques. O rumor de que Josie seria a irmã viajou pela internet e foi distorcido no Brasil: a história mudou de "irmão mais novo tentando pegar a amiga mais velha da irmã" para a versão inversa e problemática de um "homem mais velho tentando pegar a amiga menor de idade da irmã".
O Fato Consumado
O vocalista Tony Lewis e o compositor John Spinks (que tinha cerca de 30 anos quando escreveu o hit) sempre deixaram claro que Josie é uma namorada fictícia que viajou, e o protagonista é apenas um jovem comum passando por uma tentação de fidelidade típica da juventude. Não há qualquer subtexto de menor de idade ou parentesco familiar na composição original.
Existem filmes que tentam emocionar através de grandes reviravoltas, discursos impactantes ou tragédias pesadas. Corações Jovens segue pelo caminho oposto. O longa belga dirigido por Anthony Schatteman encontra sua força justamente na simplicidade.
A história acompanha Elias, um garoto que começa a descobrir sentimentos que nunca havia experimentado antes quando conhece Alexander. A partir daí, o filme constrói uma narrativa sobre primeiro amor, inseguranças e autodescoberta sem transformar isso em um grande drama. Tudo acontece de forma muito natural, quase como uma lembrança de adolescência que poderia pertencer a qualquer pessoa.
O que mais me chamou atenção foi a forma como o diretor confia nos seus personagens. Há muitos momentos em que o filme prefere um olhar, um silêncio ou uma expressão tímida em vez de explicar tudo ao espectador. Essa escolha dá autenticidade à história e faz com que as emoções pareçam reais. Lou Goossens e Marius De Saeger entregam atuações extremamente sinceras, sem exageros ou artificialidade.
Outro ponto forte é a atmosfera. A pequena vila onde a trama acontece transmite uma sensação de conforto, reforçada pela trilha sonora delicada de Ruben De Gheselle. É aquele tipo de filme que parece abraçar o espectador em vez de tentar chocá-lo.
Ao mesmo tempo, entendo algumas das críticas que a produção recebeu. Em determinados momentos, a história parece idealizada demais. Alguns conflitos familiares e sociais são resolvidos de maneira tão tranquila que podem soar otimistas além da conta. Dependendo da experiência de vida de cada espectador, isso pode passar uma sensação de conto de fadas.
Também não é um filme que reinventa o gênero coming-of-age. Quem já assistiu muitas histórias sobre amadurecimento e primeiro amor provavelmente reconhecerá vários elementos familiares. Além disso, o ritmo é bastante contemplativo e pode parecer lento para quem prefere narrativas mais movimentadas. Mesmo assim, saí da sessão com uma impressão positiva. Em uma época em que tantas histórias sobre jovens LGBTQIA+ acabam focando exclusivamente na dor, no preconceito ou na tragédia, Corações Jovens escolhe falar sobre afeto, descoberta e esperança. Talvez não seja um filme revolucionário, mas é um filme necessário.
No fim das contas, Corações Jovens não tenta mudar o mundo. Ele apenas lembra que o primeiro amor, com todas as suas dúvidas e inseguranças, pode ser uma experiência bonita. E às vezes isso já é suficiente.
Steven Spielberg passou décadas ajudando o cinema a construir nossa imagem dos extraterrestres. De "Contatos Imediatos do Terceiro Grau" a "E.T.", ele sempre preferiu o fascínio ao medo. Em "Dia D", o diretor retorna a esse território familiar, mas agora através de uma história que mistura conspiração, memória perdida, política e uma pergunta capaz de mudar a humanidade para sempre: o que aconteceria se a verdade sobre a vida extraterrestre fosse finalmente revelada ao mundo?
A trama acompanha dois personagens cujas vidas parecem não ter ligação alguma: uma repórter responsável pela previsão do tempo em uma cidade do Kansas e um hacker que trabalha para uma empresa associada à defesa nacional dos Estados Unidos. Aos poucos, ambos descobrem que compartilham um passado em comum e que suas histórias estão ligadas a um segredo guardado há décadas.
Spielberg conduz essa jornada como poucos diretores conseguem fazer. Existe um forte senso de maravilhamento em cada descoberta, ao mesmo tempo em que a narrativa mantém um clima constante de mistério e perseguição. Em vários momentos, o filme lembra um herdeiro espiritual de "Contatos Imediatos" e "E.T.", não por compartilhar personagens ou acontecimentos, mas pelo mesmo olhar curioso e quase infantil diante do desconhecido.
Nem tudo funciona perfeitamente. Alguns efeitos visuais impressionam, mas em determinadas cenas a computação gráfica se aproxima do chamado vale da estranheza, causando um leve desconforto visual que destoa do restante da produção. Felizmente, são momentos pontuais em um filme visualmente bastante competente.
O aspecto mais interessante da obra talvez esteja nas discussões que ela provoca. O roteiro brinca com diferentes interpretações científicas, filosóficas e religiosas sobre a existência de vida extraterrestre. Para alguns personagens, a revelação representaria o colapso de antigas certezas. Para outros, seria apenas mais uma peça de um universo muito maior do que imaginamos.
A tensão criada em torno da possibilidade de décadas de documentos, registros e evidências serem exibidos ao vivo para toda a humanidade é o combustível que move a narrativa. E é justamente aí que Spielberg encontra seu tema favorito: não os alienígenas em si, mas a reação humana diante do impossível.
"Dia D" talvez não esteja entre os trabalhos mais revolucionários de sua carreira, mas prova que Spielberg continua dominando uma habilidade rara no cinema moderno: fazer o público sair da sala olhando para o céu e se perguntando se estamos realmente sozinhos.
Veredito: Um thriller de ficção científica com alma de aventura clássica, que mistura conspiração, emoção e questionamentos existenciais em uma história que parece conversar diretamente com os grandes sucessos extraterrestres da carreira de Spielberg.
O dono de um canil, lutando contra a ansiedade climática, se apaixona por uma atendente de serviço ao cliente por telefone. Em meio a um desastre natural, ele embarca em uma jornada romântica, bilíngue e aventureira para encontrá-la.
Quando o Fim do Mundo é Menos Assustador Que a Solidão
Existem filmes que você assiste pela história. Outros, pelos personagens. E existem aqueles que dependem completamente do estado de espírito de quem está assistindo. "Amor Apocalipse" pertence à terceira categoria.
A trama acompanha Adam, um homem extremamente sensível, consumido por ansiedade, inseguranças e preocupações existenciais. Dono de um canil, ele vive preso em uma rotina melancólica, incapaz de se conectar verdadeiramente com o pai ou de impor limites às pessoas ao seu redor. Sua vida começa a mudar quando uma simples ligação para o suporte técnico de uma lâmpada terapêutica o coloca em contato com Tina, uma atendente cuja voz parece oferecer exatamente aquilo que ele não consegue encontrar sozinho: conforto.
É importante deixar uma coisa clara para quem pretende assistir: apesar de ser divulgado como uma comédia romântica, o filme funciona muito mais como um drama romântico com pequenas doses de humor.
A primeira meia hora pode ser um desafio para alguns espectadores. O ritmo é lento, a trilha sonora é quase inexistente e a narrativa mergulha de cabeça nas angústias de Adam. A ansiedade do personagem é tão presente que, em alguns momentos, chega a ser desconfortável acompanhar seus pensamentos e sua forma de enxergar o mundo.
Mas é justamente quando Tina entra na história que o filme começa a respirar.
O encontro dos dois não transforma a narrativa em uma aventura romântica convencional, mas acrescenta leveza suficiente para equilibrar o peso emocional que dominava a trama até então. A partir desse ponto, o filme encontra um ritmo mais agradável, alternando momentos delicados de romance com pequenas situações inesperadas.
Algumas das melhores cenas surgem justamente desses desvios de rota: uma visita a um vendedor de maconha que quase termina em prisão, uma pequena vingança contra um antigo desafeto ou situações embaraçosas que revelam mais sobre os personagens do que longos diálogos seriam capazes de mostrar.
Quem procura grandes reviravoltas ou revelações chocantes talvez não encontre o que deseja aqui. "Amor Apocalipse" é um filme de observação. Ele está mais interessado em acompanhar pessoas tentando lidar com suas fragilidades do que em surpreender o público a cada quinze minutos.
Talvez sua maior qualidade seja justamente essa honestidade. O longa entende que nem toda história de amor nasce de gestos grandiosos. Às vezes ela surge no meio de um dia ruim, durante uma conversa inesperada, quando alguém aparece exatamente no momento em que você mais precisava ouvir uma voz amiga.
Não é um filme para todos os públicos. Mas quem aprecia dramas intimistas, romances discretos e personagens emocionalmente complexos pode encontrar aqui uma experiência bastante recompensadora.
No fim das contas, "Amor Apocalipse" fala menos sobre o fim do mundo e mais sobre algo muito mais assustador para muita gente: a sensação de enfrentar a vida sozinho.
A Comédia Trágica da Vida de Quem Faz Música. Rick é um cantor de casamentos que já sonhou alto. Danny é um ex-astro de boy band que viu a fama passar rápido demais. Quando os dois se encontram por acaso e acabam improvisando uma música durante uma jam session madrugada adentro, nasce uma amizade improvável. Mas tudo muda quando uma composição criada naquele encontro se transforma em um grande sucesso — e apenas um deles recebe os créditos.
Se você é músico, provavelmente vai se identificar com pelo menos uma parte dessa história.
Paul Rudd interpreta Rick Powers, um músico talentoso que vive tocando em casamentos enquanto guarda a frustração de nunca ter alcançado o sucesso que imaginou para sua carreira. Do outro lado está Danny Wilson, vivido por Nick Jonas, um cantor que experimentou a fama muito jovem, mas que, ao contrário de seus antigos colegas de banda, não conseguiu manter o mesmo nível de reconhecimento em carreira solo.
O interessante é que o filme não trata nenhum dos dois como herói ou vilão. Ambos carregam inseguranças, arrependimentos e sonhos que ficaram pelo caminho. E talvez seja justamente isso que faça a história funcionar tão bem.
Quando a Ficção Parece Real Demais
Uma das coisas que mais chamam atenção em "Hit Para Dois" é como ele retrata uma realidade conhecida por praticamente qualquer artista independente.
A maioria dos músicos nunca terá a oportunidade de tocar para multidões. Muitos passam anos compondo, ensaiando, gravando e divulgando suas músicas sem conseguir alcançar o público certo. Talento, infelizmente, nem sempre é suficiente.
Por isso, mesmo trabalhando dentro de uma trama relativamente simples, o filme acerta ao mostrar as frustrações, expectativas e até a inveja que podem surgir quando o sucesso bate à porta de alguém próximo.
Curiosamente, as músicas originais do longa foram compostas pelo próprio diretor e se misturam a clássicos do rock ao longo da narrativa, ajudando a construir a identidade musical do filme sem parecer forçado.
Um Conflito Que Poderia Ser Resolvido Com Uma Conversa
É impossível assistir sem pensar que boa parte dos problemas da trama poderia ter sido resolvida com uma conversa honesta.
Mas a vida real também é assim.
Muitas vezes, pequenas omissões, decisões impulsivas ou conselhos errados acabam gerando consequências muito maiores do que deveriam. O filme entende isso e explora essa ideia de forma natural, sem precisar recorrer a grandes reviravoltas ou exageros dramáticos.
Simples, Mas Eficiente
"Hit Para Dois" não tenta reinventar a roda.
Seu maior mérito está justamente em saber o que quer ser: uma comédia dramática leve, fácil de acompanhar e que funciona muito bem graças à química entre Paul Rudd e Nick Jonas.
Em vários momentos, o filme lembra produções como "Letra e Música", principalmente pela mistura entre humor, música e personagens tentando encontrar seu lugar em um mercado extremamente competitivo.
Também é curioso observar como Nick Jonas parece brincar com aspectos da própria trajetória artística, enquanto Paul Rudd entrega um personagem que precisa amadurecer justamente quando acredita já ter aprendido tudo sobre a vida.
Veredito
"Hit Para Dois" é daqueles filmes confortáveis de assistir. Não é uma obra revolucionária nem pretende ser. Em vez disso, entrega uma história sincera sobre amizade, ego, reconhecimento e as voltas inesperadas que a vida dá.
Para músicos, compositores e qualquer pessoa que já tenha sonhado em viver de arte, a identificação é quase inevitável.
Uma boa mistura de comédia e drama, com personagens carismáticos, uma trilha sonora competente e uma mensagem otimista sem cair no sentimentalismo exagerado. Um daqueles raros filmes que conseguem mostrar as dificuldades da vida artística sem perder a leveza.
Criada como um longo comercial televisivo de 22 minutos de duração, e exibida entre 1983 à 1985, a série de animação He-Man e os Mestres do Universo desenvolvida pelo estúdio Filmation em parceria com a gigante dos brinquedos Mattel, nasceu com o simples objetivo de dar suporte narrativo, ao que viria ser, uma das franquias de brinquedos mais populares dos anos 1980.
Como uma delicada carta de amor à série e seus personagens, o projeto de Travis Knight(Kubo e as Cordas Mágicas - 2015, e Bumblebee - 2018), busca revisitar as origens de He-Man, dos Mestres do Universo e do maligno Esqueleto, levando o espectador por uma nova jornada através das terras mágicas de Eternia, rica em detalhes e repleta de fan service.
A produção de 2026, lançada em 4 de junho, dá continuidade à estratégia adotada pela Mattel em Barbie (2023): transformar suas propriedades intelectuais em narrativas mais humanas e densas, aprofundando seus personagens e fortalecendo a conexão emocional com o público.
(Foto: Sony Pictures Entertaiment/Divulgação)
O longa acompanha o jovem e atrapalhado príncipe Adam(Nicholas Galitzine), herdeiro do trono de Eternia, que, após uma invasão devastadora causada pelas hordas de demônios de Esqueleto, é enviado com urgência pela Feiticeira(Morena Baccarin), para a realidade do planeta Terra ao lado da Espada do Poder, objeto que guarda todo o poder do reino. Forçado a deixar sua vida para trás, ele se torna a última esperança de salvação para seu povo.
Quase vinte anos depois, Adam vive como um adulto deslocado e sem perspectivas, em busca do artefato mágico, perdido ainda na infância. Dividindo um apartamento em meio a cidade e agora profissional de Recursos Humanos, evitando conflitos e preferindo o diálogo (uma clara menção as lições de moral que encerravam os episódios da série original).
Seu retorno a Eternia, porém, o coloca diante da missão de recuperar seu poder e restaurar a ordem em um reino devastado pelo caos e pela destruição semeados por Esqueleto.
(Foto: Sony Pictures Entertaiment/Divulgação)
Praticamente nada do visual original dos personagens foi alterado, algo perceptível desde os primeiros minutos. Um ponto importante a se destacar, porém, é a mudança na forma como Eternia e seus habitantes são retratados.
Aqui, o diretor opta por aprofundar seus personagens, afastando-os do simples conceito de eterna guerra entre bem e mal, que caracterizava a série original, e inserindo-os em conflitos mais complexos, envolvendo temas como alcoolismo, abandono, fuga e relacionamentos abusivos.
Longe de ser um aspecto negativo, essa abordagem acrescenta uma camada extra de profundidade e contexto à narrativa, tornando seus personagens mais humanos e suas motivações mais compreensíveis.
(Foto: Sony Pictures Entertaiment/Divulgação)
O desenvolvimento da trama é um dos pontos fortes da produção. O longa mantém um ritmo consistente e dosado, equilibrando ação, humor e drama sem se alongar além do necessário. Não há pancadarias enfadonhas, nem momentos melodramáticos em demasia quebrando a experiência.
Cada elemento introduzido pela narrativa recebe atenção adequada e encontra uma resolução satisfatória. Simples, direto e eficiente, sem espaço para pontas soltas no roteiro.
(Foto: Luiz Rodrigues/Jam Station)
Provando mais uma vez que é muito mais do que um rostinho bonito esculpido em uma montanha de músculos, Nicholas Galitzine (Vermelho, Branco e Sangue Azul - 2019) entrega um personagem surpreendentemente rico, transitando com naturalidade entre situações contrastantes e nuances emocionais distintas.
O resultado vai muito além da caricatura do brutamontes de tanguinha e peruca chanel que marcou o imaginário popular ao longo dos anos cantando What's Going On do 4 Non Blonds com um fundo psicodélico.
Adam não é um personagem excessivamente sério, mas também não se transforma em uma máquina de piadas (Oi, Thor) fora de contexto apenas para arrancar risadas da plateia. O equilíbrio entre humor e drama é um dos pontos fortes da interpretação.
Já Jared Leto (Tron: Ares - 2025), mesmo oculto sob o pesado trabalho de CGI aplicado ao personagem durante a pós-produção, ainda encontra espaço para brilhar com um eficiente trabalho de captura de movimentos apresentado no crânio de Esqueleto, e atuação vocal, ajudando a dar personalidade ao vilão.
(Foto: Sony Pictures Entertaiment/Divulgação)
Se distanciando de tendências recentes em direção de arte e fotografia, o longa não adere a paletas desbotadas e ambientação excessivamente escura e com pouca iluminação, característica presente em muitas produções atuais. Pelo contrário, Eternia surge como um universo vibrante e repleto de detalhes, com biomas que se diferenciam a cada novo cenário, esbanjando cores e uma iluminação rica e cuidadosamente trabalhada.
A fotografia merece uma menção honrosa, sendo uma das grandes responsáveis por integrar efeitos práticos e CGI em uma fusão tão eficiente que, em diversos momentos, torna-se difícil distinguir onde termina o cenário físico e onde começa a computação gráfica.
(Foto: Sony Pictures Entertaiment/Divulgação)
Contando com nomes de peso como o compositor Daniel Pemberton(Devoradores de Estrela – 2026 e Os Caras Malvados – 2025), colaborações de Brian May, guitarrista do Queen, e uma música-tema composta e interpretada pela banda The Darkness, "Masters of the Universe", a trilha sonora traz temas nostálgicos fortemente inspirados no pop rock e no synth pop dos anos 80, inseridos de forma orgânica entre as cenas, sem parecerem forçados ou colocados ali apenas para preencher espaço.
Mestres do Universo chega aos cinemas como uma tentativa bem-sucedida de revitalizar um clássico da década de 80 de forma leve e acessível.
O longa entrega um bolo robusto: recheado de nostalgia e referências para os fãs de longa data, mas também decorado com elementos capazes de atrair um público mais jovem ou aqueles que jamais tiveram contato com a série animada ou com a linha de brinquedos da Mattel.
O resultado é uma aventura despretensiosa, brega (no bom sentido) e que ri de si mesma, funcionando tanto para quem cresceu assistindo ao cartoon, quanto para quem procura apenas um filme divertido e visualmente interessante para toda a família.
Mestres do Universo (Masters of the Universe) 04 de Junho de 2026 - 140 Minutos - Amazon MGM Studios / Sony Pictures Entertainment
País: EUA Gênero: Espada e Feitiçaria, Ação, Fantasia Direção: Travis Knight Roteiro: Chris Butler, Irmãos Nee, Alex Litvak, Michael Finch Elenco: Nicholas Galitzine, Camila Mendes, Idris Elba, Jared Leto