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sexta-feira, 8 de maio de 2020

Universo de Filmes Animados DC: Os Novos 52 do melhor ao pior


A DC manda bem em suas animações desde sempre. Em 2007, foi iniciado o universo dos longas animados da DC, embora ela já fizesse longas desde mais de uma década antes.

Muitos filmes vieram, adaptando os mais diversos arcos dos quadrinhos, mas foi apenas em 2013 com Flashpoint que a DC iniciou uma linha temporal "principal". Eis que tal linha conhecida como Novos 52 encerrou esse ano com 16 filmes.

Decidi listar a franquia do melhor para o pior de acordo com as notas do IMDB e do Filmow. Segue:


IMDB


  • 01. Liga da Justiça Sombria: Guerra de Apokolips (2020) - IMDB: 8,2/10

  • 02. Liga da Justiça: Ponto de Ignição (2013) - IMDB: 8,1/10

  • 03. Constantine: Cidade dos Demônios (2018) - IMDB: 7,6/10

  • 04. A Morte Do Superman (2018) - IMDB: 7,3/10

  • 05. Liga da Justiça: Guerra (2014) - IMDB: 7,2/10

  • 06. Batman vs. Robin (2015) - IMDB: 7,1/10
  • 06. Liga da Justiça Sombria (2017) - IMDB: 7,1/10

  • 07. A Liga da Justiça e os Jovens Titãs (2016) - IMDB: 7,0/10
  • 07. Jovens Titãs: O Contrato de Judas (2017) - IMDB: 7,0/10
  • 07. Esquadrão Suicida: Acerto de Contas (2018) - IMDB: 7,0/10

  • 08. Batman: Silêncio (2019) - IMDB: 6,9/10

  • 09. Batman: Sangue Ruim (2016) - IMDB: 6,8/10
  • 09. Reino do Superman (2019) - IMDB: 6,8/10

  • 10. O Filho do Batman (2014) - IMDB: 6,7/10
  • 10. Liga da Justiça: Trono de Atlântida (2015) - IMDB: 6,7/10

  • 11. Mulher Maravilha: Linhagem de Sangue (2019) - IMDB: 5,8/10



FILMOW


  • 01. Liga da Justiça: Ponto de Ignição (2013) - Filmow: 4,2/5
  • 01. Liga da Justiça Sombria: Guerra de Apokolips (2020) - Filmow: 4,2/5

  • 02. A Morte Do Superman (2018) - Filmow: 3,9/5

  • 03. Constantine: Cidade dos Demônios (2018) - Filmow: 3,8/5

  • 04. Liga da Justiça: Guerra (2014) - Filmow: 3,7/5
  • 04. Batman vs. Robin (2015) - Filmow: 3,7/5
  • 04. Jovens Titãs: O Contrato de Judas (2017) - Filmow: 3,7/5

  • 05. Batman: Sangue Ruim (2016) - Filmow: 3,6/5
  • 05. Liga da Justiça Sombria (2017) - Filmow: 3,6/5
  • 05. Esquadrão Suicida: Acerto de Contas (2018) - Filmow: 3,6/5

  • 06. O Filho do Batman (2014) - Filmow: 3,5/5
  • 06. Liga da Justiça: Trono de Atlântida (2015) - Filmow: 3,5/5
  • 06. A Liga da Justiça e os Jovens Titãs (2016) - Filmow: 3,5/5
  • 06. Reino do Superman (2019) - Filmow: 3,5/5
  • 06. Batman: Silêncio (2019) - Filmow: 3,5/5

  • 07. Mulher Maravilha: Linhagem de Sangue (2019) - Filmow: 3,2/5


As animações diversas da DC continuam, mas a linha Novos 52 encerrou. Resta aguardar o futuro.

Confira também: Godzilla: Todos os filmes e séries da franquia do melhor ao pior
Confira também: Universo Cinematográfico Marvel: A Saga do Infinito do melhor para o pior

sábado, 22 de dezembro de 2018

Filmes de super-heróis de 2018 do melhor ao pior

ATENÇÃO: Essa é uma lista pessoal.


Inspirado após comentar no post do Carlos do blog Os Devaneios Cinéfilos (mais uma vez), decidi fazer meu próprio ranking dos filmes de super-heróis lançados em 2018. Mesmo não vendo todos, acabo conferindo a maioria, principalmente os lançamentos da Marvel e da DC nos cinemas e nas animações, que tenho o costume de acompanhar.

Já aviso que a lista a seguir pode render muitas concordâncias e, infelizmente, poucas discordâncias, mas suficientes. Aviso também que não achei nenhum filme realmente ruim. Até os mais fracos tiveram seus méritos. Se o princípio dos filmes são divertir e conseguem fazer isso, então já significa algo. Se tivessem outros objetivos e não tivessem cumprido, então teríamos um problema.

Segue a lista:

1 - Vingadores: Guerra Infinita 
Prometeram um "épico" e cumpriram. Não sabia muito o que esperar e tinha medo de ficar cansativo por ser longo, mas cada minuto é melhor que o anterior. Conseguiram amarrar bem as tramas e entregaram algo grandioso.




2 - Pantera Negra 
A maior surpresa do ano. Sei pouco do personagem nas hqs, mas me interessei pelo filme e gostei demais. O vilão também foi bem interessante, com propósitos convincentes (assim como de alguns outros da lista, como o de Aquaman e o de Vingadores).




3 - Os Incríveis 2 
Tão bom quanto o primeiro. Pena terem demorado muito pra lançarem. O clima, a história, os personagens, tudo muito bom.








4 - Gotham City 1889 - Um Conto de Batman 
Queria que a DC investisse mais nessas histórias alternativas. Não li a hq de origem, mas foi uma boa surpresa.






5 - Esquadrão Suicida: Acerto de Contas 
Apesar de achar que tentaram se pagar de adultões com violência, a animação do Esquadrão consegue empolgar e ainda tem uma boa surpresa no final. Não é melhor que Assalto ao Arkham, mas supera (e muito) ao filme com atores.




6 - Deadpool 2 
Não acho o personagem Deadpool do cinema tão divertido quanto nos quadrinhos, inclusive o vejo como uma versão distorcida do que deveria ser, mas os filmes em si agradam. Nessa continuação viajaram bastante. Não é melhor que o anterior, mas tá perto. Não que seja relevante.




7 - Aquaman 
Não consigo entender toda essa empolgação com o filme nem enxergar toda a grandiosidade que dizem ser. Achei um filme extremamente clichê, desnecessariamente longo, mas com um visual incrível e algumas cenas de brilhar os olhos, principalmente nas de ação, o que dá uns méritos pro longa. O primeiro ato é a melhor parte.



8 - Homem-Formiga e Vespa 
Gostei bastante do primeiro, mas a continuação achei ok. É divertido até certo ponto, mas também cansativo. Não tem aquela empolgação anterior.






9 - Lego Aquaman 
Esse ano a Lego DC decidiu lançar solos e Aquaman foi uma delas. A franquia continua parada no tempo sem inovar, mas foi bom dar uma diferenciada e se focar mais em certos personagens.





10 - Lego Flash 
Mesmo caso do Aquaman (sendo que o do Flash veio primeiro). Acrescento que as animações Lego DC são bem infantis, mas quem gosta de Lego e da DC pode se divertir bastante com elas.






11 - Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas 
Auto-paródia de uma auto-paródia. Dá pra rir, bacana e tal, alguns momentos memoráveis até, mas 'só'.







12 - Venom 
Já esperava algo diferente, clichê, sem novidades. Filme bem Sessão da Tarde. Distorceram tudo pra criar um genérico. Fora isso não é uma bomba toda. Deixou mais a desejar no vilão mesmo.




13 - Batman Ninja 
Tem tudo o que não se espera de uma história do Batman haha Mas achei divertido pra passar o tempo, mesmo deixando a desejar. O visual é interessante, mas o filme parece uma gameplay de videogame, até mesmo nos closes e nos diálogos.




Fico devendo a posição de A Morte do Superman, que não pretendo conferir no momento, assim como de alguns outros que não possuo muito interesse, como o novo crossover do Batman com Scooby-Doo e o Lego DC das Super Hero Girls.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Filme - Aquaman

Fala Galerinha linda!!

Hoje vim falar do trailer que vi e achei maravilho e me empolgou muito que foi o Aquaman, desde o primeiro poster lançado pela DC não dei muita bola, pois o poster era terrível parecia até uma imitações de um filme infantil, mas o ultimo trailer prendeu minha atenção, mas sabemos que a DC comimics é muito boa em fazer trailers e os filmes deixam muito a desejar. Na minha opinião um dos melhores filmes da DC è o filme da Mulher maravilha (eu particularmente não gosto muito das escolhas dos atores da DC, não por não serem bons, mas por característica física).
O trailer já começou contando a historia do nascimento do Aquaman que tem pais diferente, ele é filho da terra e do mar, e querem que ele tome o lugar que é de direito. Ele começa uma jornada com Mera e vai para Atlantis atras do instrumento mais poderoso, que em mãos erradas pode causar o caos.
A fotografia do filme está lindo, os efeitos visuais do fundo do mar tbm, achei que iria ficar bem ruim, mas superou minhas expectativas, efeitos sonoros, os animais marinhos , gostei muito, acho que a DC desta vez deu uma melhorada. O filme vai ter uma pitada de humor, que acho que vai ajudar muito o filme, ação e muita aventura para os fãs de Super heróis, vemos também algo que achamos que não teria, que é o uniforme clássico do Aquaman, eu pirei quando eu vi, era o que muitos fãs mais queriam ver, aposto!! A ansiedade para ver o filme é muito grande, espero que a Warner não tenha feito um filme ruim, como disse no inicio, os trailers são sempre incríveis, mas os filme ficam a desejar. agora é so aguardar, segue o link com trailer e tirem suas próprias conclusões.

Imagens: internet

Link: https://www.youtube.com/watch?v=NtoU4u2912I

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

[CRÍTICA] Liga da Justiça - O Esquadrão Suicida que deu certo


A DC iniciou tardiamente seu universo cinematográfico, mas logo quis apressar as coisas para chegar onde finalmente chegamos. Depois de filmes beirando o bom e o ruim, as expectativas estavam divididas com o tão esperado Liga da Justiça. Pois bem. Ao que parece os críticos estão falando mal do filme, mas o público aprovou. Mas ainda é cedo para definir.

O sucesso da Marvel é inegável e influenciou no resultado final da concorrente. Com as reclamações dos filmes serem considerados sérios e afins (o que não faz sentido nenhum isso ser um defeito), como em Homem de Aço e Batman vs Superman, e com a positividade do público em relação ao divertido em Esquadrão Suicida e ao aventureiro em Mulher-Maravilha, a DC começou a mudar seu rumo. E assim a Marvel dita o cinema.

Em suma, Liga da Justiça é um filme divertido, com cenas empolgantes, mas que poderia ter sido melhor. Com um clima inédito, o longa mistura aventura, drama e comédia. Ao longo da trama, somos introduzidos sem pressa aos personagens. Eles já existem nesse universo e no máximo algumas origens são citadas verbalmente, mas só. Pode parecer jogado pro público aceitar e seguir em frente (e é), mas possui um cuidado pra não soar algo aleatório e forçado.

O grande destaque vai para o Flash, responsável pelo bom humor. Desde sua primeira aparição, como Bruce visitando sua casa enquanto toca Blackpink numa TV e passa Rick and Morty na outra, até o fim, Barry se torna o melhor Flash da atualidade e o melhor personagem do filme.

Quanto aos outros, variam. O Ciborgue marca por ser importante para a trama, mas só. O Aquaman, com perdão do trocadilho, nada, apenas marcando presença também. A Mulher-Maravilha está ótima como sempre. O Batman... bem... ele é rico e faz o mundo se mover, então não há do que reclamar. O Superman, afim de evitar spoilers, não entrarei em detalhes.

O vilão do filme é o Lobo da Estepe, já apresentado na versão estendida de Batman vs Superman. Não espere por muito. Ele é um vilão genérico, só que, diferente da horrível vilã de Esquadrão Suicida, ele é mais objetivo e possui seus ideais, o que é algo a ser levado em conta.

De forma geral, o filme é basicamente o Bruce indo atrás dos personagens, formando a Liga e enfrentando o vilão, que está em busca das caixas maternas.

Embora a maior parte do humor seja boa, os momentos que o filme se perde são justamente na minoria. Nível de piada forçada para estragar o clima e com personagem que nunca faria algo do tipo. Felizmente, como disse, não é a maior parte. Ainda assim é algo que incomoda.

Arrisco a dizer que Liga da Justiça é o Esquadrão Suicida que deu certo. Não sei se colocaria entre os melhores, mas é difícil dizer, ainda mais que tivemos apenas cinco filmes até aqui. Fico no aguardo da versão estendida, visto que cortaram muita coisa mostrada nos trailers. Warner sempre picota os filmes. Mas, diferente do que aconteceu em BvS, que a versão estendida (quem não viu, veja, é bem melhor) teve que tentar reparar o estrago da versão de cinema, em Liga temos um resultado mais aceitável, apesar de tudo.

E que o Lanterna Verde e o Caçador de Marte estejam no próximo filme. Fizeram muita falta.

Obs.: Há duas cenas pós-créditos.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Outubro e Dezembro os melhores eventos



E ai Galera, tudo blz?!!

Todos ansiosos para chegar para chegar outubro e dezembro??? Mas é claro né!! Outubro temos a BGS (Brasil Game Show), e em Dezembro CCXP (Comic Com Experience).
Hoje vou falar um pouco da CCXP.
Quem foi no primeiro e segundo ano da CCXP viu a evolução que teve de um ano para outro, 2015 com muito mais atrações, mais stands com jogos brincadeiras, foi sensacional, fora as atrações com os atores: Misha Collins, Adam Sandler, Terry Crews entre outros...esse ano já temos algumas confirmações bora lá ver.

Para você que é fã de Sobrenatural virá ao Brasil mais um ator da série... não serão Jensen Acklese, Jared Padalecki infelizmente L...quem vira é o ator  Mark Pellegrino o Lúcifer da série, é aquele lá mesmo.... filho de uma boa mãe que fugiu da jaula e virá direto para CCXP 2016 para alegria dos fãs da série. Segue alguns trabalhos do ator: arquivo X, Tal Pai, Tal Filho, Crossing Jordan, Nova York Contra o Crime, Plantão Médico (E.R.),Grey’s Anatomy, Prison Break, Lost e Dexter, entre muitas outras. No cinema, o ator participou de grandes produções e de filmes independentes, como A Lenda do Tesouro Perdido, O Grande Lebowski, Cidade dos Sonhos,Capote e Número 23.

Em breve mais informações seus lindos.


  (Mark Pellegrino)


(Lúcifer, Dean e Sam)

(Lúcifer e Dean)

domingo, 1 de maio de 2016

Origem da Justiça versus Guerra Civil (com leves spoilers)

Bom dia, galerinha, como vocês estão?

Alguém pegou a referência?
Faz um tempo que não faço um "post-crossover", mas, este mereceu um certo destaque, com opiniões pessoais, dividindo a opinião profissional. Explicando melhor, entendam que, o fato de eu ser cinéfilo e trabalhar com cinema, acabam me fazendo ser muito crítico (e até mais chato que muitos fãs xiitas) ao ver um filme. Dizem que, quanto mais conhecimento temos, menos graça vemos nas coisas á nossa volta, e eu aprendi os motivos da pior forma, que é VIVENDO este terror, de ser cada vez mais difícil me emocionar, me divertir, ou mesmo gostar de algum filme/jogo/quadrinho.

Dois grandes "hypes" atuais, são feitos em base da evolução dos filmes de heróis pra cinema e televisão, principalmente se tratando de Marvel e DC. Atualmente, ambos os lados tem tido um investimento violento em universo cinematográfico e televisivo, e, não à toa, os fãs pedem cada vez mais, e passam a ser bem mais exigentes do que já eram (e antes, já eram bem rigorosos em relação à seus personagens favoritos).

Nos últimos tempos, Tivemos overdose de Marvel e DC nos cinemas, na TV a Cabo e no Netflix. Também, pudera: Cada universo (Marvel, DC, Vertigo, Image, etc) tem trocentos heróis e vilões, desde quase mais de meio século.

De um lado, temos os universos televisivos mesclados aos cinematográficos da Marvel, ainda com certa dificuldade em agradar aos fãs em 100% devido aos acordos anteriores, "alugando" por algumas décadas vários personagens (Homem Aranha na Sony, X-Men na Fox, etc), o que acaba sendo uma guerra de EGO entre as produtoras FOX, Sony e Marvel-Disney. Do outro lado, temos a DC, que junto á Warner, divide demais, separando as séries de TV e filmes do cinema, como sendo universos bem distintos,e  que não se mesclam (o que é uma pena).

Vemos Demolidor e Jessica Jones com várias referências expondo descaradamente que fazem parte do mesmo universo dos filmes dos Vingadores, enquanto temos Batman nos cinemas, sem haver NENHUMA ligação com os heróis dos seriados na Warner, como Arrow, Flash, Super Girl, etc. E mesmo as séries da TV ainda tem poucas ligações entre si, focando mais nos crossovers atualmente. Smallville não terá ligação com SuperGirl (sua série tem ligação com Flash e Arrow, e, uma LEVE ligação á Superman do cinema, mas, tentando ser bem separados, como os fãs conseguem notar ao ver as séries).

As apostas estão muito maiores agora, e a "guerra da justiça" entre Marvel e DC, pra ver quem conquista mais os fãs, está sendo muito acirrada, tendo na mesma época lançamento de Batman versus Superman (contanto de forma diferente, mas, com algumas referências aos quadrinhos e animações diretas para vídeo da DC, sobre a Morte do Superman, nascimento da Liga da Justiça, dentre outras histórias que todos estamos cansados de saber, mas, adoramos ver recontadas de várias formas diferentes) e Guerra Civil (#TeamStark e #TeamRogers, que, por "obrigatoriedade e fanservice", tem a cada filme, mais e mais referências, tanto ao universo dos quadrinhos Marvel, quanto a cultura pop mundial de várias épocas), que estão levando muita gente ao delírio (e críticos de cinema ao inferno, quase que literalmente), em época de blogs e redes sociais altamente ativas.

O que eu vejo de bom nos fãs serem mais exigentes a cada novo filme? As produtoras começam a se preocupar mais sobre o que deve fazer fiel, e o que deve ser mudado do "cânone oficial" de cada personagem.

O que vejo de ruim nisso? Muitas vezes, o "pé na jaca" é enfiado fundo, quando as produtoras ou seguem fielmente (até demais) aos pedidos dos fãs, deixando "surpresa zero", ou desagradando os próprios fãs que PEDIRAM para que fosse daquela forma, ou, o extremo contrário, fazendo exatamente TUDO que os fãs pediram o contrário.

A guerra está armada entre fãs, críticos e produtoras, e agora lidamos com uma Liga da Justiça precocemente apresentada em "Batman versus Superman" às pressas para logo ser lançado filme sobre a Liga da Justiça, enquanto a Marvel-Disney vai apresentando em grupos, a cada filme, tanto individual quanto de grupo, dos Vingadores, etc. Se as produtoras souberem continuar a dosagem certa (até o momento, até que acertaram bastante, mas, ainda não 100%, por ser impossível 100% de acerto em algo tão "humano" quanto super heróis) de fidelidade e de criatividade e renovação, prevejo todos os lados ganhando no final, tendo bons filmes ao público, e grandes lucros aos produtores e distribuidoras.

Agora, fica no ar a questão mais importante: qual time você faz parte? #TeamDC ou #TeamMarvel?

Dêem suas opiniões aqui nos comentários!

YATTA!

bye-Q!

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Análise Batman: O Cavaleiro das Trevas


Oi cambada, sou o Dan, depois de tanto tempo volto para escrever sobre os longas de animação da DC: Batman o Cavaleiro das Trevas Parte 1 e Parte 2.
Ganhei o DVD do primeiro filme e logo depois comprei o segundo, depois que assisti fiquei tão impressionado que achei que mereceria uma análise.
Essas animações foram produzidas em 2012 inspiradas nas páginas de HQ escritas por Frank Milller e publicado em 1986, a história se passa em um futuro alternativo do universo DC, não é considerado definitivo, mas alguns elementos foram incluídos em outras publicações da DC.

Tentarei não me empolgar e não escrever spoilers para quem ainda não assistiu, bem vamos começar a falar da historia. O primeiro filme começa em um futuro onde Bruce Wayne tiozão de cabelinhos brancos e aposentado da vida de Batman, enquanto Gotham passa por um período de violência incontrolável, agora a cidade não é mais atormentada por Duas Caras, Coringa, Pinguin e outros vilões conhecidos, mas sim por uma gangue infernal de "cyberpunks" sádicos conhecidos como "Mutantes". As autoridades não dão conta de tanta barbárie e o titio Bruce ainda atormentado pela morte do segundo Robin acaba dando uma de Romário e voltar da aposentadoria para marcar seu "milésimo gol".




E o que acontece quando o Batman ressurge assim do nada depois de tantos anos? Os mais velhos que viveram os tempos de ouro do homem morcego mostram respeito e ficam felizes com seu retorno, enquanto alguns dos mais novos não compreendem e ficam grilados com a sua forma de agir. Batman passa por cima da policia de Gotham resolvendo as coisas na porrada, botando ordem e isso gera uma enorme polemica e passa-se a debater na mídia se as atitudes do Batman são ou não válidas. Aí surge aqueles que se espelham no herói e passam a não abaixar mais a cabeça pros marginais e fazer a justiça por conta própria e aqueles que acham que o Batman é doente psicótico que está desrespeitando totalmente os direitos humanos, que justiça com as próprias mãos é inadmissível, que a justiça é função do estado, das autoridades que devem respeitar as leis e sem o uso de violência e toda essa frescura hipócrita.

A trama vai se desenvolvendo, alguns personagens conhecidos dão as caras, enquanto a cobra fuma em Gotham o debate continua, população com opiniões divididas, debates calorosos nos telejornais e as coisas ficam ainda mais séria no segundo filme com a aparição de Coringa e com o Batman tornando-se "inimigo" público e fugitivo da justiça. Para piorar a situação o presidente dos EUA não esta feliz com o que o Batman anda aprontando, passando por cima das autoridades e fazendo o estado passar vergonha com sua incompetência, então para resolver o problema ele manda o seu cãozinho: O Superman.
A maioria dos heróis do universo DC estavam aposentados, mas Superman se tornou de vez o cãozinho encoleirado da Casa Branca, lutando pelos interesses patéticos e egocêntricos dos yankes, inclusive lutou contra os soviéticos em uma ilha da América latina.




Agora chega de spoilers, tentei ser o mais vago possível. Pra mim esse filme meio que resumiu o ano 2014, que foi marcado pela intensificação da "guerrinha" entre o pessoal com discursinhos de "direita" e os "esquerdistas", toda discussão sobre direitos humanos, justiceiros, bandido acorrentado etc. Só pra deixar claro meu posicionamento nesse assunto: Eu não me identifico com NENHUM dos lados, os bandidos pobres são sim frutos do nosso sistema podre e injusto, mas nem por isso vou ficar com conversinha hipócrita de direitos humanos, sou totalmente a favor da justiça com as próprias mãos, mas a brutalidade tem de valer para os bandidos burgueses do colarinho branco que fazem o que bem entendem e dificilmente sofrem as consequências. 

Também passagem dos filme lembram bastante o que ocorreu entre EUA e Russia em relação à Criméia, por essa e por outras considerei o filme até profético de certa forma, assim como Akira.

Eu recomendo, uma animação que nos faz parar pra pensar, um enredo bem construído, passando por momentos de anarquia total, na minha opinião é sem dúvida infinitamente superior em todos os sentidos do que qualquer um desses filminhos badalados de heróis que lançam nos cinemas, que na maioria das vezes nem sequer são feitas para os verdadeiros fãs dos heróis das HQ's e sim para atrair o público fútil.

Até a próxima, quando resolver falar sobre algum outro filme, alguma review no Assoprando o Cartucho ou quando quiser botar a cobra pra fumar e esculachar alguma coisa qualquer. FUI

 






quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

"No espaço, nem o Homem de Aço pode ouvir você gritar"

(publicado originalmente em Reg Thorpe - Fornit Some Fornus)


Como disse há algum tempo, meu atualmente quase abandonado gosto pela leitura começou através da clássica HQ A Morte do Superman. Embora eu tenha perdido a paixão pelas histórias de super-heróis há alguns anos, algumas histórias do gênero ainda figuram entre as minhas favoritas, sobretudo as que li na época do auge do meu "relacionamento com os comics".
Uma dessas HQ's que gosto bastante até hoje é relativamente pouco conhecida por aqui, embora seja protagonizada por um dos personagens mais emblemáticos dos quadrinhos e por um dos monstros mais famosos do cinema. Superman Versus Aliens foi publicado em terras brasileiras pela Editora Abril em 1997 e é um dos meus crossovers favoritos, já que joga frente a frente o primeiro personagem dos quadrinhos que gostei e um dos meus filmes favoritos de todos os tempos. O roteiro e os desenhos ficaram a cargo do "homem que matou o Superman" Dan Jurgens e a arte final é de Kevin Nowlan. Gregory Wright foi o colorista.
Capa da edição número 1, da Abril
Seguindo a premissa básica da história, o leitor que estiver familiarizado com ambos os personagens pode levantar a questão do fato de que, por mais aterrorizantes que os Aliens possam ser, nem mesmo eles seriam páreos para todo o poder do Homem de Aço. Jurgens resolveu fácil essa questão: ambientou a história em um planeta distante do Sol amarelo da Terra que, como "todos" sabem, é a fonte dos poderes do Superman.
A história começa de forma bastante semelhante ao Alien original de 1979: com um pedido de socorro vindo de um outro planeta. Se no longa de Ridley Scott quem se responsabiliza pela missão de resgate são os tripulantes da Nostromo, na HQ quem vai dar uma mãozinha é o Superman. Clark Kent (na época dos seus cabelos ligeiramente compridos da fase pós-Retorno) e Lois Lane vão fazer uma reportagem especial da LexCorp quando uma nave alienígena cai em um lago. Superman logo a retira da água apenas a tempo de decifrar um pedido de socorro vindo de um planeta desconhecido. O que deixa o herói intrigado é o fato de que a mensagem está em kryptonês - e todos sabemos (de novo!) que Superman é o último kryptoniano vivo.
Com o auxílio de uma nave emprestada pela LexCorp - que, obviamente tem os mesmos interesses na missão que os da Companhia no filme Alien - o Homem de Aço embarca em uma viagem espacial. Com o tempo da viagem disponível pra pensar, Superman começa a se recordar de quando, ao se deparar com outros três kryptonianos alguns anos antes - liderados pelo General Zod, aquele mesmo do filme Superman II - , foi forçado a executá-los para impedir que chegassem à Terra e ameaçassem o planeta. Torturado pela culpa de ter tirado três vidas, Superman promete jamais repetir tal ato, custe o que custar.
Capa da versão encadernada americana
Ao chegar no tal planeta, Superman começa a sentir os efeitos colaterais da ausência de um Sol Amarelo e passa a sentir seus poderes enfraquecerem gradativamente. Ao investigar o local, descobre que o planeta está a mercê de alguma ameaça desconhecida. Após quase ser morto por um Alien, é salvo por Kara, uma habitante e uma das líderes da resistência à infestação que assola o planeta. O que começa com uma missão de resgate passa a ser uma jornada de sobrevivência para o herói.

Superman Versus Aliens foi lançado originalmente em 1995 nos Estados Unidos. Há uma sequência desse encontro publicada alguns anos depois, mas a história é tão fraca que sequer vale a pena ser contada aqui.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O Morcego de Burton

(publicado originalmente em Reg Thorpe - Fornit Some Fornus)


Há alguns anos, antes da atual febre de adaptações cinematográficas baseadas nos super-heróis dos quadrinhos e da revitalização do Batman nos cinemas pelas mãos do diretor Christopher Nolan, Tim Burton já havia feito um longa-metragem de bastante sucesso do Homem-Morcego. Na verdade, foram dois longas, mas este post fala exclusivamente do primeiro filme da franquia, de 1989.
Quem assistir o filme de Burton pela primeira vez depois de ver Batman Begins (2005) e O Cavaleiro das Trevas (2008), certamente vai achar o longa de 1989 um tanto infantil demais. Inocente, talvez. Teatral, com certeza. No entanto, antes da atual e bem-sucedida franquia de Nolan, o Batman de Burton era uma das melhores adaptações das HQ's para o cinema já feitas. Eu, quando moleque, não perdia a oportunidade de ver esse filme quando passava na Sessão da Tarde.
Embora a maioria dos fãs mais fervorosos do Homem-Morcego ainda torça o nariz para a escolha de Keaton para o papel principal, pessoalmente eu não acho que ele tenha decepcionado tanto. É claro que eu concordo que fisicamente ele não era o ator mais adequado para interpretar o personagem, mas no que diz respeito ao seu trabalho, acho que Keaton foi relativamente bem. Não foi genial, mas competente o suficiente.
Batman (Michael Keaton)
Contudo, assim como no recente O Cavaleiro das Trevas, quem rouba a cena em Batman é o Coringa. Se Heath Ledger arrebentou como o arqui-inimigo do herói no filme de Nolan, Jack Nicholson também teve uma atuação antológica como o Palhaço do Crime no filme de 1989. Não há como comparar um trabalho ao outro. O sombrio e psicótico Coringa de O Cavaleiro das Trevas não teria lugar em Batman, assim como o divertidamente insano Coringa de Nicholson não faria muito sentido no filme de 2008.
Há outros aspectos interessantes no filme da década de oitenta. Um deles é o figurino das pessoas de Gotham City, que mais parece algo vindo dos filmes de gângsteres dos anos 30. Esse lado meio noir da vestimenta dos personagens também teria lugar no desenho de sucesso Batman Animated, no começo da década de noventa.
Coringa (Jack Nicholson)
Outro fator de destaque em Batman é a lendária trilha sonora de Danny Elfman. Aliás, o esquisitão Prince também tem créditos na música desse filme - é dele a canção que toca na cena em que o Coringa distribui dinheiro para a população de Gotham (!!!).

Embora se visto nos dias atuais o Batman de Burton possa ser encarado com desconfiança, a verdade é que hoje já se tornou um clássico do gênero.



Batman (1989) - trailer

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

As (simples mas legais) Aventuras do Superman

(publicado originalmente em Reg Thorpe - Fornit Some Fornus)


Já faz mais de quatro anos que deixei de acompanhar quadrinhos de heróis. Exceto por uma ou outra edição especial, as revistas de linha perderam completamente a graça. O problema é que o Universo DC se tornou uma coisa tão grande que as coisas passaram dos limites. Explico: quando comecei a me interessar por HQ's de heróis, em meados dos anos noventa, as histórias "individuais" eram mais simples. Superman protegia Metrópolis, Batman combatia os criminosos de Gotham, etc, etc, etc. Somente nos crossovers que envolviam vários heróis ou histórias com a Liga da Justiça é que as histórias iam para um lado mais da ficção científica e/ou viagens no tempo e espaço.
Contudo, nos últimos anos, mesmo esses microuniversos dentro do Universo DC ficaram grandiosos demais. No final da horrível saga Mundos em Guerra, por exemplo, o Superman viajou até o fim do Universo. Se tornou poderoso demais. Isso fora as novas e terríveis histórias envolvendo universos paralelos e "multiversos" que levaram toda a cronologia DC de volta à bagunça que era antes de Crise Nas Infinitas Terras.
Entretanto, há alguns dias "esbarrei" com essa edição, As Aventuras do Superman, publicada pela Abril. Como é baseada no desenho da TV, as histórias mostradas ali são completamente descompromissadas com a cronologia original do Universo DC, o que possibilita a criação de histórias mais simples. O que quero dizer é que, diferente das histórias publicadas nas revistas de linha, que obrigam o leitor a comprar dezenas de títulos por mês se não quiser perder nada, esse tipo de publicação serve também para leitores ocasionais, como o que eu me tornei.
E não se enganem achando que, por ser baseado no desenho da TV, as histórias publicadas em As Aventuras do Superman - no primeiro número, pelo menos - sejam infantis. De fato elas são, como eu disse antes, mais simples e mais leves, o que as torna facilmente assimiláveis.
Na primeira edição foram publicadas cinco histórias, todas escritas pelo renomado roteirista Mark Millar.
Em (Quase) Os Melhores do Mundo, Superman vai a Gotham e se une a Batgirl para resolver o caso do sequestro do playboy milionário Bruce Wayne pelo criminoso Chapeleiro Louco. Na história O Homem do Amanhã... Ontem, o duende da quinta dimensão Sr. Mxyzptlk (inimigo clássico do Superman) viaja até o passado do herói para tentar alterar o presente. A rivalidade entre Superman e Lex Luthor é mostrada em Quanto ódio pode um homem carregar?, história que tem um epílogo interessante, que se passa na infância do arquiinimigo do Homem de Aço. Jimmy Olsen Versus Darkseid parece uma história típica dos anos sessenta e A Noiva de Bizarro traz referências ao clássico A Noiva de Frankenstein, além da aparição de um personagem que andava meio sumido: Lobo.

Resumindo tudo, As Novas Aventuras do Superman é uma boa pedida para quem quer ler alguma coisa do gênero sem ter a obrigação de mergulhar de cabeça no universo dos super-heróis.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Reformulação do Palhaço

(publicado originalmente em Reg Thorpe - Fornit Some Fornus)


Uma das coisas mais irritantes no universo dos quadrinhos de heróis americanos, sobretudo da DC Comics, é a mania extremamente frequente nos últimos anos de  reformular a origem dos personagens sempre que lhes dá na telha. Obviamente, esse tipo de coisa é feita devido ao fato de que esses mesmos  personagens são mais produtos do que qualquer outra coisa. Algumas origens, como por exemplo as de Batman por Frank Miller e a do Superman por John Byrne, ambas nos anos oitenta, são atemporais e quase perfeitas.
Uma das maiores HQ's de todos os tempos, A Piada Mortal, escrita pelo britânico Alan Moore, é considerada por muitos como a história definitiva envolvendo o "relacionamento" entre o Cavaleiro das Trevas e o Príncipe Palhaço do Crime. Revela, entre outras coisas, uma possível origem para o vilão.
Posteriormente, a DC admitiu ter se arrependido de ter revelado a origem do Coringa. Realmente, eu concordo que um dos charmes do arquirrival do Batman é justamente esse: ninguém sabe de onde veio, o que o motivou a ser o que é, a fazer o que faz. Mesmo assim, a abordagem de Moore sobre o início da história do vilão é extremamente interessante e traz uma profundidade incrível. Além do mais, chega a ser irônico pensarmos, ao terminar de ler a obra, que Batman e Coringa são, digamos, duas faces de uma mesma moeda. Tanto o herói quanto o vilão têm tragédias pessoais que os motivam a ser o que são. A diferença é que um deles resolveu se vestir de Morcego e bater em bandidos e o outro resolveu... bom, ser mau. Bastante mau.
O que eu quis dizer com meu texto "enrolativo" acima é que uma reformulação na origem do Coringa era totalmente desnecessária. Tanto que, ao ler a história Amantes e Loucos, publicada em Batman Anual #3 (Panini, abril de 2011), a impressão que se tem é que foi idealizada apenas para seguir a maré comercial após o sucesso do vilão no filme Batman - O Cavaleiro das Trevas. Entretanto, a HQ foi publicada no ano anterior à estréia do filme, então...
Entenda bem, não estou dizendo que a reformulação da origem do Coringa seja ruim. Como uma história isolada, até que funciona bem. O texto do roteirista Michael Green é muito bom, mas acho as motivações de seu Coringa vazias demais. Seu Batman também parece ser mais humano, com mais vulnerabilidades. Abaixo, veja as cinco primeiras páginas da revista, disponibilizadas no site da Panini:







A arte é de Denys Cowan e John Floyd. Nesse quesito também prefiro o desenho de Brian Bolland em A Piada Mortal, mas nesse caso é apenas preferência de estilo mesmo. Prefiro desenhos mais realistas e menos estilizados.
Um aspecto interessante visto nas páginas acima é o uso de um veículo bastante similar ao Thumbler, o batmóvel dos dois últimos filmes do Batman. Já mostra a influência que Batman Begins (2005) teve nos quadrinhos do herói.
Mas vamos à história...
Amantes e Loucos nos remete aos primeiros dias de Batman como vigilante em Gotham City. Assim como as páginas acima podem atestar, os criminosos de Gotham estão mais cautelosos e as ruas estão mais seguras. Batman está confiante e agora quer capturar os verdadeiros chefões da máfia de Gotham. Os traficantes de drogas parecem ser suas próximas vítimas.
Nesse período, uma figura misteriosa chamada apenas de Jack (em português, teria um significado como "Fulano", por exemplo), um verdadeiro "artista" no que diz respeito a burlar sistemas de segurança, vem fazendo estrago nas noites da cidade. Mesmo assim, o tal sujeito parece sofrer de depressão profunda por achar que a sua existência não tem o menor sentido. Para tentar remediar isso, passa a cometer crimes sem motivação, matar sem nenhuma razão aparente. Sem saber, passa a angustiar também o Cavaleiro das Trevas, que não consegue identificar o criminoso justamente por não haver um motivo aparente em suas ações. Batman, por sua vez, passa a desenvolver um relacionamento amoroso em sua vida como Bruce Wayne, principalmente para tentar encontrar uma área de escape de suas tensões (aí está aquela vulnerabilidade de que falei).
Em mais um assalto bem sucedido, Jack parece finalmente se render à depressão. Enquanto seus comparsas fogem, ele entrega sua arma a um dos guardas rendidos e pede que ele o mate. Entretanto, nesse momento Batman aparece em outra sala e esmurra vários bandidos. Ao observar a cena, Jack fica "encantado" com a seriedade bizarra de um homem que se fantasia para assustar bandidos. "Ele parece ridículo", diz a si mesmo. Jack encontra uma razão para fazer o seu trabalho.
É exatamente nesse ponto que a história de Green se separa drasticamente da de Moore. O Coringa de A Piada Mortal começa como um comediante fracassado que mora com a esposa grávida em um bairro pobre de Gotham. Totalmente desesperado, aceita servir de guia a dois ladrões para que assaltem sua ex-empresa. Contudo, um dia antes do assalto, sua mulher morre em um acidente doméstico. Mesmo assim, os ladrões o obrigam a continuar o serviço.
Entretanto, o roubo é mal-sucedido. Há troca de tiros entre os bandidos e a polícia e ambos acabam mortos. Na fuga, Joe (como é chamado o personagem) se vê frente a frente com o Batman. Desesperado, se atira em um tanque repleto de produtos químicos e desaparece nas tubulações.
Na nova origem, Jack fica obcecado pelo Batman e passa a deixar recados para o herói nas cenas de crime. O que se segue é um tanto previsível. Em uma festa beneficente, Batmangangue do bandido, mas não antes que sua namorada seja esfaqueada por Jack. Na fuga, Batman escolhe socorrer a garota, mas antes que Jack saia, atira um batarangue e corta as duas faces de Jack, formando uma espécie de sorriso no rosto do vilão.
Enquanto o Joe de A Piada Mortal enlouquece definitivamente ao sair dos canos de esgoto da fábrica de baralhos e ver seu novo rosto refletido na água, o Jack de Amantes e Loucos ainda não se rendeu de vez ao ter suas faces mutiladas. Em um ato de vingança indigno de um verdadeiro herói (sobretudo da DC), Batman "contrata" um perigoso traficante de drogas da cidade e lhe dá o paradeiro de Jack, com o intuito de que este traficante se livre de um rival. Contudo, ao invés de fazer logo o serviço, o tal traficante comete o pecado do orgulho e resolve dar uma lição em Jack antes de matá-lo. Erro grave e, mesmo depois de levar uma surra que lhe arrebenta o rosto, Jack consegue escapar e derrota os traficantes. Mesmo caído, Maletesta tenta acertar um tiro em Jack, mas apenas resvala no pescoço do bandido. No momento em que Batman chega ao local para tentar corrigir seu erro, o lugar onde Jack está é inundado por toneladas de produtos químicos.
Ironicamente, é quando está submerso que a loucura de Jack finalmente vem à tona. Inicialmente, decide morrer ali.

"Ah, isto não pode me fazer bem. Pelo menos a água está quente. Mas arde um pouco. (ai, ai)
Bom... acho que vai acabar logo. Mas é gostoso. Calmo. Que nem o fundo da piscina. Costumava prender a respiração assim por mais de três minutos.
Tique taque. Fiz um bom trabalho com aqueles caras lá em cima. Aquilo foi legal. A loira do bar tinha razão. Eu tenho um dom. Que pena. Mais um minuto e todos vamos dançar. Finalmente.
Por outro lado... Até resisti bastante, né? Não dá pra negar que havia um instinto vital... alguma teimosia bruta da alma. Depois de todo aquele papo sobre morrer... eu resisti. E quando aquela bala estava vindo... me abaixei.
Me pegou desprevenido e tudo o mais. Eu merecia. Finalmente estava chegando... e me abaixei.
Acho que... acho que devia tentar. Seria uma baita pena nunca mais vê-lo. Ele podia ter me salvado. Podíamos ter rido. Ora, quem diria? Teria sido tão mais fácil se isso não tivesse acabado de acontecer.
É a vida. Quatro minutos agora. Não sobrou nada nos meus pulmões além de sangue e produtos químicos. Não sei quanto mais consigo.
(oops, assim não dá)
Não. Isso não pode me fazer bem mesmo. Depois daquilo tudo, morrer envenenado. EU. Meio engraçado, na verdade. VENENO.
Deve ser... deve ser algum tipo de piada.
A lua? Nunca percebi antes. O rosto na lua... meio que parece um coelhinho. UM COELHINHO. HAH.
TEM UM COELHINHO NA LUA!
Isso é loucura."
Não é preciso dizer que quem saiu do outro lado não era mais o sujeito conhecido como Jack. Era... outra coisa.
A partir daí, não há muita coisa a ser contada. Mesmo assim, há dois momentos dignos de uma história com o Coringa. Um deles envolve uma garotinha em um circo e o outro mostra algumas pessoas penduradas por cordas.

Como eu disse anteriormente, como uma história isolada, Amantes e Loucos funciona muito bem. Mas repito também que uma reformulação na origem do Coringa era totalmente desnecessária. Talvez uma nova história abordando outro ponto de vista de A Piada Mortal fosse bem-vinda, desde que escrita com inteligência e profundidade.
Bem, se achar melhor, leia a história e tire suas próprias conclusões. A graça de tudo está exatamente nisso...

Fábulas

(publicado originalmente em Reg Thorpe - Fornit Some Fornus)


Minha HQ favorita de todos os tempos é Sandman. Tenho a coleção quase completa (as raríssimas edições da Conrad). Um dos segredos dessa série é que o autor Neil Gaiman soube parar na hora certa, depois de 75 edições que chegaram a superar as vendas de pesos-pesados da editora, como Batman e Superman. Afirmou, em determinada ocasião: "Uma boa história tem começo, meio e fim. E Sandman é uma boa história."
Sete anos após o fim de Sandman (exceto por uma ou outra edição especial), a DC/Vertigo lançou no mercado americano a série Fábulas (Fables, no original), de Bill Willingham (juro que não conheço nenhum outro trabalho desse cara).
Em Fábulas, muitas criaturas dos contos-de-fadas foram expulsas de suas terras por um inimigo conhecido apenas como "O Adversário". Sem outra alternativa, os seres das histórias (nem sempre) infantis foram obrigados a buscar refúgio no mundo "real", mais precisamente na cidade de Nova York. Criaram uma região conhecida apenas como Cidade das Fábulas e vivem secretamente entre os mundanos (nós). As criaturas que não conseguem manter um aspecto humano, são obrigadas a viver em um lugar no campo chamado de A Fazenda (não, não é a da Rede Record, aquele lixo!).
É interessante ver os personagens de fábulas conhecidas "vivendo" no mundo de hoje. Branca-de-Neve se tornou uma espécie de vice-prefeita da Cidade das Fábulas. O Lobo Mau (o mesmo de Os Três Porquinhos, Chapeuzinho Vermelho, entre outras histórias) se regenerou e agora trabalha como o xerife da cidade. João (aquele do pé-de-feijão), se tornou um trambiqueiro.
Outro aspecto curioso da série é essa integração entra as várias histórias. Por exemplo, o Príncipe Encantado é o mesmo das histórias de Branca-de-Neve, Cinderella e A Bela Adormecida. Sempre infiel no(s) casamento(s), chegou a trair Branca-de-Neve com a irmã dela, Rosa Vermelha.
O primeiro arco de histórias conta sobre o desaparecimento misterioso de Rosa Vermelha. Basicamente serve apenas para apresentar os personagens e os primeiros elementos importantes da trama. Fábulas é considerada por muitos como a série sucessora de Sandman. Só espero que, assim como o a saga do Mestre dos Sonhos, essa série também termine no momento certo, não sendo refém apenas do número de vendas.
Conheci Fábulas há pouco tempo, na época em que a Pixel Media publicou a Vertigo aqui no Brasil, em 2007 e 2008. Mas como as séries realmente legais (como Sandman, Preacher e 100 Balas, por exemplo) são publicadas por aqui em uma verdadeira ZONA (no pior sentido da palavra), Fábulas já passou pelas mãos da Devir, Pixel Media e agora finalmente da Panini. Está bem difícil encontrar os volumes 2 e 3 da época da Devir. Espero que a Panini republique, senão lascou!